DOIS PO­E­MAS DE JOB SIPITALI

Jornal Cultura - - ARTE POÉTICA -

…O MI­TO DA COR…

To­ma-se a cor pe­la pa­la­vra. A gar­gan­ta en­ri­que­ce-se de mi­tos noc­tur­nos.

A fo­guei­ra evo­ca os es­pí­ri­tos, en­quan­to a le­nha se pro­lon­ga es­pe­ran­do a ver­da­de.

Men­te quem co­nhe­ce a his­tó­ria do pes­ca­dor de pa­la­vras. E eu sou ba­laio que se es­ten­de ao si­lên­cio.

…À PRO­CU­RA DE IDA­DE…

Co­mo se pre­pa­ra a imor­ta­li­da­de? Pede exis­tên­cia aos pais. Fi­ca do­en­te e não pro­cu­res saú­de,

mas vi­a­ja pa­ra ela se ale­grar. To­ma o que qui­se­res. Pro­nun­cia Hu­ma­no no si­lên­cio.

Ago­ra vai ao hos­pi­tal. Mor­re no ban­co de ur­gên­cia.

Atin­gis­te a ida­de (a con is­são diá­ria).

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