6.144 es­tão sem pa­gar Im­pos­to Pre­di­al Ur­ba­no

O tra­ba­lho ain­da vai a meio, mas a Ad­mi­nis­tra­ção Ge­ral Tri­bu­tá­ria já iden­ti­fi­cou na 1.912 apar­ta­men­tos fe­cha­dos, cu­jos pro­pri­e­tá­ri­os não re­si­dem ne­les, por ra­zões por apu­rar

Jornal de Angola - - PRIMEIRA PÁGINA - An­dré dos An­jos

A Ad­mi­nis­tra­ção Ge­ral Tri­bu­tá­ria (AGT) emi­tiu, no âm­bi­to da cha­ma­da "Ope­ra­ção Kilamba", que de­sen­vol­ve na cen­tra­li­da­de, des­de Agos­to do ano pas­sa­do, 6.144 no­ti­fi­ca­ções pa­ra re­gu­la­ri­za­ção do Im­pos­to Pre­di­al Ur­ba­no (IPU), re­ve­lou on­tem o co­or­de­na­dor da equi­pa, afec­ta à 4ª Re­gião Tri­bu­tá­ria de Lu­an­da, Carlos da Silva.

A ope­ra­ção ain­da vai a meio, ten­do si­do ins­pec­ci­o­na­dos ape­nas, até à da­ta, 372 edi­fí­ci­os, dos 710 exis­ten­tes na cen­tra­li­da­de, mas, além das ir­re­gu­la­ri­da­des fis­cais de­tec­ta­das, per­mi­tiu iden­ti­fi­car 1.912 apar­ta­men­tos fe­cha­dos, cu­jos pro­pri­e­tá­ri­os não re­si­dem ne­les, por ra­zões a apu­rar, dis­se.

Da­dos apu­ra­dos até ao mo­men­to, pros­se­guiu, con­fir­mam que o ín­di­ce de cum­pri­men­to da obri­ga­ção fis­cal IPU, na cen­tra­li­da­de, con­ti­nua bai­xo, com pou­co mais de 300 con­tri­buin­tes com a si­tu­a­ção fis­cal re­gu­la­ri­za­da.

A ope­ra­ção es­tá a ser de­sen­vol­vi­da por uma equi­pa cons­ti­tuí­da por 60 téc­ni­cos da AGT e 30 efec­ti­vos da Po­lí­cia Fis­cal.

Em Ou­tu­bro do ano pas­sa­do, co­man­dan­tes pro­vin­ci­ais da Po­lí­cia Fis­cal tes­te­mu­nha­ram uma ac­ção de fis­ca­li­za­ção, no sen­ti­do de ava­li­ar de per­to a ac­ti­vi­da­de que se es­pe­ra ve­nha a ser­vir de mo­de­lo pa­ra mis­sões do gé­ne­ro nou­tras localidades.

A “Ope­ra­ção Kilamba” con­sis­te em ac­ções de sen­si­bi­li­za­ção so­bre a im­por­tân­cia do pa­ga­men­to do IPU e no pa­ga­men­to vo­lun­tá­rio do Im­pos­to.

O IPU in­ci­de so­bre o ren­di­men­to do pré­dio ur­ba­no, quan­do es­te es­tá ar­ren­da­do, e so­bre o va­lor pa­tri­mo­ni­al dos pré­di­os ur­ba­nos, quan­do não se en­con­tram na­que­la con­di­ção. O pri­mei­ro ca­so é de­vi­do pe­lo ti­tu­lar ou be­ne­fi­ciá­rio das ren­das e o se­gun­do pe­lo pro­pri­e­tá­rio, usu­fru­tuá­rio ou be­ne­fi­ciá­rio do di­rei­to de su­per­fí­cie (de­ten­tor).

O Im­pos­to Pre­di­al Ur­ba­no é en­tre­gue pe­lo con­tri­buin­te que pro­ce­deu à sua li­qui­da­ção na Re­par­ti­ção Fis­cal com­pe­ten­te, até ao dia 30 do mês se­guin­te ao da re­ten­ção. Quan­do não há lu­gar a re­ten­ção na fon­te, o pa­ga­men­to é efec­tu­a­do em Ja­nei­ro, nu­ma pres­ta­ção úni­ca, ou em du­as pres­ta­ções, nos me­ses de Ja­nei­ro e Ju­lho.

Quan­to aos pré­di­os não ar­ren­da­dos, o IPU de­ve tam­bém ser pa­go em pres­ta­ção úni­ca, em Ja­nei­ro, po­den­do, a pe­di­do do con­tri­buin­te, ser pa­go em qua­tro pres­ta­ções (Ja­nei­ro, Abril, Ju­lho e Ou­tu­bro). Se­gun­do Carlos da Silva, as ac­ções de sen­si­bi­li­za­ção e fis­ca­li­za­ção per­mi­ti­ram apu­rar que há mui­tos ci­da­dãos que não sa­bem o va­lor do IPU nem dos be­ne­fí­ci­os daí re­sul­tan­tes.

A Quar­ta Re­par­ti­ção Fis­cal de Lu­an­da é um dos vá­ri­os ser­vi­ços tri­bu­tá­ri­os que per­ten­cem à Ter­cei­ra Re­gião Tri­bu­tá­ria, que abar­ca as pro­vín­ci­as de Lu­an­da e Ben­go. A Ter­cei­ra Re­gião Tri­bu­tá­ria é um dos se­te ser­vi­ços re­gi­o­nais da AGT, o or­ga­nis­mo do Es­ta­do que tem por mis­são fun­da­men­tal pro­por e exe­cu­tar a po­lí­ti­ca tri­bu­tá­ria do Es­ta­do e as­se­gu­rar o seu in­te­gral cum­pri­men­to, bem co­mo ad­mi­nis­trar os im­pos­tos, di­rei­tos adu­a­nei­ros e de­mais tri­bu­tos que lhe se­jam atri­buí­dos.

Ain­da no âm­bi­to das su­as atri­bui­ções, a AGT as­su­me tam­bém o con­tro­lo das fron­tei­ras do país e do ter­ri­tó­rio adu­a­nei­ro na­ci­o­nal, pa­ra fins fis­cais, eco­nó­mi­cos e de protecção da so­ci­e­da­de, de acor­do com as po­lí­ti­cas de­fi­ni­das pe­lo Exe­cu­ti­vo. Por den­tro A Cen­tra­li­da­de do Kilamba fi­ca 40 qui­ló­me­tros a sul do cen­tro da ci­da­de de Lu­an­da. Ad­mi­nis­tra­ti­va­men­te, faz par­te do mu­ni­cí­pio de Be­las. Con­si­de­ra­do um dos mai­o­res pro­jec­tos imo­bi­liá­ri­os em Áfri­ca, a ci­da­de foi inau­gu­ra­da em Ju­lho de 2011.

Tem 82 mil apar­ta­men­tos, nu­ma área de 54 qui­ló­me­tros qua­dra­dos. A pri­mei­ra pe­dra do em­pre­en­di­men­to foi lan­ça­da a 31 de Agos­to de 2008. Os pré­di­os es­tão dis­pos­tos em qua­tro quar­tei­rões.

A ci­da­de tem es­ta­ções pró­pri­as de tra­ta­men­to de água po­tá­vel e de águas re­si­du­ais. Tem, ain­da, du­as es­ta­ções eléc­tri­cas.

A cen­tra­li­da­de foi cons­truí­da sem bar­rei­ras ar­qui­tec­tó­ni­cas, de mo­do a que as pes­so­as por­ta­do­ras de de­fi­ci­ên­cia pos­sam cir­cu­lar de for­ma au­tó­no­ma e com se­gu­ran­ça. Os apar­ta­men­tos da Ci­da­de do Kilamba são do ti­po T3 A, B, C e T5. As ca­sas T3 A e B têm 110 me­tros qua­dra­dos, as T3 C têm 120 e as T5 têm 150 me­tros qua­dra­dos.

DR

Des­de o iní­cio da ope­ra­ção, em Agos­to de 2017, a AGT já de­tec­tou 6.144 in­frac­ções fis­cais

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