Es­cul­tor Ous­ma­ne Sow

mor­re em Da­kar

Africa21 - - Cults -

OO es­cul­tor se­ne­ga­lês Ous­ma­ne Sow, um dos mes­tres da ar­te afri­ca­na e pri­mei­ro afri­ca­no a ser ad­mi­ti­do co­mo mem­bro da Aca­de­mia Fran­ce­sa de Be­las Ar­tes, mor­reu no dia 1 de de­zem­bro do ano pas­sa­do, na ci­da­de de Da­kar, a ca­pi­tal do Se­ne­gal, aos 81 anos de ida­de. O ar­tis­ta tor­nou-se co­nhe­ci­do mun­di­al­men­te gra­ças às su­as es­cul­tu­ras mo­nu­men­tais de lu­ta­do­res nú­bi­os ins­pi­ra­das nas fo­tos que a con­tro­ver­sa ci­ne­as­ta ale­mã Le­ni Ri­e­fens­tahl ti­rou no Su­dão. As sur­pre­en­den­tes fi­gu­ras de ho­mens afri­ca­nos – Ma­a­sai, Zu­lus e Fu­la­ni – as­si­na­das por Sow fo­ram exi­bi­das em Fran­ça e nos pres­ti­gi­a­dos fes­ti­vais Do­cu­men­ta, na Ale­ma­nha, bem co­mo na Bi­e­nal de Ve­ne­za. Pa­ra Mbag­nick Ndi­aye, mi­nis­tro se­ne­ga­lês da Cul­tu­ra, «o fac­to de as su­as obras te­rem si­do ex­pos­tas em to­do o mun­do ates­ta que ele era um gi­gan­te da cul­tu­ra. A sua mor­te é uma gran­de per­da». Ex-fi­si­o­te­ra­peu­ta, Ous­ma­ne Sow só pô­de co­me­çar a de­di­car-se ex­clu­si­va­men­te à es­cul­tu­ra aos 50 anos. A re­tros­pe­ti­va da sua obra exi­bi­da em 1999 no Pont des Arts, ane­xo ao Mu­seu do Lou­vre, em Pa­ris, foi vis­ta por cer­ca de três mi­lhões de pes­so­as. Por ou­tro la­do, par­te da sua ins­ta­la­ção so­bre a ba­ta­lha de Lit­tle Bighorn, em 1876, quan­do os ín­di­os ame­ri­ca­nos co­man­da­dos por Ca­va­lo Lou­co der­ro­ta­ram o ge­ne­ral Ge­or­ge Cus­ter e a sua uni­da­de de ca­va­la­ria, foi com­pra­da pe­lo Mu­seu Whit­ney, de No­va Ior­que. Sow pos­suía um co­nhe­ci­men­to per­fei­to da ana­to­mia hu­ma­na, o que se re­fle­tia nas su­as es­cul­tu­ras. «Po­de­ri­am ven­dar-me os olhos, que, mes­mo as­sim, se­ria ca­paz de fa­zer um cor­po hu­ma­no da ca­be­ça até aos de­dos dos pés», dis­se ele uma vez.

Ous­ma­ne Sow jun­to a uma das su­as es­cul­tu­ras

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