Cults

Pré­mio Ca­mões de Li­te­ra­tu­ra

Africa21 - - Aos Leitores -

Oar­te,bra­si­lei­ro Fer­rei­ra Gul­lar, po­e­ta, en­saís­ta, crí­ti­co de tra­du­tor e bió­gra­fo, mor­reu no pas­sa­do dia 4 de de­zem­bro, aos 86 anos, no Rio de Ja­nei­ro, ví­ti­ma de pro­ble­mas pul­mo­na­res, de­pois de ter es­ta­do in­ter­na­do cer­ca de 20 di­as de­vi­do a in­su­fi­ci­ên­cia res­pi­ra­tó­ria. Nas­ci­do em 10 de se­tem­bro de 1930, o ma­ra­nhen­se Jo­sé Ri­ba­mar Fer­rei­ra des­do­brou-se pra­ti­ca­men­te por to­dos os cam­pos da cul­tu­ra, da po­e­sia de van­guar­da à can­ção po­pu­lar, da te­o­ria es­té­ti­ca ao jor­na­lis­mo, da ilus­tra­ção de li­vros in­fan­tis à te­le­dra­ma­tur­gia. Qua­se sem­pre, com for­te ên­fa­se po­lí­ti­ca. Pa­ra se dis­trair, en­tre­ga­va-se à reprodução de qua­dros de Mon­dri­an e ou­tros de seus mes­tres eu­ro­peus, fa­zia co­la­gens com re­cor­tes de re­vis­tas ou tra­du­zia po­e­sia. Ven­ce­dor de al­guns dos mais im­por­tan­tes pré­mi­os li­te­rá­ri­os no Bra­sil e no es­tragn­gei­ro, re­ce­beu, em 2010, a mais al­ta dis­tin­ção da lín­gua por­tu­gue­sa, o Pré­mio Ca­mões. Em 2014, foi elei­to pa­ra a ca­dei­ra 37 da Aca­de­mia Bra­si­lei­ra de Le­tras, de­pois de ter afir­ma­do du­ran­te anos que ja­mais acei­ta­ria a «imor­ta­li­da­de». Se­gun­do vá­ri­os crí­ti­cos, es­tá en­tre os pri­mei­ros no­mes da ex­ten­sa lis­ta de bi­o­gra­fi­as que ain­da pre­ci­sam de ser es­cri­tas no Bra­sil.

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