Do­nald Trump de­ses­pe­ra a UE

Jornal de Angola - - PARTADA -

A União Eu­ro­peia (UE) pre­vê uma pau­sa nas ne­go­ci­a­ções do acor­do co­mer­ci­al com os Es­ta­dos Uni­dos da Amé­ri­ca (EUA), co­nhe­ci­do co­mo TTIP, após a elei­ção de Do­nald Trump, in­di­cou on­tem a co­mis­sá­ria eu­ro­peia do Co­mér­cio, Ce­cí­lia Malms­tröm.

A União Eu­ro­peia (UE) pre­vê uma pau­sa nas ne­go­ci­a­ções do acor­do co­mer­ci­al com os Es­ta­dos Uni­dos da Amé­ri­ca (EUA), co­nhe­ci­do co­mo TTIP, após a elei­ção de Do­nald Trump, in­di­cou on­tem a co­mis­sá­ria eu­ro­peia do Co­mér­cio, Ce­ci­lia Malms­tröm.

“O TTIP vai pas­sar pro­va­vel­men­te por um pe­río­do de pau­sa, pois, na ver­da­de, não sa­be­mos o que vai acon­te­cer com a con­du­ção de Do­nald Trump nos des­ti­nos dos Es­ta­dos Uni­dos. É pre­ci­so es­pe­rar e ver”, dis­se Ce­ci­lia Malms­tröm no fim de uma reu­nião dos 28 res­pon­sá­veis eu­ro­peus de Co­mér­cio In­ter­na­ci­o­nal em Bru­xe­las.

As de­cla­ra­ções do pre­si­den­te elei­to Do­nald Trump du­ran­te a cam­pa­nha elei­to­ral con­tra os acor­dos de co­mér­cio livre, que se­gun­do ele pre­ju­di­cam a in­dús­tria e os em­pre­gos dos EUA, pre­o­cu­pam a co­mu­ni­da­de eu­ro­peia so­bre a con­ti­nui­da­de das ne­go­ci­a­ções do TTIP.

“Até ago­ra não ti­ve­mos opor­tu­ni­da­de de sa­ber qual é a opi­nião do Go­ver­no Trump so­bre o TTIP”, afir­mou o se­cre­tá­rio es­pa­nhol do Co­mér­cio, Jai­me Gar­cía-Le­gaz, pa­ra quem “o Mun­do é su­fi­ci­en­te­men­te ma­du­ro pa­ra se­pa­rar coi­sas que se di­zem em cam­pa­nha [elei­to­ral] e, de­pois, a po­lí­ti­ca re­al”. As ne­go­ci­a­ções so­bre o acor­do de co­mér­cio livre entre a Eu­ro­pa e os Es­ta­dos Uni­dos, que pre­ten­dem des­de 2013 eli­mi­nar as ta­ri­fas al­fan­de­gá­ri­as, avan­ça­ram nos úl­ti­mos me­ses com di­fi­cul­da­de, de­vi­do à re­jei­ção dos ci­da­dãos eu­ro­peus e da he­si­ta­ção de al­guns paí­ses, co­mo a Fran­ça.

O mi­nis­tro fran­cês do Co­mér­cio Ex­te­ri­or, Matthi­as Fe­kl, rei­te­rou que as ne­go­ci­a­ções de­vem ter uma pau­sa. “Es­tão mor­tas e acho que to­do o mun­do es­tá cons­ci­en­te dis­so, mes­mo que mui­tos não quei­ram ad­mi­tir is­so”, jus­ti­fi­cou.

O Che­fe de Es­ta­do fran­cês, Fran­çois Hol­lan­de, e o pre­si­den­te elei­to dos Es­ta­dos Uni­dos, Do­nald Trump, con­ver­sa­ram na sexta-feira por te­le­fo­ne so­bre ques­tões co­muns e con­cor­da­ram em tra­ba­lhar pa­ra es­cla­re­cer as no­vas po­si­ções dos dois go­ver­nos, anun­ci­ou um por­ta-voz do Go­ver­no da Fran­ça.

Du­ran­te o te­le­fo­ne­ma de me­nos de dez mi­nu­tos, am­bos ex­pres­sa­ram a sua von­ta­de de tra­ba­lhar em con­jun­to e dis­cu­ti­ram te­mas co­muns, co­mo a lu­ta con­tra o ter­ro­ris­mo, a si­tu­a­ção na Ucrâ­nia, na Sí­ria, no Ira­que e o acor­do de Pa­ris so­bre as mu­dan­ças cli­má­ti­cas.

Por sua vez, a che­fe do Go­ver­no ale­mão, An­ge­la Mer­kel, fe­li­ci­tou Do­nald Trump por te­le­fo­ne e com­bi­nou um en­con­tro, o mais tar­dar pa­ra a reu­nião do G20 em Ju­lho de 2017, que vai ter lu­gar em Ham­bur­go, anun­ci­ou on­tem o seu por­ta-voz, Ge­org Strei­ter. An­ge­la Mer­kel, que li­de­ra a Ale­ma­nha há on­ze anos, mas que ain­da não de­cla­rou as su­as in­ten­ções pa­ra as pró­xi­mas elei­ções le­gis­la­ti­vas, que acon­te­cem em me­nos de um ano, lem­brou ao Pre­si­den­te elei­to co­mo a Ale­ma­nha e os Es­ta­dos Uni­dos es­tão li­ga­dos por va­lo­res co­muns, res­sal­tou Ge­org Strei­ter.

Edward Snow­den

O ex-con­sul­tor da in­te­li­gên­cia nor­te-ame­ri­ca­na, Edward Snow­den, pe­diu às pes­so­as que tra­ba­lhem jun­tas pa­ra se pro­te­ge­rem da vi­gi­lân­cia in­va­si­va dos Go­ver­nos e que não te­mam o Pre­si­den­te elei­to dos Es­ta­dos Uni­dos, Do­nald Trump.

“Se qui­ser­mos um Mun­do me­lhor, não de­ve­mos es­pe­rar por Ba­rack Oba­ma, nem de­ve­mos te­mer Do­nald Trump. De­ve­mos cons­truí­lo, nós mes­mos”, de­cla­rou Edward Snow­den du­ran­te uma au­di­ên­cia através de vi­deo-con­fe­rên­cia na Fe­de­ra­ção da Rús­sia.

Ape­sar de clas­si­fi­car a vi­tó­ria de Do­nald Trump de mo­men­to obs­cu­ro na História dos Es­ta­dos Uni­dos, in­sis­tiu que a ver­da­dei­ra per­gun­ta de­ve ser “co­mo va­mos de­fen­der os di­rei­tos de to­dos os ci­da­dãos, em to­das as par­tes, além das fron­tei­ras dos nos­sos paí­ses e que me­di­das to­mar pa­ra en­fren­tar ma­ni­pu­la­ções”.

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