Co­mér­cio com o Bra­sil so­fre gran­de al­te­ra­ção

Jornal de Angola - - ECONOMIA - O Bra­sil é o no­no mai­or par­cei­ro de Angola

O co­mér­cio en­tre Angola e o Bra­sil foi de ape­nas 680 mi­lhões de dó­la­res em 2015, me­nos 71 por cen­to do que os 2.400 mi­lhões do ano an­te­ri­or, se­gun­do da­dos di­vul­ga­dos no país sul-ame­ri­ca­no.

Um re­la­tó­rio da Co­mis­são das Re­la­ções Ex­te­ri­o­res e De­fe­sa Na­ci­o­nal do Se­na­do Fe­de­ral do Bra­sil, que na quin­ta-fei­ra apre­ci­ou a in­di­ca­ção de Pau­li­no Ne­to co­mo em­bai­xa­dor em Angola, afir­ma que a re­du­ção é “par­ci­al­men­te” ex­pli­ca­da pe­la que­da do pre­ço do pe­tró­leo no mer­ca­do in­ter­na­ci­o­nal e a cri­se eco­nó­mi­ca no nos­so país.

A mes­ma fon­te, ci­ta­da pe­la Angop, ci­ta que, en­tre 2002 e 2008, as tro­cas co­mer­ci­ais cres­ce­ram mais de 20 ve­zes, mas que, em 2009, as im­por­ta­ções bra­si­lei­ras de pe­tró­leo an­go­la­no caí­ram 94 por cen­to e o flu­xo co­mer­ci­al bai­xou pa­ra 1.470 mi­lhões de dó­la­res.

O do­cu­men­to acres­cen­ta que, nos qua­tro anos se­guin­tes, es­ses mon­tan­tes se si­tu­a­ram em 1.440 mi­lhões, 1.510 mi­lhões, 1.200 mi­lhões e dois mi­lhões em 2010, 2011, 2012 e 2013.Quan­to à con­jun­tu­ra, a co­mis­são con­si­de­ra que, con­quis­ta­da a paz, em 2002, Angola es­tá num di­nâ­mi­co pro­ces­so de re­cons­tru­ção na­ci­o­nal, pro­cu­ran­do re­vi­ta­li­zar a sua eco­no­mia e o de­sen­vol­vi­men­to so­ci­al. Com a ex­po­si­ção às os­ci­la­ções dos pre­ços in­ter­na­ci­o­nais do pe­tró­leo, o Go­ver­no en­vi­da es­for­ços pa­ra di­ver­si­fi­car a sua eco­no­mia, as­si­na­la o do­cu­men­to. Angola é o sex­to par­cei­ro co­mer­ci­al do Bra­sil em Áfri­ca, atrás da Ni­gé­ria, Ar­gé­lia, Egip­to, Áfri­ca do Sul e Mar­ro­cos.

Em­bo­ra o Bra­sil se­ja o no­no mai­or par­cei­ro co­mer­ci­al de Angola (quin­to mai­or ex­por­ta­dor e 11º mai­or im­por­ta­dor), a sua par­ti­ci­pa­ção no co­mér­cio ex­ter­no do nos­so país ain­da é mo­des­ta, re­al­ça o do­cu­men­to. As im­por­ta­ções bra­si­lei­ras cor­res­pon­dem a ape­nas 1,7 por cen­to das ex­por­ta­ções an­go­la­nas, en­quan­to as ex­por­ta­ções bra­si­lei­ras a ape­nas 4,8 por cen­to das im­por­ta­ções de Angola, con­clui.

Na quin­ta-fei­ra, o em­bai­xa­dor ces­san­te em Angola, Nor­ton Ra­pes­ta, con­si­de­rou de­pois de um en­con­tro de fim de mis­são com o mi­nis­tro da De­fe­sa, João Lou­ren­ço, que as re­la­ções en­tre os dois paí­ses têm um gran­de po­ten­ci­al de cres­ci­men­to. O Bra­sil foi o pri­mei­ro país do mun­do a re­co­nhe­cer a in­de­pen­dên­cia de Angola.

DR

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