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Africa21 - - Press Release -

eu-se ago­ra na po­lí­ti­ca por­tu­gue­sa um acon­te­ci­men­to úni­co em Por­tu­gal e ra­ro em qual­quer de­mo­cra­cia: um Pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca, que há me­nos de um ano dei­xou de o ser, após dois man­da­tos (20062016), pu­bli­cou um livro que tem co­mo pra­to for­te «con­tar» os seus ob­vi­a­men­te re­ser­va­dos, pa­ra não di­zer si­gi­lo­sos, en­con­tros se­ma­nais, a sós, com o pri­mei­ro-mi­nis­tro. O Pre­si­den­te é Aní­bal Ca­va­co Sil­va, o pri­mei­ro-mi­nis­tro é Jo­sé Só­cra­tes, e o livro in­ti­tu­la-se Quin­ta-fei­ra e ou­tros di­as. Tí­tu­lo bem ilus­tra­ti­vo do seu su­ge­ri­do con­teú­do, pois quin­ta-fei­ra era (e con­ti­nua a ser) o dia dos re­fe­ri­dos en­con­tros en­tre os che­fes de Es­ta­do e de Go­ver­no. Se­gun­do Ca­va­co Sil­va (CS), ci­to, tra­ta-se de uma «pres­ta­ção de con­tas» aos por­tu­gue­ses. Se­gun­do Só­cra­tes, tra­ta-se de um sim­ples «ajus­te de con­tas». Que de fac­to é, em­bo­ra não só. CS con­se­guiu a pro­e­za de ser o úni­co Pre­si­den­te a sair de Be­lém com uma lar­ga mai­o­ria de juí­zos ne­ga­ti­vos, en­quan­to os seus três an­te­ces­so­res saí­ram com mais de 60% de apro­va­ção. E o que CS fez e não fez jus­ti­fi­ca bem, a meu ver, es­te juí­zo dos seus con­ci­da­dãos. Em par­ti­cu­lar: a) a du­a­li­da­de de tra­ta­men­to em re­la­ção ao úl­ti­mo go­ver­no Só­cra­tes (PS) e ao que lhe se­guiu, de Pas­sos Co­e­lho (PSD/CDS); b) a for­ma co­mo ten­tou im­pe­dir, ou di­fi­cul­tar, a for­ma­ção do atu­al Go­ver­no – cu­jos re­sul­ta­dos, des­men­tin­do os seus ne­gros au­gú­ri­os, só ser­vem pa­ra o con­de­nar mais pe­ran­te a His­tó­ria. Com es­te livro, juiz em cau­sa pró­pria, apre­sen­tan­do-se isen­to de pe­ca­dos e atri­buin­do-se as mai­o­res vir­tu­des, CS pre­ten­de tam­bém, com­pre­en­si­vel­men­te, mu­dar a ima­gem que a mai­o­ria dos por­tu­gue­ses ho­je de­le têm. O pro­ble­ma é que CS exa­ge­ra e no seu «con­tar», is­to é: na sua ver­são dos fac­tos, pe­lo me­nos num ca­so (e quem faz um ces­to faz um cen­to...), mui­to im­por­tan­te, in­ver­ten­do a ver­da­de. Re­fi­ro-me à no­tí­cia se­gun­do a qu­al o Pre­si­den­te po­de­ria es­tar a ser ví­ti­ma de «es­cu­tas» por par­te do Go­ver­no! Um ma­ni­fes­to ab­sur­do, ten­do-se de­pois apu­ra­do que tal no­tí­cia fo­ra «plan­ta­da» no jor­nal que a deu por um des­ta­ca­do as­ses­sor de im­pren­sa de CS, que num livro re­cen­te afir­ma tê-lo fei­to com co­nhe­ci­men­to «su­pe­ri­or»... Ora, em Quin­ta-fei­ra e ou­tros di­as Ca­va­co atri­bui es­sa e ou­tras mal­fei­to­ri­as à «te­ne­bro­sa (sic) má­qui­na de pro­pa­gan­da do PS». pre­vis­tos

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