PERISCÓPIO Cães va­di­os

Jornal de Angola - - SOCIEDADE - Lu­ci­a­no Ro­cha

As três mor­tes re­cen­tes, no Ca­zen­ga, de­vi­do a mor­de­du­ras de um cão, re­cor­da, uma vez mais, a in­cú­ria de al­guns res­pon­sá­veis por Lu­an­da, aos mais va­ri­a­dos ní­veis, que nos en­ver­go­nha a to­dos.

As mor­tes de­ram-se no Ca­zen­ga, mas po­di­am ter su­ce­di­do nou­tro qual­quer pon­to da pro­vín­cia, de­sig­na­da­men­te na ca­pi­tal, on­de, ca­da vez mais, se vêem, a qual­quer ho­ra do dia e da noi­te, cães es­can­ze­la­dos, à vol­ta de con­ten­to­res de li­xo pe­ran­te a pas­si­vi­da­de das au­to­ri­da­des.

Os aci­den­tes acon­te­cem em qual­quer la­do, sa­be­mos to­dos, mas há os que po­dem ser evi­ta­dos mais fa­cil­men­te, des­de que à fren­te das ci­da­des, vi­las e al­dei­as ha­ja pes­so­as, no mí­ni­mo, in­te­res­sa­das em jus­ti­fi­car o que ganham, cum­pram as obri­ga­ções que acei­ta­ram as­su­mir e se pre­o­cu­pem mais com o bem-es­tar das po­pu­la­ções.

A re­co­lha de ani­mais va­di­os, que já foi usu­al em Lu­an­da, não é ta­re­fa com­pli­ca­da. Basta que­rer. E com is­so evi­tar mor­tes, co­mo as do Ca­zen­ga. Que têm res­pon­sá­veis. Igual­men­te fá­ceis de iden­ti­fi­car. A vi­da hu­ma­na tem demasiado va­lor pa­ra ser dei­xa­da à sor­te do des­lei­xo e pre­gui­ça se­ja de quem for.

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