AS AR­MAS E O… MI­LHO

Folha 8 - - DESTAQUE -

O Go­ver­no an­go­la­no pre­vê gas­tar es­te ano 19.500 mi­lhões de kwan­zas (78 mi­lhões de eu­ros) com a aqui­si­ção, pe­lo Mi­nis­té­rio da De­fe­sa Na­ci­o­nal, de he­li­cóp­te­ros, em­bar­ca­ções de pa­tru­lha, equi­pa­men­tos de vi­gi­lân­cia da cos­ta. Se­rá, pen­sa-se, uma for­ma de di­ver­si­fi­car a eco­no­mia e di­mi­nuir o nú­me­ro de po­bres, os tais 20 mi­lhões… En­tre os in­ves­ti­men­tos or­ça­men­ta­dos pe­lo Mi­nis­té­rio da De­fe­sa Na­ci­o­nal con­ta-se a aqui­si­ção e equi­pa­men­to de trans­por­te de seis he­li­cóp­te­ros, por 12.159 mi­lhões de kwan­zas (48,5 mi­lhões de eu­ros). Co­mo se sa­be, a De­fe­sa é pri­o­ri­tá­ria pa­ra pre­ser­var a vi­da des­ses mi­lhões de po­bres que, ape­sar de tan­tos anos nes­sa si­tu­a­ção, ain­da não apren­de­ram a vi­ver sem co­mer. So­ma-se a aqui­si­ção de equi­pa­men­to de vi­gi­lân­cia ma­rí­ti­ma, por 4.231 mi­lhões de kwan­zas (17,3 mi­lhões de eu­ros), de em­bar­ca­ções de pa­tru­lha da cos­ta, por 2.200 mi­lhões de kwan­zas (8,8 mi­lhões de eu­ros), e de ra­da­res e ou­tras em­bar­ca­ções, por 1.000 mi­lhões de kwan­zas (qua­tro mi­lhões de eu­ros). Ou­tro dos gran­des pro­jec­tos do Mi­nis­té­rio da De­fe­sa Na­ci­o­nal em 2018 pren­de-se com a cons­tru­ção e ape­tre­cha­men­to da Aca­de­mia Na­val de Por­to Am­boim – Ka­lun­ga, or­ça­men­ta­da em 1.500 mi­lhões de kwan­zas (seis mi­lhões de eu­ros). No fi­nal de 2016, o em­bai­xa­dor da Itá­lia em An­go­la abor­dou, em Lu­an­da, com o en­tão mi­nis­tro da De­fe­sa an­go­la­no, João Lou­ren­ço (que en­tre­tan­to foi con­si­de­ra­do ven­ce­dor das elei­ções ge­rais an­go­la­na e foi em­pos­sa­do co­mo Pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca), a con­clu­são de um acor­do pa­ra a aqui­si­ção de he­li­cóp­te­ros. No fi­nal do en­con­tro, Cláu­dio Mis­cia ex­pli­cou que foi so­li­ci­ta­do um fi­nan­ci­a­men­to pa­ra es­te acor­do, sem adi­an­tar mais por­me­no­res. Em Ou­tu­bro de 2015 foi no­ti­ci­a­do que o Go­ver­no an­go­la­no iria pa­gar cer­ca de 90 mi­lhões de eu­ros pe­la aqui­si­ção de seis he­li­cóp­te­ros à cons­tru­to­ra Au­gus­tawes­tland, cons­tru­to­ra de­ti­da pe­la Fin­mec­ca­ni­ca. An­go­la e a Itá­lia as­si­na­ram, em No­vem­bro de 2013 um acor­do de co­o­pe­ra­ção no do­mí­nio da de­fe­sa e segurança in­ter­na­ci­o­nal, que pre­vê a for­ma­ção e trei­na­men­to nas áre­as mi­li­tar, in­te­li­gên­cia, co­la­bo­ra­ção em ope­ra­ções hu­ma­ni­tá­ri­as e de apoio à paz, bus­ca, sal­va­men­to, des­mi­na­gem e as­sis­tên­cia mé­di­ca e me­di­ca­men­to­sa. A pro­pos­ta de lei do OGE pa­ra 2018, o pri­mei­ro do exe­cu­ti­vo li­de­ra­do por João Lou­ren­ço, pre­vê (com uma boa do­se de ir­re­a­lis­mo) um crescimento eco­nó­mi­co de 4,9%. As con­tas do Es­ta­do an­go­la­no pa­ra es­te ano pre­vêem um dé­fi­ce de 697,4 mil mi­lhões de kwan­zas (2.800 mi­lhões de eu­ros), equi­va­len­te a 2,9% do Pro­du­to In­ter­no Bru­to (PIB), tra­du­zin­do-se no quin­to ano con­se­cu­ti­vo de ‘bu­ra­co’ nas con­tas na­ci­o­nais. An­go­la pre­vê gas­tar em 2018 mais de 975 mil mi­lhões de kwan­zas (3.900 mi­lhões de eu­ros) em De­fe­sa e Segurança, equi­va­len­te a 21,27% de to­das as des­pe­sas do Es­ta­do, li­gei­ra­men­te abai­xo do or­ça­men­ta­do pa­ra 2017. No OGE de 2017, o úl­ti­mo apre­sen­ta­do por Jo­sé Edu­ar­do dos San­tos, en­quan­to Pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca e che­fe do Go­ver­no, o va­lor ins­cri­to na ru­bri­ca de De­fe­sa, Segurança e Or­dem Pú­bli­ca, que in­clui mi­li­ta­res, po­lí­ci­as, ser­vi­ços pri­si­o­nais, tri­bu­nais e bom­bei­ros, foi de 1,012 bi­liões de kwan­zas (4.000 mi­lhões de eu­ros), o equi­va­len­te a 20% de to­das as des­pe­sas.

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