C

Africa21 - - Angola - CAR­LOS SE­VE­RI­NO

on­fir­man­do-se o acer­to da jo­ga­da po­lí­ti­ca do MPLA e do seu lí­der, Jo­sé Edu­ar­do dos San­tos, atu­al Pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca, ao anun­ci­a­rem um no­vo can­di­da­to do par­ti­do pa­ra as elei­ções des­te ano, es­tá a cri­ar-se uma di­nâ­mi­ca que, ao mes­mo tem­po que faz re­nas­cer o en­tu­si­as­mo nos cír­cu­los do par­ti­do no po­der, ame­a­ça pa­ra­li­sar a opo­si­ção. Na ob­ser­va­ção de um ana­lis­ta po­lí­ti­co lo­cal, João Lourenço, can­di­da­to a su­ce­der a Jo­sé Edu­ar­do dos San­tos, ca­so o MPLA ven­ça as elei­ções, es­tá a re­ve­lar-se «me­lhor do que a en­co­men­da». Fa­lan­do de im­pro­vi­so em to­das as su­as apa­ri­ções até ago­ra, o que es­tá a sur­pre­en­der os di­fe­ren­tes ob­ser­va­do­res, o vi­ce-pre­si­den­te do MPLA e atu­al mi­nis­tro da Defesa não tem he­si­ta­do em abor­dar ne­nhum te­ma quen­te, da­que­les que, há mui­to, «es­tão na bo­ca do po­vo», po­si­ci­o­nan­do-se cla­ra­men­te em re­la­ção aos mes­mos. A cor­rup­ção é um de­les. «Va­mos fa­zer um cer­co aper­ta­do à cor­rup­ção», anun­ci­ou o can­di­da­to do MPLA no co­mí­cio de apre­sen­ta­ção da sua can­di­da­tu­ra, re­a­li­za­do no pas­sa­do dia 18 de fe­ve­rei­ro na ci­da­de do Lu­ban­go, ca­pi­tal da pro­vín­cia da Huí­la. De no­tar que a es­co­lha des­ta pro­vín­cia pa­ra a re­a­li­za­ção do ato não foi aci­den­tal, pois tra­ta-se do mai­or co­lé­gio elei­to­ral do país, de­pois de Lu­an­da. Nas elei­ções an­te­ri­o­res, o MPLA sem­pre ga­nhou fol­ga­da­men­te na re­gião. O can­di­da­to do par­ti­do no po­der, de­pois de con­si­de­rar a cor­rup­ção «um dos mai­o­res ma­les de que o nos­so país en­fer­ma», afir­mou que o com­ba­te à cor­rup­ção tem de ser pro­ta­go­ni­za­do pe­lo MPLA, no po­der des­de 1975, e não pe­la opo­si­ção ou, en­tão, pe­los ad­ver­sá­ri­os ex­ter­nos de An­go­la. João Lourenço su­bli­nhou que a cor­rup­ção é uma ca­rac­te­rís­ti­ca das eco­no­mi­as de mer­ca­do, mas que pre­ci­sa de ser com­ba­ti­da. Nes­se sen­ti­do, com­pa­rou a cor­rup­ção com a cri­mi­na­li­da­de em ge­ral, que, em­bo­ra exis­ta, tem de ser en­fren­ta­da. «Não po­de­mos acei­tar que a cor­rup­ção se­ja en­ca­ra­da com im­pu­ni­da­de», re­ma­tou. Por ou­tro la­do, o atu­al mi­nis­tro da Defesa ob­ser­vou que a independência, as­sim co­mo a paz e a re­con­ci­li­a­ção fo­ram as du­as prin­ci­pais con­quis­tas do país até ao mo­men­to. Se­gun­do ele, a eta­pa que se abre ago­ra se­rá a do de­sen­vol­vi­men­to. Pa­ra is­so, Lourenço de­fen­deu ser im­pe­ri­o­so des­cen­tra­li­zar a go­ver­na­ção e o de-

As pró­xi­mas elei­ções ge­rais só são em agos­to, mas a pré-cam­pa­nha já co­me­çou. O MPLA, no po­der, con­ti­nua a sur­pre­en­der os seus ad­ver­sá­ri­os. O seu can­di­da­to à pre­si­dên­cia, João Lourenço, es­tá a per­cor­rer o país anun­ci­an­do uma sé­rie de mu­dan­ças, o que es­tá a ti­rar o ta­pe­te à opo­si­ção. “João Lourenço es­tá a sair me­lhor do que a en­co­men­da”, diz ana­lis­ta po­lí­ti­co an­go­la­no

João Lourenço, can­di­da­to do MPLA

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Angola

© PressReader. All rights reserved.