Pre­ços em Ca­cu­la­ma com su­bi­da cons­tan­te

Vá­ri­os mu­ní­ci­pes pa­ra­li­sa­ram as obras das suas mo­ra­di­as porque o ma­te­ri­al está mui­to ca­ro e di­fi­cil­men­te apa­re­ce

Jornal de Angola - - REGIÕES - Sónia Ma­ria | Ca­cu­la­ma

Os pre­ços dos principais ma­te­ri­ais de construção ci­vil re­gis­tam uma su­bi­da ver­ti­gi­no­sa, no mu­ni­cí­pio de Ca­cu­la­ma, a 54 qui­ló­me­tros, a Les­te da se­de ca­pi­tal da pro­vín­cia de Ma­lan­je, apu­rou o Jornal de An­go­la, aos agentes eco­nó­mi­cos na re­gião.

Os co­mer­ci­an­tes afir­ma­ram que, de­vi­do à su­bi­da de pre­ços dos principais ma­te­ri­ais de construção ci­vil, gran­de par­te de pes­so­as foram acon­se­lha­das a pa­ra­li­sar com a construção das ca­sas de ca­rác­ter de­fi­ni­ti­vo.

Na ron­da que o jornal efec­tu­ou cons­ta­tou-se que o sa­co de ci­men­to, que an­tes era ven­di­do a 1.600 kwan­zas, está ago­ra a cus­tar 3.100 kwan­zas, en­quan­to uma cha­pa de zin­co subiu de mil pa­ra 2.800 kwan­zas, fac­to que pre­o­cu­pa os ha­bi­tan­tes. Os co­mer­ci­an­tes afir­ma­ram que a su­bi­da dos pre­ços de ma­te­ri­ais de construção no mu­ni­cí­pio de Ca­cu­la­ma tem a ver com o au­men­to dos cus­tos no mai­or mer­ca­do na­ci­o­nal, Luanda.

Ou­tro fac­tor está re­la­ci­o­na­do com as más con­di­ções de cir­cu­la­ção na Es­tra­da Na­ci­o­nal 230, que li­ga Luanda à ci­da­de de Ma­lan­je e ao mu­ni­cí­pio de Ca­cu­la­ma, ex­pli­ca a co­mer­ci­an­te Maha­me­de Abu­du­le. A ven­de­do­ra, que ad­qui­re os ma­te­ri­ais de construção na ci­da­de de Luanda, dis­se que o mau estado da es­tra­da torna mais difícil a vi­a­gem, acres­cen­tan­do que, pa­ra o ma­te­ri­al che­gar ao mu­ni­cí­pio, le­va cer­ca de du­as se­ma­nas, o que en­ca­re­ce o pro­du­to.

Is­so mo­ti­vou a que o seu es­ta­be­le­ci­men­to efec­tue a ven­da do ma­te­ri­al aos mu­ní­ci­pes a um pre­ço mais al­to, de­vi­do à trans­por­ta­ção e ou­tros en­car­gos.

Ana Tei­xei­ra, mo­ra­do­ra do bair­ro Ca­gi­za, afir­mou que a su­bi­da de pre­ços dos ma­te­ri­ais de construção faz com que as pes­so­as re­cor­ram às cons­tru­ções pre­cá­ri­as, so­bre­tu­do no no­vo bair­ro Terra No­va, ha­bi­ta­do por fun­ci­o­ná­ri­os, na sua mai­o­ria jo­vens. A mo­ra­do­ra acre­di­ta que a ca­rên­cia de es­ta­be­le­ci­men­tos de ma­te­ri­ais de construção pos­sa es­tar igual­men­te en­tre as causas do au­men­to dos pre­ços a ní­vel do mu­ni­cí­pio de Ca­cu­la­ma.

O sa­co de ci­men­to, que an­tes era ven­di­do a 1.600 kwan­zas, está ago­ra a cus­tar 3.100, en­quan­to uma cha­pa de zin­co subiu de mil pa­ra 2.800

ARÃO MAR­TINS | EDI­ÇÕES NOVEMBRO O au­men­to do pre­ço do ci­men­to é uma das causas principais da pa­ra­li­sa­ção de obras

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