CARTAS DO LEITOR

Jornal de Angola - - OPINIÃO - AN­TÓ­NIO PEDRO ALICE JOÃO JACINTO LUCAS ARMANDA DA CONCEIÇÃO|

Cor­te de ener­gia

O com­ple­xo da FESA, no bair­ro da Sa­pú II, es­tá às es­cu­ras. Al­guns po­pu­la­res da zo­na da TCUL, uma co­mu­ni­da­des nas pro­xi­mi­da­des, es­tão a re­ti­rar de­li­be­ra­da­men­te os ca­bos eléc­tri­cos que abas­te­cem aque­le com­ple­xo, co­mo for­ma de pres­si­o­nar a Em­pre­sa Nacional de Dis­tri­bui­ção de Elec­tri­ci­da­de (ENDE) a pres­tar-lhes aten­ção, por­que a ener­gia eléc­tri­ca ain­da não che­gou à área on­de re­si­dem. Nis­so, as áre­as de­vi­da­men­te le­ga­li­za­das têm es­ta­do a ser mui­to pre­ju­di­ca­das. da rua Kwa­me Nkru­ma, des­de a igre­ja da Sa­gra­da Fa­mí­lia até ao lar­go da Mai­an­ga, que es­tão há 15 di­as sem água, des­de que a Mo­ta En­gil co­me­çou a fa­zer bu­ra­cos. A Mo­ta En­gil diz que não é na­da com eles e os nú­me­ros da Epal na lis­ta te­le­fó­ni­ca não fun­ci­o­nam.

Es­co­las de mú­si­ca

Era bom que hou­ves­se mui­tas es­co­las de mú­si­ca no país. Há mui­tos an­go­la­nos com vo­ca­ção pa­ra a mú­si­ca e não sa­bem co­mo ad­qui­rir co­nhe­ci­men­tos so­bre a ma­té­ria. A mú­si­ca, co­mo es­cre­veu um nos­so com­pa­tri­o­ta, é par­te da nos­sa vi­da co­mo na­ção.

Te­mos mú­si­cos re­no­ma­dos que, com as su­as ap­ti­dões ina­tas, têm pro­du­zi­do obras de gran­de va­lor. Mas nem to­dos têm ap­ti­dões ina­tas pa­ra pro­du­zir mú­si­ca sem ir a uma es­co­la, pe­lo que se de­vem cri­ar es­co­las pa­ra o ensino da mú­si­ca, em to­das as su­as ver­ten­tes. Que se cha­mem pres­ti­gi­a­dos pro­fes­so­res de mú­si­ca de ou­tros paí­ses pa­ra for­ma­rem pro­fes­so­res an­go­la­nos.

Há mui­tos jo­vens an­go­la­nos com vo­ca­ção pa­ra a mú­si­ca. Fi­co emo­ci­o­na­do quan­do oi­ço mú­si­cas de ar­tis­tas an­go­la­nos em ór­gãos de co­mu­ni­ca­ção so­ci­al es­tran­gei­ros ( rá­di­os e te­le­vi­sões). Há ve­zes mes­mo que não con­si­go con­ter as lá­gri­mas. A nos­sa mú­si­ca é mui­to apre­ci­a­da além-fron­tei­ras. Pen­so mes­mo que nem sem­pre nos aper­ce­be­mos da uni­ver­sa­li­da­de de mui­tas das nos­sas mú­si­cas. É bom que se co­nhe­ça a pro­jec­ção da nos­sa mú­si­ca fo­ra do nos­so país. Não é por aca­so que mui­tas mú­si­cas an­go­la­nas são can­ta­das no ex­te­ri­or do país por pres­ti­gi­a­dos ar­tis­tas es­tran­gei­ros.

Bair­ro dos Cor­rei­os sem luz

Há uma se­ma­na que há cons­tan­tes in­ter­rup­ções de ener­gia eléc­tri­ca no bair­ro dos Cor­rei­os e os mo­ra­do­res não sa­bem das ra­zões des­ta si­tu­a­ção, que es­tá a cau­sar mui­tos trans­tor­nos às pes­so­as. Gos­ta­va que a ENDE (em­pre­sa dis­tri­bui­do­ra de elec­tri­ci­da­de) des­se al­gu­ma ex­pli­ca­ção so­bre es­ses cons­tan­tes cor­tes de ener­gia no Bair­ro dos Cor­rei­os, que per­ten­ce ao Dis­tri­to Ur­ba­no do Ran­gel. Sei que a ENDE tem mui­tos pro­ble­mas por re­sol­ver , já que te­mos uma ci­da­de ca­pi­tal com mui­tos mi­lhões de con­su­mi­do­res , mas ela po­de­rá pro­gres­si­va­men­te re­sol­ver os pro­ble­mas dos seus cli­en­tes.

Sou cli­en­te da ENDE e gos­ta­va que os seus se­vi­ços me­lho­ras­sem. A ENDE é uma em­pre­sa im­por­tan­te no nos­so país e ela tem ele­va­das res­pon­sa­bi­li­da­des. A ener­gia eléc­tri­ca é im­por­tan­te pa­ra mui­tas fa­mí­li­as . Nem to­dos po­dem com­prar ge­ra­do­res ou com­bus­tí­vel pa­ra abas­te­cer ge­ra­do­res.Acre­di­to na com­pe­tên­cia da ENDE pa­ra re­sol­ver o pro­ble­ma do meu bair­ro.

CASIMIRO PEDRO

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Angola

© PressReader. All rights reserved.