Pro­tec­ção Ci­vil enu­me­ra zo­nas de ris­co

Jornal de Angola - - SOCIEDADE -

O Co­man­do Pro­vin­ci­al do Ser­vi­ço de Pro­tec­ção Ci­vil e Bom­bei­ros iden­ti­fi­cou 28 zo­nas de ris­co nos ri­os Lu­ahú­ca, Cu­e­be e Cam­bum­be, na pro­vín­cia do Cu­an­do Cu­ban­go, no âm­bi­to das su­as ta­re­fas de pre­ven­ção de mor­tes por afo­ga­men­to.

O por­ta-voz do Co­man­do Pro­vin­ci­al de Pro­tec­ção Ci­vil e Bom­bei­ros, Soares Ebo In­glês, dis­se à im­pren­sa que as áre­as iden­ti­fi­ca­das co­mo sen­do de ris­co e, con­se­quen­te­men­te, proi­bi­das a ba­nhis­tas e la­va­gem de rou­pas, são as dos bair­ros Azul, Tchi­von­de, Boa Vi­da, Tun­ga e Cam­bum­be, Se­mi­ná­rio e Fei­ra Po­pu­lar.

Soares Ebo In­glês re­al­çou que es­tas zo­nas são con­si­de­ra­das de ris­co por te­rem uma for­te cor­ren­te de água e inú­me­ras ro­chas, e quan­do cho­ve o cau­dal tem ten­dên­cia de au­men­tar, cau­san­do afo­ga­men­tos e ata­ques de ja­ca­rés e hi­po­pó­ta­mos.

“Além des­tas apre­ci­a­ções, es­tas áre­as es­tão mui­to pró­xi­mas de re­si­dên­ci­as, e quan­do o cau­dal do rio au­men­ta cau­sa inun­da­ções, o que po­de ori­gi­nar o au­men­to de do­en­ças di­ar­rei­cas agu­das, ma­lá­ria, in­fec­ções na pe­le, fe­bre ti­fói­de e con­jun­ti­vi­te”, dis­se.

O por­ta-voz do Co­man­do Pro­vin­ci­al de Pro­tec­ção Ci­vil e Bom­bei­ros sa­li­en­tou que fo­ram tam­bém iden­ti­fi­ca­das 18 zo­nas de aces­so pa­ra ba­nhis­tas, por não cons­ti­tuí­rem pe­ri­go às po­pu­la­ções, mor­men­te nas áre­as de Cam­bum­be, Lu­ahú­ca, Se­mi­ná­rio, Tchi­von­de e Boa Vi­da. De Ja­nei­ro a Ou­tu­bro des­te ano, fo­ram re­gis­ta­dos em to­da a pro­vín­cia 29 ca­sos de afo­ga­men­tos de ci­da­dãos de am­bos os se­xos, com ida­des com­pre­en­di­das en­tre cin­co e 30 anos de ida­de.

O por­ta-voz dos Ser­vi­ços de Pro­tec­ção Ci­vil dis­se que os afo­ga­men­tos ocor­re­ram nos ri­os Cu­e­be, Lu­ahú­ca, Lon­ga, Cu­ban­go, Cu­chi, Cui­to e Cam­bum­be, re­sul­tan­do na mor­te de 20 in­di­ví­du­os. Pa­ra in­ver­ter es­ta si­tu­a­ção, o Co­man­do Pro­vin­ci­al do Ser­vi­ço de Pro­tec­ção Ci­vil de­sen­vol­ve um con­jun­to de ac­ções que in­clui a co­lo­ca­ção de pla­cas de avi­so nas zo­nas de ris­co e aces­so a ba­nhis­tas e pro­mo­ção de pa­les­tras so­bre os ris­cos que os ba­nhis­tas cor­rem ao fre­quen­ta­rem as zo­nas proi­bi­das. Soares Ebo In­glês anun­ci­ou a cri­a­ção de um gru­po de so­cor­ris­tas nas zo­nas de mai­or flu­xo de ba­nhis­tas pa­ra res­pon­der às exi­gên­ci­as do pro­ces­so de pre­pa­ra­ção, pre­ven­ção e res­pos­ta, em co­la­bo­ra­ção com or­ga­ni­za­ções da so­ci­e­da­de ci­vil.

O Ser­vi­ço de Pro­tec­ção Ci­vil e Bom­bei­ros es­tá a tra­ba­lhar em par­ce­ria com o go­ver­no lo­cal no sen­ti­do de re­du­zir o nú­me­ro de mor­tes por afo­ga­men­to.

LOURENÇO BULE | MENONGUE

Pro­tec­ção Ci­vil proí­be ba­nhis­tas de fre­quen­tar zo­nas com for­tes cor­ren­tes de água

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