Pre­ços dos li­vros

Jornal de Angola - - OPINIÃO -

Gos­ta­va que os nos­sos li­vros fos­sem mais ba­ra­tos, em par­ti­cu­lar nes­ta fa­se em que as fa­mí­li­as têm ren­di­men­tos. Era bom que fos­sem de­sa­gra­va­dos os im­pos­tos que re­ca­em so­bre os li­vros, pa­ra que os jo­vens es­tu­dan­tes do en­si­no mé­dio e su­pe­ri­or pu­des­sem ter aces­so a obras de vá­ri­os au­to­res que es­cre­vem em di­fe­ren­tes lín­guas. Quan­do es­ti­ve na uni­ver­si­da­de já che­guei a pre­pa­rar uma pro­va len­do obras em fran­cês. Os meus co­le­gas do cur­so fi­ca­ram es­pan­ta­dos e acha­vam que eu es­ta­va a per­der tem­po. Eu di­zia-lhes, a brin­car, o se­guin­te: “Eu não que­ro ter uma no­ta vin­te. Que­ro ter 21.” Eu di­zia-lhes que os bons li­vros não es­ta­vam ape­nas escritos em por­tu­guês e que deviam apos­tar no co­nhe­ci­men­to de lín­guas es­tran­gei­ras, no­me­a­da­men­te o in­glês e o fran­cês. Que ha­ja im­por­ta­ções de li­vros em vá­ri­as lín­guas. Há mui­tos an­go­la­nos no nos­so país que fa­lam o in­glês e o fran­cês, por te­rem vi­vi­do em paí­ses vizinhos.

AMÉ­LIA JOÃO Cas­sen­da

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