A hu­ma­ni­za­ção dos ser­vi­ços pú­bli­cos

Jornal de Angola - - OPINIÃO -

A Ad­mi­nis­tra­ção do Es­ta­do com­por­ta inú­me­ros ser­vi­ços pú­bli­cos que têm de de­sem­pe­nhar múl­ti­plas e com­ple­xas ta­re­fas pa­ra re­sol­ver va­ri­a­dos pro­ble­mas da po­pu­la­ção. Nes­te sen­ti­do, quan­do os ci­da­dãos se di­ri­gem a um ser­vi­ço pú­bli­co, es­pe­ram que os seus pro­ble­mas se­jam re­sol­vi­dos com ce­le­ri­da­de, por­que en­ten­dem que o Es­ta­do é uma pes­soa de bem que se pre­o­cu­pa, per­ma­nen­te­men­te, com o bem-es­tar das pes­so­as.

Os in­te­res­ses das po­pu­la­ções, não é de­mais re­pe­ti-lo , têm de es­tar no cen­tro das pre­o­cu­pa­ções dos ser­vi­ços do Es­ta­do, que tu­do de­ve fa­zer pa­ra re­sol­vê-los com efi­ci­ên­cia.

Aper­ce­be­mo-nos, com sa­tis­fa­ção, que o Mi­nis­té­rio da Saú­de tem le­va­do a ca­bo um pro­ces­so de hu­ma­ni­za­ção dos seus ser­vi­ços, que não são poucos e que têm uma enor­me im­por­tân­cia pa­ra a vi­da dos ci­da­dãos. Basta aten­tar­mos no nú­me­ro de hospitais do país e de pes­so­as que a eles acor­rem, pa­ra con­se­gui­rem assistência mé­di­ca e me­di­ca­men­to­sa.

Os mé­di­cos, os en­fer­mei­ros e ou­tros tra­ba­lha­do­res da Saú­de de­vem per­ce­ber que o seu pa­pel na so­ci­e­da­de é de su­ma im­por­tân­cia pa­ra a vi­da da Na­ção. Sem saú­de não há so­ci­e­da­de que se de­sen­vol­va. O sec­tor da Saú­de é um fac­tor de­ci­si­vo no pro­ces­so de de­sen­vol­vi­men­to do país.

No en­tan­to, é im­por­tan­te re­fe­rir que o pro­ces­so de hu­ma­ni­za­ção dos ser­vi­ços pú­bli­cos não se li­mi­ta ape­nas ao sec­tor da Saú­de. Ou­tros de­par­ta­men­tos mi­nis­te­ri­ais de­vem tam­bém le­var a ca­bo ac­ções que vão no sen­ti­do de me­lho­rar o aten­di­men­to aos ci­da­dãos. Os que tra­ba­lham na Ad­mi­nis­tra­ção não po­dem pen­sar que fa­zem um fa­vor aos ci­da­dãos, quan­do têm de lhes pres­tar um ser­vi­ço. É sua obri­ga­ção ser­vir bem as po­pu­la­ções. Mui­ta coi­sa tem mu­da­do, pa­ra me­lhor, nos úl­ti­mos anos em ter­mos de aten­di­men­to ao pú­bli­co por par­te dos ser­vi­ços do Es­ta­do, mas há ain­da mui­to ca­mi­nho a per­cor­rer pa­ra que con­si­ga­mos atin­gir a ex­ce­lên­cia.

Os que têm a obri­ga­ção de ser­vir os ci­da­dãos de­vem mos­trar que es­tão nos seus pos­tos de tra­ba­lho, ex­clu­si­va­men­te, pa­ra con­tri­buir pa­ra a pros­pe­ri­da­de do nos­so país. Um ser­vi­dor do Es­ta­do não de­ve, por exem­plo, com­pli­car a vi­da das pes­so­as que que­rem cri­ar pe­que­nas ou mé­di­as em­pre­sas, num con­tex­to co­mo o nos­so em que é ne­ces­sá­rio em­pe­nhar to­da a nos­sa ca­pa­ci­da­de em­pre­en­de­do­ra no cres­ci­men­to eco­nó­mi­co do país.

As em­pre­sas são es­sen­ci­ais pa­ra o de­sen­vol­vi­men­to da eco­no­mia . Quan­do uma eco­no­mia cres­ce, mui­tos pro­ble­mas são re­sol­vi­dos. E re­sol­ver os pro­ble­mas do po­vo cons­ti­tui uma das prin­ci­pais mis­sões dos ser­vi­ços pú­bli­cos.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Angola

© PressReader. All rights reserved.