Go­ver­no apli­ca me­di­das pa­ra bai­xar pre­ço do pão

Jornal de Angola - - PARTADA - VICTORINO JO­A­QUIM |

A su­bi­da ga­lo­pan­te do pre­ço do pão es­tá a pre­o­cu­par as au­to­ri­da­des. On­tem, o Go­ver­no Pro­vin­ci­al de Lu­an­da reu­niu os industriais do sec­tor de pa­ni­fi­ca­ção e pas­te­la­ria pa­ra con­cer­tar idei­as pa­ra tra­var a es­ca­la­da dos pre­ços. O di­rec­tor do ga­bi­ne­te de Co­mér­cio e In­dús­tria do Go­ver­no da pro­vín­cia de Lu­an­da, Jo­sé Ma­nu­el Moreno, dis­se que os industriais têm apre­sen­ta­do di­fi­cul­da­des na aqui­si­ção de fa­ri­nha de tri­go. Ficou acor­da­do que, do­ra­van­te, a fa­ri­nha de tri­go é co­mer­ci­a­li­za­da de for­ma di­ri­gi­da. Com a en­tra­da dos 40 con­ten­to­res de fa­ri­nha de tri­go, ac­tu­al­men­te a se­rem des­car­re­ga­dos no Pos­to Adu­a­nei­ro de Lu­an­da, os industriais do sec­tor vão pa­gar por ca­da sa­co se­te a no­ve mil kwan­zas, uma que­da em re­la­ção aos ac­tu­ais 25 mil kwan­zas. O Exe­cu­ti­vo, dis­se, es­tá a cri­ar mais pro­jec­tos pa­ra a fá­cil aqui­si­ção da fa­ri­nha de tri­go.

O Exe­cu­ti­vo e seus par­cei­ros es­tão a con­cer­tar idei­as, pa­ra que nos pró­xi­mos tem­pos, a fa­ri­nha de tri­go se­ja co­mer­ci­a­li­za­da de for­ma di­ri­gi­da aos industriais do sec­tor de pa­ni­fi­ca­ção e pas­te­la­ria, pa­ra evi­tar a su­bi­da ga­lo­pan­te do pre­ço do pão, anun­ci­ou o di­rec­tor do ga­bi­ne­te de Co­mér­cio e In­dús­tria do Go­ver­no da pro­vín­cia de Lu­an­da (GPL).

Jo­sé Ma­nu­el Moreno, que fa­la­va à im­pren­sa, no fi­nal de um en­con­tro en­tre o GPL e os em­pre­sá­ri­os da pro­vín­cia li­ga­dos à pa­ni­fi­ca­ção e pas­te­la­ria, dis­se que os industriais têm apre­sen­ta­do di­fi­cul­da­des na aqui­si­ção de fa­ri­nha de tri­go.

Du­ran­te o en­con­tro, no qual par­ti­ci­pa­ram a As­so­ci­a­ção dos Industriais da Pa­ni­fi­ca­ção, Pas­te­la­ria An­go­la e a As­so­ci­a­ção Em­pre­sa­ri­al de Lu­an­da ficou acor­da­do que, do­ra­van­te, a fa­ri­nha de tri­go é co­mer­ci­a­li­za­da de for­ma di­ri­gi­da.

O Exe­cu­ti­vo, dis­se, es­tá a cri­ar mais pro­jec­tos pa­ra a fá­cil aqui­si­ção da fa­ri­nha de tri­go. No mo­men­to, acres­cen­tou, o Pos­to Adu­a­nei­ro de Lu­an­da es­tá a re­ce­ber o pro­du­to, que den­tro de di­as é co­mer­ci­a­li­za­do aos pa­ni­fi­ca­do­res.

Após o co­mér­cio di­ri­gi­do do tri­go, re­fe­riu, os ven­de­do­res po­dem bai­xar o pre­ço do pão, de mo­do que a po­pu­la­ção o pos­sa ad­qui­rir a pre­ços mais aces­sí­veis e evi­tar ain­da que a fa­ri­nha de tri­go vá pa­rar ao mercado ne­gro. Com a en­tra­da dos 40 con­ten­to­res de fa­ri­nha de tri­go, ac­tu­al­men­te a se­rem des­car­re­ga­dos no Pos­to Adu­a­nei­ro de Lu­an­da, os industriais do sec­tor vão pa­gar por ca­da sa­co se­te a no­ve mil kwan­zas, uma que­da em re­la­ção aos ac­tu­ais 25 mil kwan­zas.

O Exe­cu­ti­vo, acres­cen­tou, tu­do es­tá a fa­zer, por via do Pos­to Adu­a­nei­ro, pa­ra re­gu­lar­men­te im­por­tar fa­ri­nha de tri­go e co­mer­ci­a­li­zá-la às em­pre­sas e par­ti­cu­la­res que cum­prem as su­as obri­ga­ções fis­cais. “O ob­jec­ti­vo é não dei­xar que a fa­ri­nha de tri­go che­gue ao mercado pa­ra­le­lo a pre­ços, na mai­o­ria das ve­zes, es­pe­cu­la­ti­vos.”

O pre­si­den­te da As­so­ci­a­ção dos Industriais da Pa­ni­fi­ca­ção, Gil­ber­to Si­mão, in­for­mou que além da no­va es­tra­té­gia de co­mer­ci­a­li­za­ção do tri­go, têm tra­ba­lha­do com o GPL e par­cei­ros na cri­a­ção de uma cen­tral de com­pras e for­ma­ção dos pro­fis­si­o­nais des­te sec­tor. Gil­ber­to Si­mão con­si­de­ra van­ta­jo­sa a ven­da di­ri­gi­da da fa­ri­nha de tri­go, por ser um pro­du­to im­por­ta­do, que tem cus­ta­do mui­tos va­lo­res ao Exe­cu­ti­vo, em es­pe­ci­al nes­ta fa­se de cri­se. “Ago­ra ca­be aos industriais e pro­fis­si­o­nais do sec­tor, que pa­gam im­pos­tos, evi­tar que a fa­ri­nha de tri­go se­ja ven­di­da de for­ma ilí­ci­ta”, ape­lou.

A ven­da di­ri­gi­da da fa­ri­nha de tri­go, des­ta­cou, per­mi­te ain­da aos industriais co­me­ça­rem a pres­tar con­tas e cri­a­rem um ma­pa de pro­du­ção pa­ra jus­ti­fi­ca­rem o pro­du­to que re­ce­be­ram. “Só as­sim se po­de iden­ti­fi­car os industriais que re­al­men­te tra­ba­lham. Ac­tu­al­men­te exis­tem mui­tos industriais le­ga­li­za­dos, mas des­ca­pi­ta­li­za­dos, que não pro­du­zem e ape­nas com­pram a fa­ri­nha de tri­go pa­ra ven­der no mercado pa­ra­le­lo”, es­cla­re­ceu.

O pre­si­den­te da As­so­ci­a­ção Em­pre­sa­ri­al de Lu­an­da, Fran­cis­co Vi­a­na, la­men­tou o fac­to de exis­ti­rem no país em­pre­sá­ri­os es­tran­gei­ros que in­ves­tem no sec­tor, mas não apa­re­ce­rem nas reu­niões agen­da­das pa­ra de­ba­ter so­bre as me­lho­ri­as e apre­sen­tar pro­pos­tas ino­va­do­ras.

AN­TÓ­NIO SO­A­RES

Pre­ço do pão nas pa­da­ri­as con­ti­nua a su­bir e as au­to­ri­da­des de­ci­di­ram ou­vir dos industriais as prin­ci­pais pre­o­cu­pa­ções pa­ra to­mar as me­di­das ne­ces­sá­ri­as pa­ra tra­var a es­ca­la­da

AN­TÓ­NIO SO­A­RES

Go­ver­no Pro­vin­ci­al de Lu­an­da e industriais do sec­tor da pa­ni­fi­ca­ção e pas­te­la­ria acer­tam idei­as pa­ra re­gu­lar o mercado

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