Bor­ra­cha sin­té­ti­ca

Jornal de Angola - - LAZER -

Bor­ra­cha sin­té­ti­ca é aque­la que pode ser fei­ta da po­li­me­ri­za­ção de uma va­ri­e­da­de dos mo­nó­me­ros, in­cluin­do o iso­pre­no (2-me­til-1,3-bu­ta­di­e­no), o 1,3-bu­ta­di­e­no, o clo­ro­pre­no (2-clo­ro-1,3-bu­ta­di­e­no) e o iso­bu­ti­le­no (me­til­pro­pe­no) com uma per­cen­ta­gem pe­que­na do iso­pre­no pa­ra o cross-lin­king.

A bor­ra­cha na­tu­ral que vem do lá­tex é, na mai­or par­te, iso­pre­no po­li­me­ri­za­do com uma pe­que­na per­cen­ta­gem de im­pu­re­zas, o que li­mi­ta a sua va­ri­e­da­de de pro­pri­e­da­des dis­po­ní­veis. Tam­bém, há li­mi­ta­ções nas pro­por­ções de li­ga­ções du­plas cis e trans re­sul­tan­tes dos mé­to­dos de po­li­me­ri­za­ção do lá­tex na­tu­ral, que li­mi­ta tam­bém as pro­pri­e­da­des dis­po­ní­veis da bor­ra­cha na­tu­ral, em­bo­ra a adi­ção do en­xo­fre e a vul­ca­ni­za­ção se­jam usa­dos pa­ra as me­lho­rar.

Es­tes e ou­tros mo­nó­me­ros po­dem ser mis­tu­ra­dos em vá­ri­as pro­por­ções de­se­já­veis pa­ra ser co­po­li­me­ri­za­ção pa­ra uma am­pla ga­ma de pro­pri­e­da­des fí­si­cas, me­câ­ni­cas e quí­mi­cas.

Os mo­nó­me­ros po­dem ser pro­du­zi­dos pu­ros e a adi­ção das im­pu­re­zas ou dos adi­ti­vos pode ser con­tro­la­da pa­ra op­ti­mi­zar as su­as pro­pri­e­da­des. A po­li­me­ri­za­ção de mo­nó­me­ros pu­ros pode ser me­lhor con­tro­la­da pa­ra dar uma pro­por­ção de­se­ja­da de li­ga­ções du­plas cis e trans. Ela vem de de­ri­va­dos de pe­tró­leo.

Pa­ra se ver a di­fe­ren­ça, bas­ta pe­gar­mos uma bor­ra­cha da­que­las ma­ci­as, com a qu­al se­ja fá­cil apa­gar, es­sa, sim, é na­tu­ral. En­tre­tan­to, se es­co­lher­mos uma ou­tra, que se­ja um pou­co du­ra, es­ta­re­mos di­an­te de uma bor­ra­cha sin­té­ti­ca. Tam­bém cha­ma­da de elas­tó­me­ro sin­té­ti­co, tem as mes­mas pro­pri­e­da­des das bor­ra­chas na­tu­rais, ou se­ja, elas­ti­ci­da­de, pos­si­bi­li­da­de de vul­ca­ni­za­ção, so­lu­bi­li­da­de em sol­ven­tes, re­sis­tên­cia à água, à elec­tri­ci­da­de e a abra­são. Por ou­tro la­do, tem um me­lhor de­sem­pe­nho qu­an­to à du­ra­bi­li­da­de e à re­sis­tên­cia a óle­os, ao ca­lor e à luz.

Foi pe­la pri­mei­ra vez sin­te­ti­za­da pe­lo quí­mi­co ale­mão Fritz Hof­mann, em 1909.

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