Mi­lha­res es­tão pro­te­gi­dos de pi­ca­das de mos­qui­tos

Jornal de Angola - - PROVÍNCIAS - TA­TI­A­NA MAR­TA |

Mais de um mi­lhão de mosquiteiros tra­ta­dos com in­sec­ti­ci­das de lon­ga du­ra­ção fo­ram dis­tri­buí­dos, de 2014 a 2015, pe­la Or­ga­ni­za­ção Não Go­ver­na­men­tal ame­ri­ca­na Ser­vi­ço In­ter­na­ci­o­nal pa­ra às Po­pu­la­ções (PSI), em par­ce­ria com o Go­ver­no Pro­vin­ci­al do Hu­am­bo, in­for­mou on­tem a co­or­de­na­do­ra do pro­gra­ma de Co­mu­ni­ca­ção pa­ra a Pro­mo­ção do Uso do Mos­qui­tei­ro em An­go­la.

De­ní­zia Pin­to dis­se que o pro­gra­ma que tam­bém con­ta com a par­ce­ria de ins­ti­tui­ções re­li­gi­o­sas, au­to­ri­da­des tra­di­ci­o­nais tem co­mo ob­jec­ti­vo a re­du­ção da ma­lá­ria e a pro­mo­ção da saú­de das fa­mí­li­as.

Ga­ran­tiu que des­de o iní­cio do pro­gra­ma no Hu­am­bo, em 2014, fo­ram dis­tri­buí­dos 1.015.457 mosquiteiros pa­ra um uni­ver­so de 1.537.273 pes­so­as, com des­ta­que pa­ra as fa­mí­li­as do meio ru­ral.

Além da dis­tri­bui­ção de mosquiteiros tra­ta­dos com in­sec­ti­ci­das, re­fe­riu que fo­ram re­a­li­za­das ses­sões de sen­si­bi­li­za­ção das fa­mí­li­as so­bre a im­por­tân­cia e o uso cor­rec­to des­te bem pa­ra a saú­de das cri­an­ças e adul­tos nos la­res.

“A sen­si­bi­li­za­ção vi­sa mu­dar o com­por­ta­men­to das mu­lhe­res, so­bre­tu­do por se­rem elas que cui­dam das cri­an­ças me­no­res de cin­co anos, daí a ne­ces­si­da­de do en­vol­vi­men­to de ou­tras ins­ti­tui­ções na pas­sa­gem da men­sa­gem pa­ra a pre­ven­ção da ma­lá­ria”, dis­se. A res­pon­sá­vel re­fe­riu que os pro­gra­mas de co­mu­ni­ca­ção pa­ra a pro­mo­ção do uso de mosquiteiros e pro­mo­ção do di­ag­nós­ti­co e tra­ta­men­to da ma­lá­ria em im­ple­men­ta­ção nas re­des de far­má­ci­as con­ti­nu­am até Se­tem­bro des­te ano em to­do o país.

A che­fe de de­par­ta­men­to de Me­di­ca­men­tos Es­sen­ci­ais da Di­rec­ção Pro­vin­ci­al da Saú­de, Be­a­triz Bai­lun­do, dis­se que as igre­jas têm si­do o prin­ci­pal meio usa­do pe­la or­ga­ni­za­ção pa­ra fa­zer che­gar a in­for­ma­ção aos gru­pos al­vos, es­pe­ci­al­men­te nas zo­nas ru­rais.

Be­a­triz Bai­lun­do ex­pli­cou que as in­ter­ven­ções nas igre­jas cen­tram­se em reu­niões edu­ca­ti­vas com os gru­pos de ma­mãs e são li­de­ra­das por edu­ca­do­res co­mu­ni­tá­ri­os, for­ma­dos lo­cal­men­te.

O re­ve­ren­do da Igre­ja Ca­tó­li­ca Emí­lio Sas­so­ma con­si­de­rou po­si­ti­va o en­vol­vi­men­to das igre­jas e ou­tras in­tui­ções so­ci­ais na im­ple­men­ta­ção de es­tra­té­gi­as que vi­sam a re­du­ção da mor­ta­li­da­de, atra­vés da ma­lá­ria na pro­vín­cia.

EDU­AR­DO PE­DRO

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