Edições No­vem­bro acer­ta con­tas

Jornal de Angola - - PARTADA - JOÃO DI­AS |

As con­tas da Edições No­vem­bro, em­pre­sa pro­pri­e­tá­ria dos tí­tu­los Jor­nal de Angola, “Jor­nal dos Des­por­tos”, “Jor­nal de Eco­no­mia & Fi­nan­ças” e “Jor­nal Cul­tu­ra”, fo­ram on­tem apro­va­das sem re­ser­vas pe­lo Ins­ti­tu­to pa­ra o Sector Em­pre­sa­ri­al Pú­bli­co, du­ran­te a ce­ri­mó­nia de ho­mo­lo­ga­ção do exer­cí­cio eco­nó­mi­co de 2015. Além da Edições No­vem­bro, vi­ram as su­as con­tas jus­ti­fi­ca­das a An­gop, Im­pren­sa Na­ci­o­nal, ENSA, TAAG, Uni­car­gas e as em­pre­sas por­tuá­ri­as do Am­boim e do Lo­bi­to. A ce­ri­mó­nia con­tou com as pre­sen­ças dos mi­nis­tros da Eco­no­mia, Co­mu­ni­ca­ção So­ci­al, Trans­por­tes e Agri­cul­tu­ra.

O Ins­ti­tu­to pa­ra o Sector Em­pre­sa­ri­al Pú­bli­co (ISEP) e o Mi­nis­té­rio da Eco­no­mia ho­mo­lo­ga­ram, on­tem, em Lu­an­da, as con­tas do exer­cí­cio de 2015 de 29 em­pre­sas do Sector Em­pre­sa­ri­al Pú­bli­co (SEP), oi­to das quais sem re­ser­vas.

Ao con­trá­rio dos anos 2012 e 2013, em que ape­nas três em­pre­sas fo­ram ho­mo­lo­ga­das sem re­ser­vas, a fas­quia em 2014 e 2015 su­biu li­gei­ra­men­te. Pa­ra 2015, fo­ram ho­mo­lo­ga­das, sem re­ser­vas, as con­tas das em­pre­sas Edições No­vem­bro, An­gop, Im­pren­sa Na­ci­o­nal, Gru­po ENSA, TAAG, Uni­car­gas e das em­pre­sas por­tuá­ri­as do Am­boim e do Lo­bi­to. Fo­ram ho­mo­lo­ga­das com re­ser­vas 21 em­pre­sas con­tra as 19 de 2014, 13 de 2013 e ain­da 13 de 2012. Um uni­ver­so de 47 em­pre­sas te­ve as con­tas au­di­ta­das no exer­cí­cio re­fe­ren­te a 2015 con­tra as 52 de 2014, 51 de 2013, e 42 de 2012.

Nes­ta quin­ta edi­ção, que de­cor­reu sob o le­ma “As bo­as prá­ti­cas fa­zem as bo­as em­pre­sas”, o ISEP de­mons­trou que o seu ob­jec­ti­vo, ago­ra, pas­sa por con­ti­nu­ar a efec­tu­ar a re­mo­ção dos fac­to­res que con­du­zem à ho­mo­lo­ga­ção com re­ser­vas das em­pre­sas pú­bli­cas por via de uma mudança de pos­tu­ra do SEP, que este ano con­tou com uma ba­se re­pre­sen­ta­da por 75 em­pre­sas con­tra as mais de 90 do ano pas­sa­do.

No to­tal, 53 em­pre­sas do sector pú­bli­co pres­ta­ram con­tas, o que re­pre­sen­ta 71 por cen­to con­tra as 57, de 2014. Das 75 em­pre­sas do sector pú­bli­co, 39 são con­si­de­ra­das ac­ti­vas (em­pre­sas em ple­na ac­ti­vi­da­de), 23 com ac­ti­vi­da­de re­si­du­al (ope­ra­ção abai­xo da ca­pa­ci­da­de ins­ta­la­da), qua­tro em fa­se de re­cu­pe­ra­ção da ca­pa­ci­da­de ope­ra­ci­o­nal (que re­a­li­zam in­ves­ti­men­to pa­ra re­cu­pe­ra­ção) e no­ve em fa­se de ar­ran­que (com me­nos de dois anos e sem ac­ti­vi­da­des ope­ra­ci­o­nais).

Nu­ma ce­ri­mó­nia que con­tou os mi­nis­tros da Co­mu­ni­ca­ção So­ci­al, José Luís de Ma­tos, da Agri­cul­tu­ra, Mar­cos Alexandre Nhun­ga, dos Trans­por­tes, Au­gus­to Tomás, e das Pes­cas, Vi­tó­ria de Bar­ros Neto, e res­pon­sá­veis de em­pre­sas pú­bli­cas, o pre­si­den­te do Con­se­lho de Ad­mi­nis­tra­ção do ISEP, Hen­da In­glês, es­cla­re­ceu que o fac­to de as em­pre­sas te­rem si­do ho­mo­lo­ga­das sem re­ser­vas, não sig­ni­fi­ca que te­nham uma si­tu­a­ção fi­nan­cei­ra ro­bus­ta. A ho­mo­lo­ga­ção sem re­ser­va, su­bli­nhou, es­pe­lha ape­nas a re­al si­tu­a­ção fi­nan­cei­ra da em­pre­sa e nem sem­pre re­pre­sen­ta uma boa saú­de fi­nan­cei­ra.

Ca­pa­ci­da­de em­pre­ga­do­ra

O SEP tem uma ca­pa­ci­da­de em­pre­ga­do­ra situada na or­dem dos 44.770 pos­tos de tra­ba­lho. Des­te uni­ver­so, o sector dos Trans­por­tes tem uma fa­tia de 22 por cen­to, Pe­tró­le­os 19, Co­mu­ni­ca­ção So­ci­al 14, Ener­gia e Águas 11 e ou­tros sec­to­res 19 por cen­to.

No que res­pei­ta ao va­lor glo­bal dos ac­ti­vos, o sector dos Pe­tró­le­os ocu­pa o lu­gar ci­mei­ro com va­lo­res a si­tu­a­rem-se na or­dem dos 6.346.759,84 kz, se­gui­do do sector não fi­nan­cei­ro com 2.663.336,99 kz, ban­ca com 1.768.804,3 e se­gu­ros com 90.727,60, o que to­ta­li­za 10.869.628,79. O sector dos Pe­tró­le­os go­za do mes­mo des­ta­que qu­an­to aos re­sul­ta­dos ope­ra­ci­o­nais, ao con­se­guir atin­gir os 58.996,59, se­gui­do dos Se­gu­ros com 774,16, Ban­ca com 15.238,17 e o sector não fi­nan­cei­ro com 17.485,70.

Em re­la­ção aos re­sul­ta­dos lí­qui­dos e flu­xos de cai­xa, o sector dos Pe­tró­le­os con­ti­nua na fren­te, se­gui­do dos se­gu­ros, ban­ca e sector não fi­nan­cei­ro. No pla­no dos ac­ti­vos agre­ga­dos, a So­nan­gol apa­re­ce com 58 por cen­to. Do to­tal de em­pre­sas pú­bli­cas, 40 têm si­tu­a­ção lí­qui­da po­si­ti­va, 11 com si­tu­a­ção lí­qui­da ne­ga­ti­va e 25 com re­sul­ta­dos lí­qui­dos po­si­ti­vos, in­flu­en­ci­a­das pe­los re­sul­ta­dos fi­nan­cei­ros. Mas a mai­or par­te de­las tem um re­sul­ta­do ope­ra­ci­o­nal ne­ga­ti­vo. Qu­an­to à si­tu­a­ção ope­ra­ci­o­nal das em­pre­sas do sector em­pre­sa­ri­al pú­bli­co e à pres­ta­ção de con­tas, das 39 ac­ti­vas, 38 pres­ta­ram con­tas, cor­res­pon­den­do a 97 por cen­to, ao pas­so que das 23 em ac­ti­vi­da­de re­si­du­al, ape­nas dez pres­ta­ram con­tas.

Me­lho­rar de­sem­pe­nho

O ministro da Eco­no­mia, Abraão Gour­gel, lem­brou que têm si­do di­ri­gi­das, an­tes da ho­mo­lo­ga­ção das con­tas, co­mu­ni­ca­ções a to­das as em­pre­sas so­bre as ac­ções que en­ten­dem ser as mais ade­qua­das pa­ra que as em­pre­sas me­lho­rem e re­du­zam as re­ser­vas que so­bre elas pe­sam. “Este acom­pa­nha­men­to e o pro­ces­so de re­for­ço da ges­tão cor­po­ra­ti­va exi­ge al­guns re­cur­sos e nem sem­pre te­mos aces­so a re­cur­sos mí­ni­mos que per­mi­ti­ri­am an­dar um pou­co mais rá­pi­do”, dis­se.

O pre­si­den­te do Con­se­lho de Ad­mi­nis­tra­ção do ISEP, Hen­da In­glês, que pro­jec­ta um tra­ba­lho con­jun­to do­ra­van­te com a Or­dem dos Pe­ri­tos Con­ta­bi­lis­tas de Angola, fa­lou dos pon­tos fra­cos da ins­ti­tui­ção, den­tre os quais apon­tou con­di­ci­o­na­lis­mos co­mo fal­ta de re­cur­sos fi­nan­cei­ros mí­ni­mos e de pes­so­al pa­ra dar res­pos­ta às ta­re­fas a si aco­me­ti­das e to­das as ou­tras si­tu­a­ções que re­ti­ram a efi­cá­cia e uma mai­or efi­ci­ên­cia da ins­ti­tui­ção, que, nes­te mo­men­to, es­tá en­vol­vi­da no pro­ces­so de ex­tin­ção e li­qui­da­ção de 47 em­pre­sas pú­bli­cas.

Hen­da In­glês men­ci­o­nou al­guns dos fac­to­res na ba­se da não ho­mo­lo­ga­ção de con­tas de al­gu­mas em­pre­sas pú­bli­cas e su­bli­nhou que tal de­cor­re da in­con­for­mi­da­de documental, en­tre­ga documental in­com­ple­ta e con­tra­ta­ção de au­di­to­ras pou­co idó­ne­as, bem co­mo ao atra­so na en­tre­ga das con­tas au­di­ta­das ao ISEP, en­tre ou­tros fac­to­res. “Hou­ve al­gu­mas em­pre­sas que atra­sa­ram na pres­ta­ção de con­tas nes­ta edi­ção, ao con­trá­rio da ENSA que tem si­do, nos úl­ti­mos anos, a pri­mei­ra a pres­tar con­tas”, dis­se Hen­da In­glês, que acon­se­lha as em­pre­sas do SEP a pres­ta­rem con­tas com mais de­ta­lhes, ver­da­de e den­tro dos pra­zos.

MO­TA AMBRÓSIO

Pre­si­den­te do Con­se­lho de Ad­mi­nis­tra­ção pe­de de­ta­lhes e ver­da­de às em­pre­sas

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