De­fen­di­da a isen­ção fis­cal

Jornal de Angola - - SOCIEDADE - CÉ­SAR AN­DRÉ |

A Fe­de­ra­ção An­go­la­na das As­so­ci­a­ções de Pes­so­as com Deficiência (FAPED) de­fen­de que o Go­ver­no de­ve pro­mo­ver po­lí­ti­cas de isen­ção fis­cal à im­por­ta­ção de bens du­ra­dou­ros pa­ra as pes­so­as com deficiência.

Em de­cla­ra­ções on­tem ao Jor­nal de An­go­la, Amos Sam­bun­di, por­ta-voz da FAPED, dis­se que as as­so­ci­a­ções es­tão pre­o­cu­pa­das pe­lo fac­to de a Di­rec­ção Na­ci­o­nal das Al­fân­de­gas isen­tar do pa­ga­men­to de di­rei­tos a im­por­ta­ção de uma vi­a­tu­ra por um ci­da­dão com deficiência ape­nas se a mes­ma ti­ver os co­man­dos ma­nu­ais adap­ta­dos.

Se­gun­do Amos Sam­bun­di, os as­so­ci­a­dos da FAPED gos­ta­ri­am de com­pre­en­der se a isen­ção é con­ce­di­da pe­las ca­rac­te­rís­ti­cas da vi­a­tu­ra, com adap­ta­ção dos co­man­dos ma­nu­ais, ou pe­la con­di­ção de deficiência.

“É que se a isen­ção for con­ce­di­da ape­nas na con­di­ção da vi­a­tu­ra ser adap­ta­da, es­ta­re­mos a con­ce­der es­sa isen­ção ape­nas a uma par­te dos ci­da­dãos com deficiência e não a to­dos”, afir­mou.

O por­ta-voz da FAPED ex­pli­cou o pon­to de vista da sua ins­ti­tui­ção. “O ci­da­dão in­vi­su­al tem de­fi­ci­ên- cia, por­que não vê. Se ele im­por­tar uma vi­a­tu­ra, não tem di­rei­to a isen­ção fis­cal. Mas por­que pre­ci­sa o in­vi­su­al de co­man­dos ma­nu­ais adap­ta­dos na sua vi­a­tu­ra, se es­ta vai ser con­du­zi­da por ou­tra pes­soa?”, ques­ti­o­nou.

Es­se exem­plo, se­gun­do Amos Sam­bun­di, é apli­cá­vel a ci­da­dãos com ou­tros ti­pos de deficiência, no­me­a­da­men­te au­di­ti­va, in­te­lec­tu­al e ou­tras.

O por­ta-voz da FADEP lem­brou que nem to­dos os por­ta­do­res de deficiência mo­to­ra têm de con­du­zir, ne­ces­sa­ri­a­men­te, com os co­man­dos ma­nu­ais. “Es­se me­ca­nis­mo é des­ti­na­do ape­nas aos bi-am­pu­ta­dos e àque­les cu­jos mem­bros in­fe­ri­o­res não con­se­guem uti­li­zar os pe­dais”, ex­pli­cou.

Os as­so­ci­a­dos da FAPED de­fen­dem que a isen­ção fis­cal de­ve ser con­ce­di­da à im­por­ta­ção de qual­quer vi­a­tu­ra adap­ta­da ou não, des­de que o seu ti­tu­lar ou pro­pri­e­tá­rio fa­ça pro­va da sua con­di­ção de deficiência.

“Is­so até evi­ta­ria que pes­so­as sem deficiência, pa­ra fu­gir ao pa­ga­men­to dos di­rei­tos adu­a­nei­ros, im­por­tem vi­a­tu­ras com co­man­dos ma­nu­ais adap­ta­dos e, de­pois de de­sal­fan­de­ga­das, re­ti­rem os tais co­man­dos adap­ta­dos”, as­si­na­lou.

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