Ban­co Na­ci­o­nal to­ma me­di­das pa­ra tra­var a su­bi­da dos pre­ços

Reu­nião de­ci­de ma­nu­ten­ção das me­di­das adop­ta­das pa­ra tra­var a as­cen­são dos pre­ços

Jornal de Angola - - PARTADA -

O Co­mi­té de Po­lí­ti­ca Mo­ne­tá­ria (CPM) do Ban­co Na­ci­o­nal de An­go­la (BNA) man­te­ve os ju­ros na reu­nião men­sal de Agos­to, na qual ana­li­sou a evo­lu­ção dos in­di­ca­do­res ma­cro­e­co­nó­mi­cos do mês de Ju­lho, anun­ci­ou a ins­ti­tui­ção num co­mu­ni­ca­do pu­bli­ca­do no prin­cí­pio da se­ma­na.

A ta­xa bá­si­ca de ju­ro (ta­xa BNA) man­tém-se em 16 por cen­to ao ano, as da fa­ci­li­da­de per­ma­nen­te de ce­dên­cia de li­qui­dez em 20 e a da per­ma­nen­te de ab­sor­ção de li­qui­dez a se­te di­as em 7,25.

O BNA afir­mou que, em Ju­lho, a in­fla­ção su­biu 4,04 por cen­to, mais que os 3,27 do mês an­te­ri­or, e que a dos úl­ti­mos 12 me­ses se si­tu­ou em 35,30.

As clas­ses “Ali­men­ta­ção e be­bi­das não al­coó­li­cas”, “Bens e ser­vi­ços di­ver­sos” e “Saú­de” fo­ram as que mais va­ri­a­ram e con­tri­buí­ram pa­ra a in­fla­ção de Ju­lho, in­for­mou o BNA com ba­se em da­dos do Ins­ti­tu­to Na­ci­o­nal de Es­ta­tís­ti­ca. A pro­vín­cia da Lun­da Nor­te foi a que re­gis­tou a ta­xa de in­fla­ção men­sal mais al­ta, 6,54 por cen­to, en­quan­to a Huíla, com 3,68, te­ve a mais bai­xa.

O BNA dis­se que a reu­nião dis­cu­tiu a evo­lu­ção dos pre­ços na eco­no­mia na­ci­o­nal e no­tou que o agra­va­men­to da in­fla­ção em Ju­lho re­sul­tou da re­du­ção da ofer­ta de­ri­va­da da que­da da im­por­ta­ção de bens, ob­ser­va­da em Abril, Maio e Ju­nho.

A ta­xa de ju­ro lui­bor “over­night” (um dia) per­ma­ne­ceu em 13,92 por cen­to, mas as­cen­deu a 16,24 e 18,05 nas ma­tu­ri­da­des de três e 12 me­ses.Em Ju­lho, re­ve­la o co­mu­ni­ca­do, o cré­di­to à eco­no­mia au­men­tou 2,10 por cen­to, com os em­prés­ti­mos ao Go­ver­no (ti­tu­la­dos e não ti­tu­la­dos) a cres­ce­rem 4,28 e os de­pó­si­tos do Go­ver­no no sis­te­ma ban­cá­rio a ex­pan­di­rem em 4,21.

Os mei­os de pa­ga­men­to cres­ce­ram 1,15 por cen­to em Ju­lho e 24,24 nos úl­ti­mos 12 me­ses, em­bo­ra a ba­se mo­ne­tá­ria te­nha vol­ta­do a con­trair (3,65 con­tra 2,58 por cen­to em Ju­nho), re­flec­tin­do a con­trac­ção da li­qui­dez na eco­no­mia.

O ban­co cen­tral con­si­de­ra que “a con­trac­ção da ba­se mo­ne­tá­ria em mo­e­da na­ci­o­nal, ob­ser­va­da no se­gun­do mês con­se­cu­ti­vo, in­di­ca al­gu­ma ro­bus­tez da po­lí­ti­ca em cur­so, re­for­çan­do a im­por­tân­cia da sua con­ti­nui­da­de.” Na­que­le pe­río­do, os ban­cos co­mer­ci­ais ad­qui­ri­ram 1.166 mi­lhões de dó­la­res no mer­ca­do cam­bi­al, 1.059 mi­lhões dos quais ao BNA e o re­ma­nes­cen­te aos seus cli­en­tes, o que, com­pa­ra­do ao mês an­te­ri­or, re­pre­sen­tou um au­men­to de 44 por cen­to.

No mer­ca­do cam­bi­al pri­má­rio, a ta­xa de câm­bio mé­dia do kwan­za fa­ce ao dó­lar si­tu­ou-se em 165,888, “man­ten­do uma cer­ta es­ta­bi­li­da­de”, de­cla­rou o BNA.

VIGAS DA PURIFICAÇÃO

Mei­os de pa­ga­men­to ti­ve­ram cres­ci­men­to e a con­trac­ção da ba­se mo­ne­tá­ria em mo­e­da na­ci­o­nal in­di­ca ro­bus­tez da po­lí­ti­ca em cur­so

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