Es­pe­ci­a­lis­tas dis­cu­tem com­bus­tí­vel dos aviões

Jornal de Angola - - POLÍTICA -

Uma de­le­ga­ção an­go­la­na che­fi­a­da pe­lo se­cre­tá­rio de Es­ta­do dos Trans­por­tes, Má­rio Mi­guel Do­min­gues, par­ti­ci­pa, a par­tir de ho­je, na ci­da­de ca­na­di­a­na de Mon­tre­al, na 39,ª ses­são da As­sem­bleia da Or­ga­ni­za­ção In­ter­na­ci­o­nal da Avi­a­ção Ci­vil (ICAO na si­gla em in­glês), que vai de­ba­ter e apro­var um no­vo sis­te­ma de li­mi­ta­ções e co­mér­cio de li­cen­ças de emis­são de car­bo­no, vul­gar­men­te de­sig­na­do por "ca­pand-tra­de".

O even­to con­ta com a par­ti­ci­pa­ção de go­ver­nan­tes, po­lí­ti­cos, fi­nan­ci­a­do­res, ci­en­tis­tas, fa­bri­can­tes, aca­dé­mi­cos e téc­ni­cos do ra­mo da avi­a­ção ci­vil, com vis­ta a as­se­gu­rar, se­gun­do a or­ga­ni­za­ção, um “cres­ci­men­to neu­tro em car­bo­no no sec­tor da avi­a­ção”.

Os 191 re­pre­sen­tan­tes dos Es­ta­dos mem­bros vão apro­var o pla­no da or­ga­ni­za­ção pa­ra li­mi­tar os ga­ses de efei­to es­tu­fa pa­ra os vo­os in­ter­na­ci­o­nais e es­ta­be­le­cer um mer­ca­do de car­bo­no on­de as com­pa­nhi­as aé­re­as po­dem com­prar li­cen­ças pa­ra o cum­pri­men­to das su­as me­tas in­di­vi­du­ais. Se for apro­va­do, o pla­no for­ça as com­pa­nhi­as da avi­a­ção a me­lho­ra­rem a efi­ci­ên­cia no seu com­bus­tí­vel pa­ra a re­du­ção das emis­sões de ga­ses de efei­to es­tu­fa e cri­ar o pri­mei­ro mer­ca­do in­ter­na­ci­o­nal de car­bo­no pa­ra o sec­tor da avi­a­ção, que com­pen­sa­ria os me­nos po­lu­en­tes.

O sec­tor da avi­a­ção é con­si­de­ra­do uma gran­de fon­te de emis­são de ga­ses de efei­to es­tu­fa, sen­do res­pon­sá­vel por mais de dois por­cen­to do to­tal das emis­sões.

No de­cor­rer dos tra­ba­lhos, os de­le­ga­dos dos Es­ta­dos mem­bros do ICAO efec­tu­am o ba­lan­ço das ac­ti­vi­da­des da or­ga­ni­za­ção nos úl­ti­mos três anos e pri­mei­ros seis me­ses de 2016 e ana­li­sam pro­pos­tas de emen­da ao ar­ti­gos 50 e 56 da Con­ven­ção de Chi­ca­go. Se­gun­do o pro­gra­ma, a 39.ª ses­são ana­li­sa o re­la­tó­rio das ac­ti­vi­da­des re­la­ci­o­na­das com o pro­gra­ma “No Coun­try Left Behind (NCLB)”, adop­ta­do em 2004 pa­ra aju­dar os paí­ses mem­bros da ICAO na apli­ca­ção das Nor­mas e Me­to­do­lo­gi­as Re­co­men­da­das pe­la Or­ga­ni­za­ção, co­nhe­ci­da na lín­gua in­gle­sa por SARPs (Stan­dards and Re­com­men­ded Prac­ti­ces).

O ob­jec­ti­vo prin­ci­pal do NCLB é ga­ran­tir que a im­ple­men­ta­ção do SARP har­mo­ni­ze, a ní­vel mun­di­al e re­gi­o­nal, o mo­do co­mo os Es­ta­dos ace­dem aos be­ne­fí­ci­os so­ci­o­e­co­nó­mi­cos sig­ni­fi­ca­ti­vos de um trans­por­te aé­reo se­gu­ro e cre­dí­vel.

A de­le­ga­ção an­go­la­na é in­te­gra­da pe­lo di­rec­tor-ge­ral ad­jun­to do Ins­ti­tu­to Na­ci­o­nal da Avi­a­ção Ci­vil (INA­VIC), Rui Car­rei­ra.

A ICAO, com se­de em Mon­tre­al, é uma agên­cia es­pe­ci­a­li­za­da das Na­ções Uni­das, cri­a­da em 1944 pa­ra pro­mo­ver um de­sen­vol­vi­men­to se­gu­ro da avi­a­ção ci­vil no mun­do.

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