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Elei­ções le­gis­la­ti­vas na Ar­gé­lia

Africa21 - - Aos Leitores -

mi­lhões de dólares de des­pe­sas mi­li­ta­res/ano (mais 9%) es­tão pre­vis­tos na pro­pos­ta de or­ça­men­to dos EUA pa­ra 2017 Os ar­ge­li­nos vão ele­ger a 4 de maio os 462 de­pu­ta­dos da As­sem­bleia Na­ci­o­nal Po­pu­lar pa­ra um man­da­to de cin­co anos. Es­tas elei­ções são con­si­de­ra­das cru­ci­ais por cau­sa das ten­sões so­ci­ais pro­vo­ca­das pe­las me­di­das de aus­te­ri­da­de im­pos­tas pe­la que­da dos pre­ços do pe­tró­leo e do gás, do con­tex­to re­gi­o­nal agi­ta­do e, so­bre­tu­do, pe­la pre­pa­ra­ção da su­ces­são do Pre­si­den­te Ab­de­la­ziz Bou­te­fli­ka, re­e­lei­to pa­ra um quar­to man­da­to em 2014. O adi­a­men­to si­ne die da vi­si­ta ofi­ci­al que a chan­ce­ler ale­mã An­ge­la Mer­kel de­via efe­tu­ar a Ar­gel a 20 de fe­ve­rei­ro, jus­ti­fi­ca­do por uma «bron­qui­te agu­da» do Pre­si­den­te ar­ge­li­no que cum­pri­rá 80 anos em mar­ço, foi in­ter­pre­ta­do co­mo a con­fir­ma­ção da de­te­ri­o­ra­ção do es­ta­do de saú­de de Bou­te­fli­ka. A pers­pe­ti­va da even­tu­al an­te­ci­pa­ção das elei­ções pre­si­den­ci­ais, pre­vis­tas pa­ra 2019, e a von­ta­de de pe­sar so­bre a su­ces­são le­va to­dos os par­ti­dos po­lí­ti­cos a re­ver as su­as es­tra­té­gi­as pa­ra as elei­ções le­gis­la­ti­vas. A qua­se to­ta­li­da­de dos par­ti­dos da opo­si­ção, agru­pa­dos des­de 2014 na CLTD (Co­or­de­na­ção pa­ra as Li­ber­da­des e a Tran­si­ção De­mo­crá­ti­ca), que ti­nham acor­da­do em de­zem­bro não par­ti­ci­par ao es­cru­tí­nio, de­ram o di­to pe­lo não di­to à ex­ce­ção do Ta­lai El Hour­riyet, de Ali Ben­fliss, der­ro­ta­do por Bou­te­fli­ka nas pre­si­den­ci­ais de 2014. O par­ti­do kaby­le RCD (Re­a­gru­pa­men­to pa­ra a Cul­tu­ra e a De­mo­cra­cia), que ti­nha boi­co­ta­do as an­te­ri­o­res elei­ções le­gis­la­ti­vas, anun­ci­ou tam­bém que par­ti­ci­pa­rá no pró­xi­mo es­cru­tí­nio. E as vá­ri­as for­ma­ções is­la­mis­tas ne­go­cei­am uma «ali­an­ça es­tra­té­gia uni­tá­ria» pa­ra ten­tar re­cu­pe­rar um pou­co da in­fluên­cia po­lí­ti­ca per­di­da: du­as fu­si­o­na­ram-se en­tre si e du­as ou­tras anun­ci­a­ram que o fa­rão em bre­ve). Pa­ra os par­ti­dos da atu­al mai­o­ria, a his­tó­ri­ca FLN (Fren­te de Li­ber­ta­ção Na­ci­o­nal), sur­pre­en­den­te ven­ce­dor por mai­o­ria ab­so­lu­ta em 2012, e o RND (Re­a­gru­pa­men­to Na­ci­o­nal De­mo­crá­ti­co), tra­ta-se de ga­ran­tir a es­ta­bi­li­da­de do re­gi­me e das ins­ti­tui­ções após o de­sa­pa­re­ci­men­to de Bou­te­fli­ka, o ho­mem da re­con­ci­li­a­ção que pôs fim a dez anos de guer­ra con­tra a in­sur­rei­ção is­la­mis­ta da úl­ti­ma dé­ca­da do sé­cu­lo XX.

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