Bis­pos fe­li­ci­tam Chefe de Estado

Con­fe­rên­cia Episcopal de An­go­la e São To­mé está reunida desde ontem nas suas ins­ta­la­ções, em Luanda, pa­ra tra­tar de ques­tões li­ga­das à Igre­ja e à sociedade

Jornal de Angola - - PARTADA - Jo­si­na de Car­va­lho

Os bis­pos da Con­fe­rên­cia Episcopal de An­go­la e São To­mé (CEAST) fe­li­ci­ta­ram ontem o no­vo Pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca, João Lourenço, pelo pro­pó­si­to de ser o lí­der de to­dos os an­go­la­nos e tra­ba­lhar pa­ra o seu bem-es­tar, es­pe­ci­al­men­te das po­pu­la­ções mais vul­ne­rá­veis. As fe­li­ci­ta­ções foram apre­sen­ta­das pelo pre­si­den­te da CEAST, D. Fi­lo­me­no Vi­ei­ra Di­as, na aber­tu­ra da sua se­gun­da as­sem­bleia or­di­ná­ria, que vai de­cor­rer até se­gun­da­fei­ra em Luanda. D. Fi­lo­me­no Vi­ei­ra Di­as dis­se que os bis­pos da CEAST pro­me­tem co­la­bo­rar com o Go­ver­no e fa­zem vo­tos de que João Lourenço pro­cu­re di­mi­nuir as as­si­me­tri­as no país.

Os bis­pos da Con­fe­rên­cia Episcopal de An­go­la e São To­mé e Prín­ci­pe (CEAST) fe­li­ci­ta­ram ontem o no­vo Pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca, João Lourenço, pelo pro­pó­si­to de ser o lí­der de to­dos os an­go­la­nos e tra­ba­lhar pa­ra o seu bem-es­tar, es­pe­ci­al­men­te das po­pu­la­ções mais vul­ne­rá­veis.

As fe­li­ci­ta­ções foram apre­sen­ta­das pelo pre­si­den­te da CEAST, D. Fi­lo­me­no Vi­ei­ra Di­as, na aber­tu­ra da se­gun­da as­sem­bleia or­di­ná­ria da or­ga­ni­za­ção ca­tó­li­ca, que vai de­cor­rer até se­gun­da-fei­ra, pa­ra ana­li­sar o pla­no pas­to­ral pa­ra o trié­nio 2018-2020 e ques­tões so­ci­ais que pre­o­cu­pam a igre­ja.

D. Fi­lo­me­no Vi­ei­ra Di­as dis­se que os bis­pos da CEAST estão dis­pos­tos a co­la­bo­rar na pro­mo­ção do bem­co­mum e fa­zem vo­tos de que João Lourenço pro­cu­re di­mi­nuir as as­si­me­tri­as de diferentes na­tu­re­zas e fa­ça um com­pro­mis­so con­cre­to com os de­sa­fi­os que An­go­la en­fren­ta, es­pe­ci­al­men­te os eco­nó­mi­cos, du­ran­te o seu man­da­to.

Os bis­pos estão pre­o­cu­pa­dos com a fal­ta de es­ta­bi­li­da­de de al­gu­mas fa­mí­li­as e a fal­ta de se­ri­e­da­de e con­sis­tên­cia da ac­ção edu­ca­ci­o­nal. Por es­ta ra­zão, D. Fi­lo­me­no Vi­ei­ra Di­as dis­se que a CEAST não se can­sa em in­sis­tir na pro­mo­ção de uma política fa­mi­li­ar e adop­ção de me­di­das que per­mi­tam aos jo­vens pro­jec­tar o seu fu­tu­ro e as­su­mir com­pro­mis­sos de lon­go prazo.

Pa­ra D. Fi­lo­me­no Vi­ei­ra Di­as, os jo­vens são a es­pe­ran­ça da Igre­ja, em­bo­ra es­te­jam ex­pos­tos ac­tu­al­men­te ao pe­ri­go de ser aba­la­dos por ou­tras dou­tri­nas. “Os jo­vens precisam de ser aju­da­dos a cres­cer e a ama­du­re­cer na fé”, dis­se, adi­an­tan­do que a igre­ja vai cui­dar des­ta ta­re­fa du­ran­te o trié­nio, que a CEAST quer de­di­car to­tal­men­te aos jo­vens.

Ou­tra ques­tão que a CEAST con­si­de­ra “com­ple­xa e de­li­ca­da” é o abor­to, que se for tra­ta­da com su­per­fi­ci­a­li­da­de, se­gun­do D. Fi­lo­me­no Vi­ei­ra Di­as, põe em pe­ri­go os fun­da­men­tos hu­ma­nos e mo­rais da ci­vi­li­za­ção cris­tã. “Não há in­te­res­se da nos­sa par­te em en­trar­mos em competições ide­o­ló­gi­cas. Ape­nas nos pre­o­cu­pa­mos com a de­fe­sa e pro­mo­ção do ho­mem que é par­te in­te­gran­te da pro­cla­ma­ção evan­gé­li­ca”, ex­pli­cou o pre­si­den­te da CEAST, pa­ra acres­cen­tar que a Igre­ja Ca­tó­li­ca não é con­tra a ci­ên­cia ou pro­gres­so.

A Igre­ja Ca­tó­li­ca, pros­se­guiu, ad­mi­ra e sus­ten­ta os fru­tos da pes­qui­sa e da in­te­li­gên­cia que é o si­nal da imagem de Deus no ho­mem. “Qu­e­re­mos que a ci­ên­cia es­te­ja ao ser­vi­ço do bem in­te­gral do ho­mem e não pa­rar ou di­fi­cul­tar o ca­mi­nho da ci­ên­cia ou a li­ber­da­de das pes­so­as. Mas ori­en­tar pa­ra que não se per­ca de vis­ta o va­lor e a dig­ni­da­de de to­do o ser hu­ma­no, desde a con­cep­ção até à morte”, es­cla­re­ceu o pre­la­do.

O pre­si­den­te da CEAST dis­se que a Igre­ja não é in­di­fe­ren­te ou in­sen­sí­vel a uma sé­rie de fac­to­res psi­co­ló­gi­cos e le­gais que são evo­ca­dos por uma cer­ta cor­ren­te de pen­sa­men­to a res­pei­to do abor­to.

Du­ran­te a as­sem­bleia, os bis­pos vão ana­li­sar tam­bém o que con­si­de­ram “ur­gen­te a ne­ces­si­da­de” de cri­a­ção dos tri­bu­nais ecle­siás­ti­cos e de uma área na Di­o­ce­se do Na­mi­be de­no­mi­na­da “Flo­res­ta”, com a res­pon­sa­bi­li­da­de de des­per­tar a sen­si­bi­li­da­de da sociedade pe­las ques­tões am­bi­en­tais. Além dis­so, vão re­ce­ber in­for­ma­ções úteis so­bre a vida das di­o­ce­ses e so­bre a presença de re­fu­gi­a­dos da Re­pú­bli­ca De­mo­crá­ti­ca do Con­go na Di­o­ce­se do Dun­do, pro­vín­cia da Lun­da-Nor­te.

D. Fi­lo­me­no Vi­ei­ra Di­as agra­de­ceu a res­pos­ta dos ci­da­dãos anó­ni­mos e ins­ti­tui­ções ca­tó­li­cas das diferentes di­o­ce­ses, es­pe­ci­al­men­te a Ca­ri­tas na­ci­o­nal e ao Spam, or­ga­nis­mo da CEAST de­di­ca­do a pas­to­ral das mi­gra­ções, pelo em­pe­nho no apoio aos re­fu­gi­a­dos.

Pa­ra o pre­la­do, a Igre­ja deve ser si­nal de es­pe­ran­ça e es­tar pre­o­cu­pa­da com as ne­ces­si­da­des dos po­bres e so­li­dá­ria com eles, atra­vés de ini­ci­a­ti­vas con­cre­tas di­ri­gi­das a es­te seg­men­to da po­pu­la­ção.

O en­con­tro dos bis­pos da CEAST é tam­bém um mo­men­to pri­vi­le­gi­a­do pa­ra for­ti­fi­car a união, olhar pa­ra o mo­men­to ac­tu­al da igre­ja em An­go­la e São To­mé e Prín­ci­pe e le­var a Igre­ja em ora­ção.

A CEAST re­a­li­za anu­al­men­te du­as as­sem­blei­as.

D. Fi­lo­me­no Vi­ei­ra Di­as agra­de­ceu a res­pos­ta dos ci­da­dãos anó­ni­mos e ins­ti­tui­ções ca­tó­li­cas das diferentes di­o­ce­ses, pelo em­pe­nho no apoio aos re­fu­gi­a­dos

CONTREIRAS PIPA | EDI­ÇÕES NOVEMBRO D. Fi­lo­me­no Vi­ei­ra Di­as (à es­quer­da) dis­se que os bis­pos da CEAST estão dis­pos­tos a co­la­bo­rar na pro­mo­ção do bem-co­mum

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