Anéis e de­do do pé

Jornal de Angola - - LAZER -

Um anel de de­do do pé é fei­to de vá­ri­os me­tais e não-me­tais.

O se­gun­do de­do do pé é o mais usa­do. Na mai­o­ria dos paí­ses oci­den­tais, eles são aces­só­ri­os re­la­ti­va­men­te no­vos. Não há um sig­ni­fi­ca­do sim­bó­li­co pa­ra usar anéis de de­do do pé. Eles são con­si­de­ra­dos uma jóia no­va, pois mui­tas ve­zes acom­pa­nham as san­dá­li­as ou chi­ne­los.

O uso de anéis de de­do do pé é mais pra­ti­ca­do na Ín­dia. Ele é usa­do co­mo um sím­bo­lo do es­ta­do de ca­sa­do das mu­lhe­res hin­dus e é cha­ma­do bi­chiya (pro­nun­cia-se bee-chee-ya)em hin­di, jo­da­vi­em em ma­rathi, met­te­lu em te­lu­gu e met­ti­em em ta­mil.

Eles são ge­ral­men­te fei­tos de pra­ta e usa­dos nos dois pés, no se­gun­do de­do de am­bos, ao con­trá­rio da ten­dên­cia nos paí­ses oci­den­tais, on­de são usa­dos num pé. Tra­di­ci­o­nal­men­te, são or­na­men­ta­dos, em­bo­ra mo­de­los mais con­tem­po­râ­ne­os es­te­jam a ser de­sen­vol­vi­dos pa­ra agra­dar à noi­va mo­der­na.

Al­guns con­jun­tos bi­chiya po­dem ter pa­res em qua­tro dos cin­co de­dos, com ex­clu­são do de­do mí­ni­mo. Os bi­chiyas não po­dem ser fei­tos de ou­ro, pois o me­tal tem um es­ta­tu­to de res­pei­to e não po­de ser usa­do abai­xo da cin­tu­ra pe­los hin­dus, mas is­so não é se­gui­do ri­go­ro­sa­men­te.

Os anéis de de­do do pé fo­ram in­tro­du­zi­dos nos Es­ta­dos Uni­dos por Mar­jo­rie Bo­rell, que, de­pois de vol­tar da Ín­dia, co­me­çou a fa­bri­car e ven­der em No­va Ior­que, em 1973, por in­ter­mé­dio da mar­ca Fi­o­ruc­ci. O “Ori­gi­nal Toe Ring Boutique” ven­deu os anéis de de­do do pé em pra­ta, ou­ro e com diamantes.

Mar­jo­rie Bo­rell aca­bou por ven­dê-los na re­de Blo­o­ming­da­le’s e em ou­tros lo­cais, mas de­vi­do ao fac­to de os seus pro­jec­tos não po­de­rem ser pa­ten­te­a­dos, ela mon­tou ou­tros em­pre­en­di­men­tos, mas man­tém o tí­tu­lo de “dama do anel do de­do do pé”.

Tra­di­ci­o­nal­men­te, um anel mai­or era usa­do no de­do do pé gran­de es­quer­do pa­ra in­di­car o es­ta­do ci­vil. Al­guns homens, fre­quen­te­men­te, usa­vam um anel no de­do gran­de do pé pa­ra fins cu­ra­ti­vos ou pa­ra au­men­tar o seu vi­gor mas­cu­li­no. Es­tes anéis eram ra­ra­men­te cír­cu­los fe­cha­dos, mas aros aber­tos pa­ra que pos­sam ser fa­cil­men­te re­mo­vi­dos.

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