An­go­la con­quis­ta tor­neio in­ter­na­ci­o­nal no Ja­pão

Se­lec­ção Na­ci­o­nal sé­ni­or fe­mi­ni­na de an­de­bol der­ro­tou on­tem a Po­ló­nia por 30-22 e ga­ran­tiu o pri­mei­ro lu­gar da com­pe­ti­ção re­a­li­za­da na pro­vín­cia de Oi­ta

Jornal de Angola - - DESPORTO -

A Se­lec­ção Na­ci­o­nal sé­ni­or fe­mi­ni­na de an­de­bol ga­ran­tiu, on­tem de ma­nhã, o pri­mei­ro lu­gar no tor­neio in­ter­na­ci­o­nal re­a­li­za­do na pro­vín­cia ja­po­ne­sa de Oi­ta, ao der­ro­tar a Po­ló­nia por 30- 22, com fa­vo­rá­veis 1811 ao in­ter­va­lo.

As an­go­la­nas des­can­sam es­ta ma­nhã, por for­ça do ca­len­dá­rio e as­sis­tem ao der­ra­dei­ro jogo da pro­va, en­tre ni­pó­ni­cas e po­la­cas.

Eu­ro­pei­as e asiá­ti­cas lu­tam ape­nas pa­ra fu­gir da cau­da da ta­be­la, após te­rem si­do der­ro­ta­das pe­las cam­peãs afri­ca­nas. Na pri­mei­ra jor­na­da des­te se­gun­do tor­neio em ter­ras ni­pó­ni­cas, An­go­la der­ro­tou as an­fi­triãs por 2221, com van­ta­gem de dois go­los ao in­ter­va­lo (13-11).

Ao fa­lar ao Jor­nal de An­go­la on­tem, após o jogo, o se­lec­ci­o­na­dor na­ci­o­nal Mor­ten Sou­bak des­ta­cou o ex­ce­len­te de­sem­pe­nho da guar­da-re­des He­le­na de Sou­sa e a me­lho­ria re­gis­ta­da no sec­tor de­fen­si­vo da Se­lec­ção, co­mo prin­ci­pais fac­to­res que per­mi­ti­ram ao gru­po con­se­guir o pri­mei­ro lu­gar no tor­neio, após ocu­par o ter­cei­ro posto no pri­mei­ro tor­neio, em Ku­ma­mo­to.

“Apro­vei­tá­mos da me­lhor for­ma o tem­po que ti­ve­mos pa­ra trei­nar, e com is­so me­lho­ra­mos al­guns pro­ce­di­men­tos im­por­tan­tes. A adap­ta­ção das jo­ga­do­ras de­mo­rou um pou­co, co­mo é na­tu­ral, por cau­sa da di­fe­ren­ça de fu­so ho­rá­rio. Nes­te se­gun­do tor­neio, as me­ni­nas jo­ga­ram com mui­ta dis­ci­pli­na tác­ti­ca, cum­prin­do sem­pre as nos­sas ori­en­ta­ções, e foi mui­to le­gal observar is­so”, afir­mou Mor­ten Sou­bak.

Ins­ta­do a fa­zer um bre­ve ba­lan­ço dos dois ci­clos de pre­pa­ra­ção até aqui re­a­li­za­dos, Sou­bak dis­se ser pre­ma­tu­ro ti­rar ila­ções. “Ain­da es­ta­mos mui­to longe de po­der ti­rar con­clu­sões, so­bre a pro­gres­são do nos­so tra­ba­lho com a se­lec­ção. Na ge­ne­ra­li­da­de, foi pos­sí­vel per­ce­ber uma boa as­si­mi­la­ção de al­gu­mas idei­as e con­cei­tos de jogo que que­re­mos apli­car. Mas, ain­da te­mos, sem dú­vi­da um lon­go ca­mi­nho a per­cor­rer”, as­se­gu­rou.So­bre os com­pro­mis­sos da equipa na­ci­o­nal, que se pre­pa­ra pa­ra o Cam­pe­o­na­to do Mun­do, a dis­pu­tar­se de 3 a 17 de De­zem­bro na Ale­ma­nha, o se­lec­ci­o­na­dor na­ci­o­nal con­si­de­ra im­por­tan­te man­ter a ro­ti­na de par­ti­ci­pa­ções em tor­nei­os in­ter­na­ci­o­nais. “A vi­a­gem até aqui (Ja­pão) é lon­ga e can­sa­ti­va. Mas é bom que as jo­ga­do­ras se fa­mi­li­a­ri­zem com es­ta ro­ti­na de vi­a­gens e com­pe­ti­ções, por­que se que­re­mos cres­cer, de­ve ser as­sim mui­tas ve­zes no fu­tu­ro. Ho­je, to­das se­lec­ções de to­po que­rem jo­gar com o Ja­pão, por­que eles vão or­ga­ni­zar o Mun­di­al e os Jo­gos Olím­pi­cos”, con­cluiu.

An­go­la so­ma a se­gun­da vi­tó­ria, ao fim de seis jo­gos in­ter­na­ci­o­nais, sob o co­man­do téc­ni­co do di­na­marquês Mor­ten Sou­bak, cam­peão do Mun­do pe­lo Bra­sil em 2013, na Sér­via.

Az­nai­de Carlos foi a me­lhor mar­ca­do­ra da par­ti­da ao apon­tar dez go­los, se­cun­da­da por Ju­li­a­na Machado, com cin­co, e Mag­da Ca­zan­ga com qua­tro. Do la­do da Po­ló­nia, Jo­an­na Dra­bik, com cin­co go­los, foi a me­lhor mar­ca­do­ra.

Em Ju­nho, no Al­gar­ve, Portugal, o "se­te" na­ci­o­nal aver­bou duas der­ro­tas, di­an­te da No­ru­e­ga (27-32 e 24-30). Na di­gres­são por ter­ras ja­po­ne­sas, as duas pri­mei­ras par­ti­das, no tor­neio jo­ga­do na ci­da­de de Ku­ma­mo­to, sal­da­ram-se em der­ro­tas fren­te ao Ja­pão (28-29) e a Po­ló­nia (28-30).

Em vin­te se­te anos de par­ti­ci­pa­ções em Cam­pe­o­na­tos do Mun­do, a Se­lec­ção Na­ci­o­nal pro­cu­ra nes­ta edi­ção a ser dis­pu­ta­da na Ale­ma­nha, em De­zem­bro, o seu me­lhor de­sem­pe­nho de sem­pre, de­pois do ex­ce­len­te sé­ti­mo lu­gar al­can­ça­do em 2007, na com­pe­ti­ção dis­pu­ta­da em Fran­ça, na al­tu­ra sob ori­en­ta­ção do téc­ni­co an­go­la­no Ge­ró­ni­mo Ne­to.O dé­ci­mo pri­mei­ro lu­gar na Chi­na em 2009 e o oi­ta­vo­no Bra­sil,2011 são os me­lho­res re­gis­tos após o bri­lha­re­te fran­cês.

Pa­ra al­can­çar es­te de­si­de­ra­to, o se­lec­ci­o­na­dor na­ci­o­nal Mor­ten Sou­back es­tá a le­var a ca­bo um pla­no de re­a­li­za­ção de vá­ri­os jo­gos amis­to­sos com se­lec­ções for­tes, prin­ci­pal­men­te eu­ro­pei­as,vi­san­do dar ro­da­gem com­pe­ti­ti­va às atle­tas e a as­si­mi­la­ção dos con­teú­dos tác­ti­cos.

Além do nú­cleo du­ro das Pé­ro­las, o trei­na­dor tem cha­ma­do pa­ra es­tes jo­gos no­vas atle­tas, au­men­tan­do as­sim o le­que de es­co­lhas, pa­ra as com­pe­ti­ções a sé­rio .

“Ain­da es­ta­mos mui­to longe de po­der ti­rar con­clu­sões so­bre a pro­gres­são do nos­so tra­ba­lho com a se­lec­ção. Foi pos­sí­vel per­ce­ber uma boa as­si­mi­la­ção de al­gu­mas idei­as”

EDIÇÕES NOVEMBRO Pé­ro­las dão mos­tras de es­ta­rem a as­si­mi­lar os con­teú­dos e a fi­lo­so­fia in­tro­du­zi­da pe­lo se­lec­ci­o­na­dor Mor­ten Sou­back

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Angola

© PressReader. All rights reserved.