MEN­SA­GEM DE SAUDAÇÃO DO SE­CRE­TÁ­RIO-GE­RAL DA UNIÃO DOS ES­CRI­TO­RES AN­GO­LA­NOS À PROCLAMAÇÃO DA ACA­DE­MIA AN­GO­LA­NA DE LE­TRAS

Jornal Cultura - - MENSAGENS -

Em 1948, um gru­po de in­te­lec­tu­ais que vi­ria a in­te­grar a cha­ma­da Ge­ra­ção de 50, cri­am o pri­mei­ro mo­vi­men­to li­te­rá­rio dos na­tu­rais da ter­ra, o Mo­vi­men­to dos Jo­vens In­te­lec­tu­ais, en­qua­dra­dos na As­so­ci­a­ção dos Na­tu­rais de An­go­la, e fun­dam o jor­nal MEN­SA­GEM com o in­tui­to de "mar­car o iní­cio de uma no­va cul­tu­ra, de e pa­ra An­go­la, fun­da­men­tal­men­te an­go­la­na".

O so­nho des­tes es­cri­to­res, den­tre os quais se des­ta­ca­ram Agos­ti­nho Ne­to, Vi­ri­a­to da Cruz, An­tó­nio Ja­cin­to e Má­rio Pinto de An­dra­de foi de­ce­pa­do dois anos de­pois pe­lo re­gi­me co­lo­ni­al vi­gen­te.

Em 1975, após uma lu­ta sem tré­guas con­tra o co­lo­ni­a­lis­mo, An­go­la al­can­ça­va a In­de­pen­dên­cia e, em 10 de De­zem­bro de 1975, era pro­cla­ma­da a União dos Es­cri­to­res An­go­la­nos.

Ses­sen­ta anos de­pois do en­con­tro dos No­vos In­te­lec­tu­ais e qua­ren­ta e um anos des­de a fun­da­ção da UEA, reú­nem-se ho­je no Me­mo­ri­al An­tó­nio Agos­ti­nho Ne­to os re­pre­sen­tan­tes da ge­ra­ção da guer­ri­lha e das ge­ra­ções que de­les her­da­ram os ide­ais de eman­ci­pa­ção e a ir­ma­ção cul­tu­ral da Ge­ra­ção de 50, à som­bra li­ber­tá­ria da nos­sa ban­dei­ra pa­ra fun­dar a Aca­de­mia An­go­la­na de Le­tras.

É nos­so de­se­jo que a Aca­de­mia An­go­la­na de Le­tras con­ti­nue a re­pre­sen­tar o sím­bo­lo da dig­ni­da­de e do pres­tí­gio das mu­lhe­res e dos ho­mens das Le­tras an­go­la­nas. Pe­ran­te a Áfri­ca e o Mundo co­mo uma ema­na­ção his­tó­ri­ca e uma con­cre­ti­za­ção di­fe­ri­da do so­nho dos pre­cur­so­res da Li­te­ra­tu­ra e dos Es­tu­dos So­ci­ais An­go­la­nos, den­tre os quais se des­ta­ca­ram Jo­sé da Sil­va Maia Ferreira, An­tó­nio de As­sis Jú­ni­or, Cor- dei­ro da Ma­ta, Vi­ri­a­to da Cruz, Agos­ti­nho Ne­to, Al­da La­ra, Má­rio Pinto de An­dra­de, An­tó­nio Ja­cin­to, Má­rio An­tó­nio e mui­tos ou­tros.

Nes­ta ho­ra su­bli­me, na qua­li­da­de de se­cre­tá­rio-ge­ral da União dos Es­cri­to­res An­go­la­nos saú­do ho­je o sur­gi­men­to des­te or­ga­nis­mo só­cio-cul­tu­ral, com o qual já cri­ou la­ços de es­trei­ta co­o­pe­ra­ção, num es­pí­ri­to de franca aju­da mú­tua. Rei­te­ro o meu in­con­di­ci­o­nal apoio à mis­são que a Aca­de­mia An­go­la­na de Le­tras se propôs e au­gu­ro êxi­tos no seu es­for­ço in­te­lec­tu­al com vis­ta a for­ta­le­cer o pa­pel do pa­tri­mó­nio li­te­rá­rio na­ci­o­nal na pro­mo­ção da paz e da re­con­ci­li­a­ção na­ci­o­nal. Cor­di­ais sau­da­ções. Lu­an­da, aos 14 de Se­tem­bro de 2016

Mui­to obri­ga­do! Cum­pro o de­ver de di­ri­gir-me a vo­cês com a men­sa­gem que foi es­cri­ta pe­lo pre­si­den­te da Ac­ca­de­mia del­la Crus­ca, que em por­tu­guês pode ser en­ten­di­da co­mo a “aca­de­mia do fa­re­lo”, in­ter­pre­tan­do des­te mo­do a ideia de di­vi­dir o fa­re­lo ou o tri­go bom do mau, no sen­ti­do de quer di­zer man­ter a lín­gua pu­ra, es­cla­re­ce o em­bai­xa­dor de Itá­lia em An­go­la, que em se­gui­da lê a men­sa­gem de Cláu­dio Ma­raz­zi­ni, pre­si­den­te da re­fe­ri­da aca­de­mia: “Ilus­tre dou­tor Bo­a­ven­tu­ra Car­do­so, es­ti­mo em no­me da Ac­ca­de­mia del­la Crus­ca e no meu pes­so­al, os mais ca­lo­ro­sos agra­de­ci­men­tos e fe­li­ci­ta­ções pe­la inau­gu­ra­ção da Aca­de­mia An­go­la­na de Le­tras. Es­tou cer­to que não fal­ta­rão oca­siões de pro ícua co­la­bo­ra­ção cul­tu­ral en­tre as nos­sas aca­de­mi­as, e con­si­de­ro que a Itá­lia pos­sa e de­ve en­ca­rar com agra­da­do a aber­tu­ra da vos­sa pres­ti­gi­o­sa aca­de­mia”.

An­tó­nio Qui­no, len­do a men­sa­gem da UEA

Em­bai­xa­dor Claú­dio Mis­cia

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