AU­TO-ES­TRA­DAS DOS MEGALÓMANOS AN­GO­LA­NOS

Folha 8 - - QUENTE -

Ame­ga­lo­ma­nia de al­guns di­ri­gen­tes an­go­la­nos le­va-os a so­nhar com au­to-es­tra­das qu­an­do nem se­quer es­tra­das te­mos em con­di­ções que per­mi­tam as li­ga­ções ro­do­viá­ri­as rá­pi­das e com se­gu­ran­ça en­tre as pro­vín­ci­as, os dis­tin­tos e mu­ni­cí­pi­os do país. Uma vi­a­gem de Lu­an­da ao Hu­am­bo, a Ben­gue­la ou às Lun­das é ver­da­dei­ro mar­tí­rio que con­so­me vá­ri­as ho­ras. No tem­po chu­vo­so, po­de le­var di­as. Há tro­ços com mais bu­ra­cos do que as­fal­to. Al­gu­mas pon­tes não ofe­re­cem se­gu­ran­ça. Que im­por­ta ter­mos au­to-es­tra­das de li­ga­ção ao es­tran­gei­ro qu­an­do não con­se­gui­mos sair de um bair­ro pa­ra o ou­tro, de mu­ni­cí­pio pa­ra o ou­tro, de uma pro­vín­cia pa­ra ou­tra, so­bre­tu­do pa­ra as que fa­zem fron­tei­ra com o es­tran­gei­ro? Em que con­di­ções téc­ni­cas che­ga­rá ao Mo­xi­co um ca­mião que te­nha saí­do de Lu­an­da ou de Ma­lan­je pa­ra atin­gir uma hi­po­té­ti­ca au­to-es­tra­da de li­ga­ção à Zâm­bia? Mal te­mos os nos­sos pro­ble­mas in­ter­nos re­sol­vi­dos (no ca­so pen­den­te as es­tra­das), há qu­em já so­nhe com pro­jec­tos ga­lác­ti­cos. Há uma mór­bi­da ma­nia das gran­de­zas que po­de ter as­sal­ta­do as men­tes de al­guns dos nos­sos go­ver­nan­tes. Só po­de!

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