O OU­TRO LA­DO DA GEN­TE|MA­RI­SA JÚ­LIO

Jornal de Angola - - GENTE -

O no­me de Ma­ri­sa Jú­lio es­tá in­trin­se­ca­men­te re­la­ci­o­na­do com o te­a­tro. A sua no­to­ri­e­da­de nes­tas li­des des­per­ta aten­ção por as­su­mir um car­go de che­fia. É das pou­cas di­rec­to­ras e en­ce­na­do­ras de te­a­tro em An­go­la. O seu gru­po, Amor à Arte, ven­ceu a edi­ção des­te ano do Pré­mio Na­ci­o­nal de Cul­tu­ra e Ar­tes, na ca­te­go­ria de te­a­tro. Ser apre­sen­ta­do­ra de um pro­gra­ma de te­le­vi­são so­bre pro­du­tos de be­le­za é um dos seus mai­o­res so­nhos. No­me? Ma­ri­sa Fran­cis­co Jú­lio. Data de nas­ci­men­to? 4 de Maio. Cal­ça­do? 40 . Ocu­pa­ção? En­ce­na­do­ra e ven­de­do­ra de cos­mé­ti­cos. Na­tu­ra­li­da­de? Lu­an­da. Es­ta­do ci­vil? Sol­tei­ra. Fi­lhos? So­nhos? Dois. De­se­jo ser apre­sen­ta­do­ra de um pro­gra­ma de te­le­vi­são so­bre cos­mé­ti­cos (es­té­ti­ca e be­le­za) e so­nho in­ter­na­ci­o­na­li­zar o meu gru­po de te­a­tro (Amor à Arte). Ain­da não. Não. Não te­nho. Sen­te-se re­a­li­za­da? Tem ca­sa pró­pria? E car­ro? Que im­por­tân­cia as mu­lhe­res têm pa­ra si? As mu­lhe­res são pes­so­as que trans­for­mam o mun­do com o seu ca­ris­ma, res­pei­to e de­di­ca­ção, com a sua lu­ta diá­ria pa­ra uma sociedade har­mo­ni­o­sa. São elas quem fa­zem as na­ções, in­de­pen­den­te­men­te de os lí­de­res se­rem ho­mens na mai­o­ria dos ca­sos. Co­mo se ves­te de se­gun­da à sex­ta-fei­ra? Uso cal­ça ou saia com­pri­da e al­gu­mas ve­zes ves­ti­dos. E aos fins-de-se­ma­na? Uso co­lãs ou cal­ças je­ans com ca­mi­so­las ou blu­sas. Usa rou­pa de mar­ca? Sim, mas não es­co­lho mar­cas. O im­por­tan­te é que me fi­que bem. Pre­fi­ro rou­pas não mui­to cor­ri­quei­ras. Cor pre­fe­ri­da? Gos­to do ar­co-íris. A mar­ca do per­fu­me que usa? Sha­ki­ra. Acre­di­ta em for­ças ocul­tas? Sim, mas não têm po­der so­bre mim. Co­mo re­a­ge a elas? En­tre­go tu­do nas mãos de Deus. Ci­da­de pre­di­lec­ta? Washing­ton, EUA. Aon­de pas­sa as fé­ri­as? Em Lu­an­da e na mi­nha ca­sa. Vir­tu­des? Sou hu­mil­de e mui­to ba­ta­lha­do­ra. De­fei­to? Sou cha­ta, às ve­zes com­pli­ca­da e stres­sa­da. Ví­cio? O te­a­tro. Ído­lo? To­ni Fram­pé­nio. Li­vro? Mes­tre Ta­mo­da. Es­cri­tor? Wa­nhen­ga Xi­tu. Uma boa com­pa­nhia: A mi­nha fa­mí­lia (ma­ri­do e fi­lhos). Mú­si­co? Mar­ceny Ne­to. Be­bi­da? Água. Co­mi­da? Fun­je de ca­bi­de­la. Sa­be co­zi­nhar? Mui­to bem. O quê, por exem­plo? To­dos os pra­tos da cu­li­ná­ria an­go­la­na e ou­tros. É ciu­men­ta? O que acha dos ho­mens que ba­tem nas mu­lhe­res? Des­por­to? Clu­be? Al­gu­ma vez men­tiu? E já foi en­ga­na­da? Co­mo re­a­giu? Ano que mais a mar­cou? Porquê? Um pou­co. São co­bar­des, in­fe­li­zes e com­ple­xa­dos. Fu­te­bol. 1º de Agos­to. Vá­ri­as ve­zes. Sim. Fi­quei no si­lên­cio e orei. 2016. O meu gru­po de te­a­tro (Amor à Arte) con­quis­tou o Pré­mio Na­ci­o­nal de Cul­tu­ra e Ar­tes. O que pen­sa da cor­rup­ção? É fru­to da fal­ta de ca­rác­ter e do ime­di­a­tis­mo. E do ho­mos­se­xu­a­lis­mo? É lou­cu­ra e pe­ca­do. E da po­li­ga­mia: É uma fal­ta de amor ao pró­xi­mo e de amor a si pró­prio. Por is­so con­si­de­ro er­ra­do.

RO­QUE SIL­VA

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