Zo­na de Li­vre Co­mér­cio con­ti­nen­tal,

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A União Afri­ca­na (UA) de­ci­diu na sua úl­ti­ma ci­mei­ra ace­le­rar a re­a­li­za­ção da zo­na de li­vre co­mér­cio con­ti­nen­tal – ZLC ou Afri­can Free-Tra­de Area, em in­glês. Em ne­go­ci­a­ções des­de ju­nho de 2015, a ZLC reu­ni­rá os 54 paí­ses afri­ca­nos com uma po­pu­la­ção de mais de mil mi­lhões de pes­so­as e um PIB de mais de 3400 mil mi­lhões de dólares, se­gun­do a UA. Em ja­nei­ro de 2012, a 18.ª ci­mei­ra da UA ti­nha fi­xa­do em 2017 a da­ta-li­mi­te pa­ra a en­tra­da em fun­ci­o­na­men­to da ZLC com o ob­je­ti­vo de im­ple­men­tar um mer­ca­do úni­co con­ti­nen­tal de bens e ser­vi­ços e a li­vre cir­cu­la­ção de pes­so­as e ca­pi­tais à es­ca­la do con­ti­nen­te, pa­ra pôr ter­mo às in­te­gra­ções re­gi­o­nais múl­ti­plas e às so­bre­po­si­ções pe­la cri­a­ção de uma União Adu­a­nei­ra con­ti­nen­tal. Ao ins­cre­ver a con­clu­são das ne­go­ci­a­ções pa­ra a cri­a­ção da ZLC no topo das su­as pri­o­ri­da­des pa­ra o ano em cur­so, a UA lem­bra que a ini­ci­a­ti­va é es­sen­ci­al pa­ra di­na­mi­zar as trocas en­tre paí­ses afri­ca­nos e re­sol­ver «o pa­ra­do­xo de um con­ti­nen­te do­ta­do de to­dos os re­cur­sos na­tu­rais e, no en­tan­to, mai­o­ri­ta­ri­a­men­te po­bre e mar­gi­na­li­za­do na eco­no­mia glo­bal». «Áfri­ca de­ve con­cen­trar-se nas su­as pró­pri­as pri­o­ri­da­des, o seu pró­prio mer­ca­do, o em­pre­go dos seus ha­bi­tan­tes e dos jo­vens em par­ti­cu­lar e a pros­pe­ri­da­de do con­ti­nen­te», lem­bra Fa­ti­ma Ha­ram Acyl, co­mis­sá­ria da UA pa­ra o Co­mér­cio, que con­si­de­ra que a ZLC «per­mi­ti­rá atrair uma enor­me quan­ti­da­de de in­ves­ti­men­tos pa­ra um es­pa­ço on­de qual­quer em­pre­sa po­de ins­ta­lar-se on­de de­se­je e be­ne­fi­ci­ar de um mer­ca­do de cen­te­nas de mi­lhões de con­su­mi­do­res com um po­der de com­pra cres­cen­te».

Fa­ti­ma Ha­ram Acyl, co­mis­sá­ria da UA pa­ra o Co­mér­cio

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