ONU DESMASCARA OFICIALMENTE JU­DI­CIÁ­RIO LULA TEM DI­REI­TO DE SER CANDIDATO

Folha 8 - - DESTAQUE -

AONU (Or­ga­ni­za­ção das Na­ções Uni­das), mais con­cre­ta­men­te, o Co­mi­té de Di­rei­tos Hu­ma­nos, ago­ra ca­pi­ta­ne­a­do pe­la an­ti­ga presidente do Chi­le, Mi­chel­le Ba­che­let, mé­di­ca de pro­fis­são, emi­tiu uma de­cla­ra­ção, no dia 17 de Agos­to de 2018, que à luz do Di­rei­to In­ter­na­ci­o­nal tem for­ça de lei in­ter­na, ins­tan­do as au­to­ri­da­des po­lí­ti­cas e ju­di­ci­ais da Re­pú­bli­ca Fe­de­ra­ti­va do Bra­sil, a não co­arc­tar os di­rei­tos po­lí­ti­cos do ex- -presidente da Re­pú­bli­ca, Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, ac­tu­al­men­te a cum­prir uma pe­na “ile­gal”, an­tes de te­rem si­do es­go­ta­dos os re­cur­sos, de acor­do com a Cons­ti­tui­ção, lo­go, diz a ONU, Lula tem di­rei­to de ser candidato a presidente. Por esta ra­zão a or­ga­ni­za­ção de­ter­mi­nou ao Bra­sil para to­mar “to­das as me­di­das ne­ces­sá­ri­as para per­mi­tir que o au­tor (Lula da Sil­va) des­fru­te e exer­ci­te os seus di­rei­tos po­lí­ti­cos da pri­são co­mo candidato nas elei­ções pre­si­den­ci­ais de 2018, in­cluin­do aces­so apro­pri­a­do à im­pren­sa e a mem­bros do seu par­ti­do po­li­ti­co” e, tam­bém, para “não im­pe­dir que o au­tor con­cor­ra nas elei­ções pre­si­den­ci­ais de 2018 até que to­dos os re­cur­sos pen­den­tes de re­vi­são con­tra a sua con­de­na­ção se­jam com­ple­ta­dos em um pro­ce­di­men­to jus­to e que a con­de­na­ção se­ja fi­nal”. Re­cor­de-se ter, em 1992, o Bra­sil as­si­na­do o Pac­to In­ter­na­ci­o­nal de Di­rei­tos Ci­vis e Po­lí­ti­cos, adop­ta­do pe­la 21.ª ses­são da As­sem­bleia Ge­ral das Na­ções Uni­das em 1966, ten­do em 1992 o en­tão Presidente da Re­pú­bli­ca do Bra­sil, Fer­nan­do Col­lor de Mel­lo, as­si­na­do o De­cre­to n.º592, ade­rin­do ao Pac­to da ONU, aci­ma re­fe­ri­do. Tal de­ci­são de­ve-se ao fac­to do candidato es­tar a ser dis­cri­mi­na­do em re­la­ção aos ou­tros can­di­da­tos, prin­ci­pal­men­te, por es­tar pre­so, “sem pro­vas”, uma vez a te­se da acu­sa­ção da 1.ª e 2.ª ins­tân­cia as­sen­ta­rem na de­la­ção e con­vic­ção, in­su­fi­ci­en­tes num Es­ta­do de Di­rei­to e de­mo­crá­ti­co, para em­ba­çar o cri­me de cor­rup­ção e bran­que­a­men­to de ca­pi­tais. As­sim, com frá­geis pro­vas e en­car­ce­ra­do, sem ha­ver, ain­da, trân­si­to em jul­ga­do, não po­de o po­lí­ti­co ver li­mi­ta­dos prin­cí­pi­os fun­da­men­tais da sua es­fe­ra pes­so­al, que a acon­te­cer, es­ta­rá a “so­frer da­nos ir­re­pa­rá­veis”. Pe­se, a posição mus­cu­la­da dos ór­gãos ju­di­ci­ais, que vêm dis­cri­mi­nan­do Lula da Sil­va, os seus ad­vo­ga­dos ain­da acre­di­tam que, “ne­nhum ór­gão do Es­ta­do Bra­si­lei­ro po­de­rá apre­sen­tar qual­quer obs­tá­cu­lo para que o ex-Presidente Lula pos­sa con­cor­rer nas elei­ções pre­si­den­ci­ais”, co­mo se po­de ler no co­mu­ni­ca­do abai­xo emi­ti­do.

EX-PRESIDENTE DA RE­PÚ­BLI­CA, LUIZ INÁ­CIO LULA DA SIL­VA

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