Jú­ri pe­na­li­zou co­lec­ti­vos de ar­te

PRÉ­MIO DE TEATRO KILAMBA Pri­mei­ra edição do fes­ti­val sem gru­pos ven­ce­do­res

Jornal de Angola - - CULTURA - ROQUE SILVA |

O jú­ri do Pré­mio de Teatro Kilamba não atri­buiu pré­mi­os aos gru­pos que par­ti­ci­pa­ram na pri­mei­ra edição do fes­ti­val, ale­gan­do in­cum­pri­men­to do re­gu­la­men­to de­fi­ni­do pe­la or­ga­ni­za­ção.

O fes­ti­val en­cer­rou no do­min­go, na Li­ga Afri­ca­na, em Luanda, e, de acor­do com o jú­ri, os gru­pos con­cor­ren­tes não me­re­ce­ram qual­quer tro­féu, por­que os seus es­pec­tá­cu­los de­mons­tra­ram fal­ta de qua­li­da­de e de te­mas mu­si­cais não ori­gi­nais.

A ac­ta do jú­ri a que o Jor­nal de Angola te­ve aces­so no fi­nal re­fe­re que en­tre as fa­lhas co­me­ti­das por al­guns gru­pos cons­tam o plá­gio cé­ni­co em al­guns ca­sos e a au­sên­cia de um es­tu­do apro­fun­da­do da re­al fi­gu­ra de Ne­to.

Pa­ra o jú­ri, a fal­ta de en­ten­di­men­to do ob­jec­ti­vo do fes­ti­val, de ama­du­re­ci­men­to ar­tís­ti­co e téc­ni­co di­ta­ram a pu­ni­ção aos co­lec­ti­vos, mo­ti­vo pe­lo qual não fo­ram dis­tin­gui­dos o pri­mei­ro, se­gun­do e ter­cei­ro clas­si­fi­ca­dos.

“O teatro é um con­jun­to de ex­pres­sões ar­tís­ti­cas que nos brin­da com um fei­to cri­a­ti­vo e úni­co”, ex­pli­ca o jú­ri na no­ta, acres­cen­tan­do que a au­sên­cia des­ses re­qui­si­tos os le­vou a não atri­buir pré­mi­os à ca­te­go­ria co­lec­ti­va (gru­po) por una­ni­mi­da­de.

In­di­vi­du­ais

O jú­ri do fes­ti­val de­ci­diu ain­da atri­buir men­ções hon­ro­sas aos co­lec­ti­vos de teatro Ho­ri­zon­te Ngo­la Ki­lu­an­je, Amor à Ar­te, De­se­ja­dos da Ki­an­da, Ndan­ji Teatro, Pro­mar­te e Tu Gin­guen­ji, de­vi­do à sua ac­tu­a­ção, es­for­ço e de­di­ca­ção.

O pré­mio pa­ra o me­lhor ac­tor foi en­tre­gue a Vi­cen­te Ku­diha­lu­ca, do gru­po Ho­ri­zon­te Ngo­la Ki­lu­an­je, pe­la sua per­for­man­ce na in­ter­pre­ta­ção da per­so­na­gem da pe­ça “Os dis­cur­sos de Ne­to”. A es­co­lha, jus­ti­fi­cou o jú­ri, foi fei­ta de­vi­do ao seu pro­ces­so de cons­tru­ção da fi­gu­ra de Agos­ti­nho Ne­to. He­len Pas­co­al, do gru­po de teatro Amor à Ar­te, foi elei­ta a me­lhor ac­triz, pe­la sua cri­a­ti­vi­da­de, in­ter­pre­ta­ção, téc­ni­ca vo­cal e cor­po­ral, na re­pre­sen­ta­ção do es­pec­tá­cu­lo “O ver­da­dei­ro San­gue”.

Ma­ri­sa Jú­lio, do gru­po Amor à Ar­te, e To­ma­lun­da Pe­dro, do Ndan­ji Teatro, re­par­ti­ram o pré­mio de me­lhor en­ce­na­dor, pe­la cri­a­ti­vi­da­de das so­lu­ções cé­ni­cas e co­or­de­na­ção dos ele­men­tos téc­ni­cos em ce­na.

O pré­mio de teatro Kilamba é uma ini­ci­a­ti­va da pro­du­to­ra Ce­na Li­vre, em par­cei­ra com a Fun­da­ção António Agos­ti­nho Ne­to, pa­ra ce­le­brar o Dia do He­rói Na­ci­o­nal.

DR

He­le­na Pas­co­al do gru­po Amor à Ar­te foi elei­ta a me­lhor ac­triz pe­la ex­ce­len­te re­pre­sen­ta­ção

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