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AH­MED HUS­SEN É des­de ja­nei­ro o no­vo mi­nis­tro da Imi­gra­ção, Re­fu­gi­a­dos e Ci­da­da­nia do Ca­na­dá. Hus­sen é um re­fu­gi­a­do so­ma­li que fu­giu da gu­er­ra ci­vil no seu país e che­gou ao Ca­na­dá há du­as dé­ca­das, qu­an­do ti­nha ape­nas 16 anos. Tor­na-se as­sim o pri­mei­ro re­fu­gi­a­do a in­te­grar o go­ver­no do país. Em 2015, foi tam­bém o pri­mei­ro re­fu­gi­a­do a in­te­grar o par­la­men­to ca­na­di­a­no, de­pois de elei­to pe­lo Par­ti­do Li­be­ral De­mo­cra­ta. Ad­vo­ga­do e com um per­cur­so de ati­vis­ta por cau­sas so­ci­ais, após a sua to­ma­da de pos­se co­mo mi­nis­tro, afir­mou: «Es­tou mui­to or­gu­lho­so da His­tó­ria do nos­so país en­quan­to um lu­gar de asi­lo, um lu­gar que abre as su­as por­tas e co­ra­ções a no­vos imi­gran­tes e re­fu­gi­a­dos, e es­tou es­pe­ci­al­men­te or­gu­lho­so por me tor­nar o mi­nis­tro des­ta pas­ta». Hus­sen, que se afir­ma co­mo «ca­na­di­a­no pri­mei­ro e so­ma­li em se­gun­do», tem pe­la fren­te o de­sa­fio de ge­rir o pro­gra­ma da imi­gra­ção do país, al­vo de vá­ri­as crí­ti­cas por par­te de de­fen­so­res dos di­rei­tos dos imi­gran­tes. O país pre­pa­ra-se pa­ra re­ce­ber em 2017 um to­tal de 300 mil imi­gran­tes.

AMI­NA MOHAM­MED É a no­va se­cre­tá­ria-ge­ral ad­jun­ta das Na­ções Uni­das, es­co­lhi­da por An­tó­nio Gu­ter­res, no­vo se­cre­tá­rio-ge­ral da or­ga­ni­za­ção. Mi­nis­tra do Am­bi­en­te da Ni­gé­ria des­de 2005, Ami­na Moham­med fo­ra an­te­ri­or­men­te con­se­lhei­ra es­pe­ci­al do an­te­ri­or se­cre­tá­rio-ge­ral da ONU, Ban Ki-mo­on, pa­ra a Agen­da do De­sen­vol­vi­men­to Pós-2015. Fi­lha de mãe bri­tâ­ni­ca e pai ni­ge­ri­a­no, Ami­na Moham­med nas­ceu em 1961. Fun­da­do­ra e di­re­to­ra do think tank Cen­tro de So­lu­ções de Po­lí­ti­cas de De­sen­vol­vi­men­to, foi en­tre 2002 e 2005 co­or­de­na­do­ra da equi­pa que tra­ba­lhou em Edu­ca­ção e Gé­ne­ro no Pro­je­to do Mi­lé­nio da ONU. Mãe de seis fi­lhos, Ami­na foi tam­bém con­se­lhei­ra de três di­fe­ren­tes pre­si­den­tes da Ni­gé­ria, en­tre 2000 e 2014, ten­do si­do dis­tin­gui­da co­mo ofi­ci­al da Or­dem da Re­pú­bli­ca Fe­de­ral em 2006. Tem seis fi­lhos. Na ONU, é a ter­cei­ra mu­lher a tor­nar-se se­cre­tá­ria-ge­ral ad­jun­ta des­de que o car­go foi cri­a­do em 1997.

MAR­CE­LO CA­KE-BALY Oriun­do da Gui­né-Bis­sau, Mar­ce­lo Ca­ke-Baly vi­ve na Hun­gria des­de 1976 eé o pro­ta­go­nis­ta da lon­ga-me­tra­gem The Ci­ti­zen (O “ci­da­dão”), que es­tre­ou no fi­nal de ja­nei­ro. O fil­me acom­pa­nha o per­cur­so de um re­fu­gi­a­do afri­ca­no e da sua lu­ta por se in­te­grar na so­ci­e­da­de hún­ga­ra. Di­fi­cul­da­de que Ca­ke-Baly diz sen­tir ain­da ho­je, ape­sar de vi­ver no país há 40 anos e de ter ci­da­da­nia hún­ga­ra des­de me­a­dos dos anos 90. «Sin­to-me hún­ga­ro, mas nas ru­as sou afri­ca­no. Não te­nho es­cri­to em mim há quan­to tem­po vi­vo aqui, nem que te­nho uma fa­mí­lia hún­ga­ra, que tra­ba­lho aqui, que pa­go im­pos­tos. As pes­so­as ve­em-me ape­nas co­mo um imi­gran­te», afir­ma. O fil­me sai em ple­na cri­se de re­fu­gi­a­dos na Eu­ro­pa e num país que re­for­çou no ano pas­sa­do as su­as leis an­ti-imi­gra­ção e cons­truiu uma ve­da­ção na sua fron­tei­ra com a Sér­via. Al­go que o re­a­li­za­dor de The Ci­ti­zen, Ro­land Vra­nik, clas­si­fi­ca co­mo uma «psi­co­se mas­si­va» jus­ti­fi­ca­da pe­lo me­do fa­ce a uma mul­ti­dão des­co­nhe­ci­da.

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