Re­ser­vas in­ter­na­ci­o­nais lí­qui­das con­ti­nu­am a cair

Ban­co cen­tral de­ci­de man­ter inal­te­ra­da a ta­xa de ju­ro ba­se de re­fe­rên­cia pe­lo se­gun­do mês con­se­cu­ti­vo em 18 por cento

Jornal de Angola - - ECONOMIA - Ar­man­do Es­tre­la

As re­ser­vas foi de 1,20 por cento, con­tra 1,04 por cento no mês an­te­ri­or e 2,04 por cento em De­zem­bro de 2016.

A in­fla­ção dos úl­ti­mos do­ze me­ses si­tu­ou-se em 23,67 por cento, con­tra 24,70 por cento no mês an­te­ri­or e 41,12 por cento no pe­río­do ho­mó­lo­go de 2016. O Ín­di­ce de Pre­ços no Con­su­mi­dor das pro­vín­ci­as de Lu­an­da, Ben­gue­la, Ca­bin­da e Huí­la re­gis­tou uma va­ri­a­ção de 1,13 por cento, 1,64 por cento, 1,19 por cento e 1,25 por cento, res­pec­ti­va­men­te, no pe­río­do de No­vem­bro a De­zem­bro de 2017.

O agre­ga­do mo­ne­tá­rio que con­gre­ga a to­ta­li­da­de dos de­pó­si­tos ban­cá­ri­os e as no­tas e mo­e­das em po­der pú­bli­co, de­no­mi­na­do M2, au­men­tou 2,04 por cento em De­zem­bro de 2017 e di­mi­nuiu 0,10 por cento nos úl­ti­mos 12 me­ses. ao mês an­te­ri­or, re­pre­sen­tou um au­men­to de 3,84 por cento e em ter­mos anu­ais de 4,00 por cento.

Ta­xa de ju­ro ba­se

O Ban­co Na­ci­o­nal de An­go­la de­ci­diu se­gun­da-fei­ra man­ter inal­te­ra­da, em 18 por cento ao ano, a ta­xa de ju­ro ba­se de re­fe­rên­cia, pe­lo se­gun­do mês con­se­cu­ti­vo, após o au­men­to em No­vem­bro pa­ra ten­tar con­tro­lar a su­bi­da da in­fla­ção acu­mu­la­da.

A ta­xa de ju­ro ba­se esteve fi­xa em 16 por cento até fi­nal de No­vem­bro úl­ti­mo, al­tu­ra em que au­men­tou pa­ra 18 por cento, por de­ci­são do BNA. O au­men­to foi jus­ti­fi­ca­do com os al­tos ní­veis de in­fla­ção acu­mu­la­da, o que le­vou o Co­mi­té de Po­lí­ti­ca Mo­ne­tá­ria (CPM) a con­cluir pe­la ne­ces­si­da­de de to­mar me­di­das de po­lí­ti­ca mo­ne­tá­ria com o pro­pó­si­to de re­ver­ter o ac­tu­al pro­ces­so in­fla­ci­o­nis­ta.

A ta­xa de ju­ro, cu­jas va­ri­a­ções po­dem ser­vir pa­ra con­tro­lar a evo­lu­ção da in­fla­ção, esteve fi­xa­da até Ju­lho de 2014 em 8,75 por cento, após um cor­te, na al­tu­ra, de meio pon­to per­cen­tu­al.

A ta­xa au­men­tou em 2015 pa­ra 9,00 por cento, ini­ci­an­do en­tão um ci­clo de su­bi­das, com três au­men­tos só em 2016, o úl­ti­mo dos quais em Ju­nho (do mes­mo ano).

Na reu­nião de se­gun­da­fei­ra, além de man­ter a ta­xa de ju­ro ba­se nos 18 por cento ao ano, até a pró­xi­ma re­a­va­li­a­ção, o BNA de­ci­diu tam­bém não me­xer na ta­xa de ju­ro de fa­ci­li­da­de per­ma­nen­te de ce­dên­cia de li­qui­dez, fi­xa­da em 20 por cento ao ano, e man­ter não re­mu­ne­ra­da a Fa­ci­li­da­de Per­ma­nen­te de Ab­sor­ção de Li­qui­dez e o co­e­fi­ci­en­te das re­ser­vas obri­ga­tó­ri­as so­bre os de­pó­si­tos em mo­e­da na­ci­o­nal em 21 por cento.

A pró­xi­ma reu­nião do Co­mi­té de Po­lí­ti­ca Mo­ne­tá­ria do BNA re­a­li­za-se no dia 28 de Fe­ve­rei­ro.

An­go­la é o se­gun­do país mem­bro da SADC com o mai­or vo­lu­me de re­ser­vas in­ter­na­ci­o­nais dis­po­ní­veis, per­den­do ape­nas pa­ra a Áfri­ca do Sul que, a 8 de Ja­nei­ro deste ano, con­ta­bi­li­za­va re­ser­vas ava­li­a­das em 42,927 mil mi­lhões de dó­la­res

DR A re­ser­va an­go­la­na con­traíu 6,64 por cento e si­tua-se ago­ra em 13,30 mil mi­lhões de dó­la­res

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