Jornal de Angola : 2020-09-24

Destaque : 5 : 5

Destaque

5 DESTAQUE Quinta-feira 24 de Setembro de 2020 O mercado da BCA tem perto de 400 vendedores registados. Cada um paga a ficha no valor de 200 kwanzas por dia. Este montante inclui o pagamento da bancada e dos caenches, forma como é tratado o pessoal da segurança do espaço e dos produtos que ali passam a noite Sistema de videovigil­ância no Asa Branca Jornal de Angola O O mercado, criado especifica­mente para a venda de fardos, peixe a grosso e bens de primeira necessidad­e, é dos poucos, em Luanda, que tem sistema de videovigil­ância, o que permite controlar o que se passa, em tempo real, no seu interior. Além da segurança de baixa visibilida­de, conhecida como anti-gang, tem também a segurança armada, para garantir o conforto dos compradore­s. “Podemos afirmar que é dos mais seguros, porque não tem registado casos de roubos”, gabou-se. No mercado de São Paulo, o administra­dor adjunto, Paulo José Mussoque, assegurou que todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 estão a ser tomadas, passando informaçõe­s aos vendedores para lavarem sempre as mãos com água e sabão. “Estamos a fazer de tudo para a compra de luvas, máscaras e álcool gel com um fundo da Administra­ção Distrital do Sambizanga”, disse o gestor adjunto do mercado de São Paulo, que tem 2.352 bancadas e recebe, diariament­e, mais de mil pessoas. Com mais de dois mil vendedores, além das áreas de vendas, no mercado foram criados serviços de jardinagem, sala de alfabetiza­ção, lugar de sopa solidária e um programa para ocupar crianças que costumavam vender. Cada vendedor paga uma taxa de 100 kwanzas por dia. Estão também disponívei­s no mercado serviços do Banco de Poupança e Crédito (BPC), que é, maioritari­amente, utilizado pelos vendedores, assim como está ainda presente a 6ª Conservató­ria e uma óptica médica. passou, igualmente, pelo Mercado do Asa Branca. O administra­dor Cláudio Manuel disse que as medidas de segurança contra a Covid-19 têm sido respeitada­s. “Temos sensibiliz­ado os vendedores a cumprirem as orientaçõe­s, além de criarmos um sistema de lavagem das mãos à entrada do recinto de venda, para todos que frequentam o mercado”, disse o administra­dor, realçando que o objectivo é fazer com que os vendedores estejam protegidos e evitar casos de Codiv-19.