AS RA­ZÕES DA ES­CO­LHA DE D. HENRIQUE

A BIS­PO DE ÚTICA PE­LO PA­PA LEÃO X, EM 1518

Jornal Cultura - - Primeira Página -

Em 1506, o prín­ci­pe cris­tão, D. Afon­so I, Mvem­ba a Nzin­ga as­cen­de ao tro­no e, a pe­di­do do so­be­ra­no, mis­si­o­ná­ri­os e ar­tí ices a luí­ram no Rei­no do Kon­go, cons­truin­do igre­jas, es­co­las e ha­bi­ta­ções. Em 1508, se­gui­ram pa­ra Lis­boa jo­vens fa­mi­li­a­res do mo­nar­ca, dos quais, D. Ma­nu­el (ir­mão) e D. Henrique ( ilho), pa­ra se­rem edu­ca­dos. Até 1514, con­ta­vam-se, no Rei­no do Kon­go, vá­ri­as es­co­las pri­má­ri­as e um in­ter­na­to pa­ra 400 jo­vens. No en­tan­to, D. Afon­so Iquei­xa­va-se, jun­to de D. Ma­nu­el de Por­tu­gal, do mau com­por­ta­men­to de al­guns mis­si­o­ná­ri­os . Ape­sar dis­so, a cren­ça do rei do Kon­go man­te­ve-se ina­ba­lá­vel. Pi­o­nei­ro, na evan­ge­li­za­ção das po­pu­la­ções do Kon­go, D. Afon­so I pre­o­cu­pou-se mui­to do fu­tu­ro do Rei­no do Kon­go, qu­an­to à con­ti­nu­a­ção da ex­pan­são da fé cris­tã. Os es­for­ços e o an­seio do so­be­ra­no do Kon­go, con­ju­ga­dos com o pró­prio com­por­ta­men­to (bom cris­tão), se­rão re­tri­buí­dos, com a de­sig­na­ção do prín­ci­pe D. Henrique (que já pre­pa­ra­va pa­ra o efei­to), pa­ra bis­po de Útica, em 1518.

Atra­vés do te­ma “As ra­zões da es­co­lha de D. Henrique a bis­po de Útica, pe­lo Pa­pa Leão X, em 1518”, qu­e­re­mos ex­pli­car os mo­ti­vos que le­va­ram à elei­ção de D. Henrique a bis­po de Útica. Tra­ta-se da de­sig­na­ção, ou se­ja, a es­co­lha do in­di­ví­duo a con­sa­grar co­mo bis­po. De­sen­vol­ve­mos o te­ma em du­as par­tes: a pri­mei­ra par­te tem a ver com a vi­da de D. Henrique e a se­gun­da par­te tra­ta das ra­zões da es­co­lha de D. Henrique e o le­ga­do apos­tó­li­co do bis­po de Útica.

1. A vi­da de D. Henrique

D. Henrique é ilho do Nto­ti­laD. Afon­so I, Mvem­ba a Nzin­ga. Nas­ceu em 1494, na re­gião de Nsun­di, ten­do si­do bap­ti­za­do em 1495. Com o ob­jec­ti­vo de mu­dar o Kon­go pa­ra um rei­no cris­tão, em 1508, D. Henrique foi en­vi­a­do pa­ra Lis­boa, pe­lo pai, pa­ra apre­en­der “os mis­té­ri­os da fé cris­tã”, as ci­ên­ci­as e cul­tu­ra eu­ro­pei­as. No Con­ven­to dos fra­des Lói­os (de San­to Eloi), on­de per­ma­ne­ceu três anos, D. Henrique fez os es­tu­dos pa­ra o sa­cer­dó­cio. Em Maio de 1518, re­ce­beu do Pa­pa Leão X, a par­tir de Ro­ma, o tí­tu­lo de bis­po de Útica.

Tu­do pre­pa­ra­va-se, di­plo­ma­ti­ca­men­te, a ní­vel dos so­be­ra­nos de Por­tu­gal e do Kon­go, quan­do, em 1512, o Rei D. Ma­nu­el I con­vi­dou Afon­so I a en­vi­ar uma em­bai­xa­da a Ro­ma, pa­ra pres­tar obe­di­ên­cia ao Pa­pa e sub­me­ter- se à Cris­tan­da­de. Afon­so I es­cre­veu ao Pa­pa, a quem apre­sen­tou os seus re­pre­sen­tan­tes, ou se­ja, a em­bai­xa­da en­vi­a­da , dan­do a es­ta a ins­tru­ção de bei­jar o pé ao Pon­tí­fi­ce, em si­nal de obe­di­ên­cia, em no­me do N’to­ti­la. Em 1513, a co­mi­ti­va efec­tu­ou a vi­a­gem pa­ra Ro­ma, on­de en­con­trou o subs­ti­tu­to de Jú­lio II ( já mor­to), o Pa­pa Leão X. Na­que­le dia, foi D. Henrique quem leu o dis­cur­so de sau­da­ção ao Pa­pa, em la­tim.

Se­gun­do o Pa­dre An­tó­nio Brá­sio, quan­do D. Ma­nu­el I pe­diu ao Pa­pa de ele­var D. Henrique à dig­ni­da­de epis­co­pal, o Pon­tí ice icou em­ba­ra­ça­do por­que, pa­ra ele, o fac­to de D. Henrique ter ape­nas 24 anos de ida­de (mui­to jo­vem) cons­ti­tuía um “de­fei­to”, ou se­ja, não es­ta­rá ain­da su ici­en­te­men­te pre­pa­ra­do. Na ver­da­de, os car­de­ais eu­ro­peus fo­ram os prin­ci­pais opo­si­to­res à no­me­a­ção de um ne­gro a ple­ni­tu­de do sa­cer­dó­cio, ao epis­co­pa­do. Con­tu­do, ape­sar das di­tas “di icul­da­des”, o Pa­pa acei­tou o pe­di­do do rei de Por­tu­gal, de ele­var D. Henrique à dig­ni­da­de epis­co­pal, exi­gin­do que fos­sem da­dos ao bis­po elei­to con­se­lhei­ros teó­lo­gos e ca­no­nis­tas pe­ri­tos, pa­ra o ir­ma­rem na dou­tri­na . Com a bu­la de dis­pen­sa da ida­de ca­nó­ni­ca, D. Henrique es­ta­va au­to­ri­za­do a “can­tar a mis­sa no­va e ap­to pa­ra ir mis­si­o­nar nos vas­tos rei­nos de seu Pai” .

Por­quan­to, a 22 de Maio do mes­mo ano, o Pon­tí ice en­vi­ou uma correspondência (bre­ve de Leão X) ao Bis­po de Útica, di­zen­do:

“Ape­sar de D. Henrique ter ape­nas 24 anos de ida­de, o Pon­tí ice dis­pen­sao do alu­di­do de­fei­to pa­ra a con­sa­gra­ção epis­co­pal, bem co­mo da ir­re­gu­la­ri­da­de de ile­gí­ti­ma ili­a­ção, ca­so pre­ci­sas­se de tal gra­ça” .

As­sim sen­do, a3 de Maio de 1518, o prín­ci­pe D. Henrique foi pro­mo­vi­do ao epis­co­pa­do, por bu­la de Leão X, Vi­di­mus quae su­per Hen­ri­ci. Sa­gra­do bis­po, foi-lhe con­ce­di­da a se­de ho­no­rí ica de Útica e au­xi­li­ar do Fun­chal , pa­ra ad­mi­nis­trar a Igre­ja do Con­go, con­ver­ten­do-se as­sim no pri­mei­ro bis­po ne­gro afri­ca­no dos tem­pos mo­der­nos. Fa­lan­do de D. Henrique, a re­vis­ta de pu­bli­ca­ção o ici­al do an­ti­go Mu­seu de An­go­la, Ar­qui­vos de An­go­la, es­cre­veu: “Foi edu­ca­do, or­de­na­do sacerdote e mais tar­de sa­gra­do Bis­po em Por­tu­gal; te­ve o tí­tu­lo de Uti­ca in par­ti­bus” .

Pa­ra o pa­dre Gabriel M. Nu­nes, em 1518, D. Henrique não era ain­da sacerdote, mas sim, foi or­de­na­do en­tre 1519 e 1520, por­que Leão X au­to­ri­zou a or­de­na­ção epis­co­pal, sob con­di­ção, “lo­go que com­ple­tas­se 26 anos, po­den­do des­de en­tão exer­cer as fun­ções pon­ti icais na di­o­ce­se do Fun­chal, a que o Kon­go per­ten­cia” . Quais fo­ram as ra­zões da es­co­lha de D. Henrique, a bis­po?

2. As ra­zões da es­co­lha de D. Henrique e o le­ga­do apos­tó­li­co do bis­po de Útica 2.1. As ra­zões da es­co­lha de D. Henrique

A do­cu­men­ta­ção com­pul­sa­da le­vou-nos a de­du­zir que a no­me­a­ção de D. Henrique te­ve co­mo ori­gem uma re­co­men­da­ção do rei de Por­tu­gal, D. Ma­nu­el I, ao Pa­pa, avan­çan­do os se­guin­tes (três) ar­gu­men­tos prin­ci­pais:

Pa­ra D. Ma­nu­el I, a es­co­lha do pri­mei­ro bis­po da re­gião de­ve­ria re­cair so­bre um pa­ren­te da fa­mí­lia re­al “o fac­to de ele ser ilho do rei do Con­go, devendo ser as­sim o pri­mei­ro dos ar­ce­bis­pos e bis­pos que ne­le hou­ver” .

Se­gun­do o pa­dre Gabriel M. Nu­nes, o so­be­ra­no go­zou da es­ti­ma e con­si­de­ra­ção dos reis de Por­tu­gal, e me­re­ceu che­gar a es­ta honra, por­que “Nin­guém no Con­go, pa­dre ou lei­go, ou­sou acu­sá-lo de me­nos­pre­zar os man­da­men­tos di­vi­nos ou de dar mau exem­plo a pre­tos ou bran­cos; e tão pra­ti­can­te era que D. Ma­nu­el o clas­si ica­va de bom cris­tão e co­mo tal o hon­ra­va ”. O mes­mo pa­dre acres­cen­tou: “tan­to se

in­te­res­sa­va por cri­ar um cle­ro na­ti­vo, da­da a pe­nú­ria de mis­si­o­ná­ri­os” .

Ou­tra ra­zão evo­ca­da, tal­vez se­ja a mai­or e aque­la que con­ven­ceu o pró­prio Pa­pa é a de que sen­do uma eli­te da re­gião, a pro­pa­ga­ção do Ca­to­li­cis­mo se­rá mais fá­cil. O pa­dre Gabriel M. Nu­nes dis­se-o bem quan­do es­cre­ve o se­guin­te, fa­lan­do dos mo­ti­vos que le­va­ram o Pa­pa a acei­tar a no­me­a­ção do prín­ci­pe D. Henrique a bis­po de Útica: “na es­pe­ran­ça de que es­ta no­me­a­ção há-de ser de gran­de pro­vei­to pa­ra a pro­pa­ga­ção da nos­sa fé” .

Se­gun­do o Ma­jor Hé­lio A. Esteves Fel­gas, D. Henrique foi no­me­a­do bis­po au­xi­li­ar do Fun­chal, pois não era ti­tu­lar. O mes­mo acres­cen­tou: “D. Henrique só foi fei­to bis­po por es­pe­ci­al de­fe­rên­cia. Não ti­nha ida­de pa­ra is­so nem o bis­pa­do do Con­go es­ta­va ain­da cons­ti­tuí­do” .

A di­plo­ma­cia de D: Ma­nu­el I de Por­tu­gal te­ve uma gran­de in luên­cia na elei­ção de D. Henrique a bis­po de Útica, em 1518. Pa­ra aque­le mo­nar­ca, o ob­jec­ti­vo era a con­so­li­da­ção do Ca­to­li­cis­mo no Kon­go. To­da­via co­mo era al­go for­ça­do, o no­vo bis­po en­con­tra­rá mui­tos obs­tá­cu­los, pa­ra exer­cer as su­as fun­ções, no ter­re­no. D. Henrique re­gres­sou ao Kon­go, com re­si­dên­cia em Mban­za Kon­go, em 1521, acom­pa­nha­do de al­guns mis­si­o­ná­ri­os eu­ro­peus (qua­tro có­ne­gos loi­os, da con­gre­ga­ção que se en­car­re­ga­va da sua for­ma­ção, em Lis­boa, co­mo con­se­lhei­ros ju­ris­tas e teó­lo­gos) e dou­tros sa­cer­do­tes fa­mi­li­a­res.

Em 25 de Abril de 1526, D. Afon­so I di­ri­giu-se a D. João III, pa­ra que con­se­guis­se de Ro­ma a trans­for­ma­ção do Kon­go nu­ma di­o­ce­se, di­ri­gi­da pe­lo seu pró­prio ilho. O Pa­pa Pau­lo III não ace­deu aos de­se­jos do so­be­ra­no do Kon­go. Em 1532, o bis­pa­do do Fun­chal icou di­vi­di­do em vá­ri­as di­o­ce­ses, e ad­qui­riu a ca­te­go­ria de ar­ce­bis­pa­do, do qual de­pen­di­am os no­vos bis­pa­dos de Ca­bo Ver­de, São To­mé, Goa e An­gra. O Kon­go pas­sou a de­pen­der do bis­po de São To­mé .

Em 25 de Agos­to do mes­mo ano, nu­ma car­ta a D. João III, D. Afon­so I fa­la da do­en­ça do Bis­po D. Henrique, pe­din­do que o ilho fos­se pro­vi­do bis­po do Kon­go, mas por não exis­tir ain­da bis­pa­do no Kon­go, es­te pe­di­do não foi sa­tis­fei­to, até a mor­te de D. Henrique.

Fa­lan­do da mor­te de D. Henrique, o pa­dre Gabriel M. Nu­nes dis­se: “… era já fa­le­ci­do em ins de 1531, con­tan­do ape­nas 36 anos de ida­de…” . Ma­jor Hé­lio A. Esteves Fel­gas es­cre­veu: “[…] D. Henrique fa­le­ceu no Con­go em 1534” . Por sua vez, Ralph Del­ga­do dis­se, “A sua mor­te deu-se en­tre 1534 e 1535 na sua pró­pria pá­tria, ir­re­co­nhe­cí­vel pe­los abu­sos e pe­las con­ten­das, com a sua dig­ni­da­de epis­co­pal e co­mo vi­gá­rio do bis­po do Fun­chal” . A re­vis­ta Ar­qui­vos de An­go­la es­cre­veu: ”D. Henrique fa­le­ceu em 1538 . Ci­tan­do o pa­dre An­tó­nio Brá­sio, Adriano Par­rei­ra dis­se: “Fa­le­ceu an­tes de Mar­ço de 1539” .

A in­ter­ro­ga­ção que po­de­mos nos fa­zer é: Se­rá que D. Afon­so I não in­for­mou ofi­ci­al­men­te o Pa­pa ou o rei de Por­tu­gal acer­ca da mor­te do bis­po D. Henrique?

2.2. O le­ga­do apos­tó­li­co de D. Henrique

Qu­an­to ao tra­ba­lho das su­as fun­ções, co­mo bis­po, o pa­dre Gabriel M. Nu­nes es­cre­veu: “Ali exer­ceu até à mor­te as fun­ções pas­to­rais co­mo vi­gá­rio ge­ral do bis­po do Fun­chal” . O mes­mo au­tor acres­cen­tou: “des­co­nhe­ce-se o tra­ba­lho apos­tó­li­co que D. Henrique de­sen­vol­veu na sua pá­tria, pa­ra a evan­ge­li­za­ção dos pa­gãos e per­se­ve­ran­ça dos cris­tãos, com a vi­da se­den­tá­ria a que as cir­cuns­tân­ci­as e os re­cei­os do pai o for­ça­vam, pa­ra sua se­gu­ran­ça. Pa­re­ce tam­bém que não go­zou de gran­de saú­de após o re­gres­so à ter­ra na­tal, … ”

Por sua vez, Ralph Del­ga­do es­cre­veu: “Não se co­nhe­ce a obra que de­sen­vol­veu a fa­vor da sua cau­sa, […] O pai o não dei­xa­va sair de S. sal­va­dor, pa­ra não aten­ta­rem con­tra a sua vi­da. A in­fe­ri­o­ri­da­de da sua ra­ça acar­re­tar-lhe-ia, evi­den­te­men­te, far­tos dis­sa­bo­res, por fal­ta de pres­tí­gio en­tre os sa­cer­do­tes eu­ro­peus; ao mes­mo tem­po que os ran­co­res con­cen­tra­dos dos con­ter­râ­ne­os aves­sos à ca­te­que­se o atin­gi­ri­am de­su­ma­na­men­te, no com­ba­te in la­ma­do con­tra a tu­te­la es­pi­ri­tu­al le­si­va de li­ber­da­des so­ci­ais mi­le­ná­ri­as. […] A sua vi­da, no Con­go, foi sem dú­vi­da, amar­ga de­si­lu­são, so­fri­men­to […] Foi es­te o úni­co bis­po ne­gro que hou­ve no Con­go.”

D. Henrique não che­gou a ser bis­po do Con­go, por­que mor­reu an­tes de 1596, ano em que, pe­la bu­la Su­per spe­cu­la mi­li­tan­tis Ec­cle­si­ae, o Pa­pa Cle­men­te VIII cri­ou o bis­pa­do com o mes­mo no­me. (Bu­la do Pa­pa Leão X, a D. Ma­nu­el I de Por­tu­gal, acer­ca da elei­ção ao bis­pa­do, de D. Henrique do Kon­go - 3 de Maio de 1518. MMA, Vol. I, Lis­boa, AGU, 1952, p. 416.)

Honoré Mbunga É His­to­ri­a­dor, Che­fe de De­par­ta­men­to de In­ves­ti­ga­ção e Aten­di­men­to do Arquivo Na­ci­o­nal de An­go­la

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HONORÉ MBUNGA

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