Im­pos­to Pre­di­al

Jornal de Economia & Financas - - Primeira Página - Cruz do Es­pí­ri­to San­to fis­ca­lis­ta, ges­tor de apro­vi­si­o­na­men­to e de stock

OIm­pos­to Pre­di­al Ur­ba­no (IPU) é o mais fa­la­do nes­te mo­men­to, que o qual es­tá sus­ci­tar mais per­gun­tas e dú­vi­das às pes­so­as que que­rem co­nhe­cer a es­sên­cia des­te im­pos­to, quem deve pa­gar e quem não deve pa­gar im­pos­to. Em fun­ção das per­gun­tas, dú­vi­da e pon­tos de in­ter­ro­ga­ções dos ci­da­dãos é ur­gen­te que as au­to­ri­da­des que su­pe­rin­ten­dem o sistema fis­cal fa­çam um tra­ba­lho pro­fun­do em ter­mos de cam­pa­nhas de sen­si­bi­li­za­ção pa­ra cons­ci­en­ci­a­li­zar as pes­so­as so­bre a im­por­tân­cia do pagamento do IPU e ou­tros. Tem que ser uma cam­pa­nha in­ten­si­va, ex­ten­si­va, in­clu­si­va e em to­das lín­guas na­ci­o­nais, e em to­dos os mu­ni­cí­pi­os e co­mu­nas. O IPU é con­si­de­ra­do um im­pos­to lo­cal eé a prin­ci­pal fon­te de re­cei­ta pa­ra as au­tar­qui­as, daí a ne­ces­si­da­de de se di­vul­gar mais es­te im­pos­to.

Im­pos­to Pre­di­al Ur­ba­no in­ci­de so­bre o arrendamento ou de­ten­ção de um imóvel, quer se­ja ca­sa, apar­ta­men­to, es­ta­be­le­ci­men­tos co­mer­ci­ais, in­dús­tri­as, ter­re­nos ou cons­tru­ções mó­veis, que per­ma­ne­çam num de­ter­mi­na­do lo­cal por um pe­río­do su­pe­ri­or a seis me­ses. Os imó­veis ar­ren­da­dos pa­gam 15 por cen­to do va­lor e os não ar­ren­da­dos até 5.000.000 de kwan­zas não pa­gam. Aci­ma des­te va­lor, ou se­ja, o ex­ces­so pa­gam 0,5 por cen­to. A pri­mei­ra pres­ta­ção paga-se em Ja­nei­ro e a se­gun­da em Ju­lho, mas po­de-se pa­gar em qua­tro pres­ta­ções des­de que o con­tri­buin­te co­mu­ni­que a Re­par­ti­ção Fis­cal e paga-se Ja­nei­ro, Abril, Ju­lho e Ou­tu­bro.

Os pré­di­os di­vi­dem-se em três par­tes. 1Os pré­di­os são ur­ba­nos quan­do es­tão nu­ma área ur­ba­na, ex­cep­to os ter­re­nos pa­ra efei­tos agrí­co­las. 2 - Os pré­di­os são rús­ti­cos quan­do es­tão fo­ra da área ur­ba­na, ex­cep­to os ter­re­nos pa­ra cons­tru­ção. 3- Os pré­di­os são mis­tos quan­do es­tão nu­ma área ur­ba­na e não ur­ba­na. Pa­ra se con­si­de­rar pré­dio, deve-se ter em con­ta três ele­men­tos: as­pec­to fí­si­co, ter um va­lor eco­nó­mi­co e o as­pec­to ju­rí­di­co.

A um as­pec­to im­por­tan­te, em vez de se­rem os pro­pri­e­tá­ri­os dos imó­veis a irem se ins­cre­ver nas Re­par­ti­ções Fis­cais con­for­me diz a lei, de­via-se fa­zer o in­ver­so, ir-se ao en­con­tro dos pro­pri­e­tá­ri­os e co­me­çar-se a fa­zer a ins­cri­ção dos imó­veis, por­que de ou­tra for­ma se­rá mui­to di­fí­cil au­men­tar as re­cei­tas fis­cais atra­vés do IPU, pri­mei­ro por­que as pes­so­as não têm a cul­tu­ra de pa­gar im­pos­to, se­gun­do a mai­or par­te das pes­so­as ha­bi­tu­ou-se du­ran­te mui­tos anos a não pa­gar es­te im­pos­to e mes­mo aque­las pes­so­as mais in­for­ma­das e for­ma­das tam­bém não que­rem pa­gar. A tí­tu­lo de exem­plo, mui­tas ve­zes quan­do os téc­ni­cos da AGT vão às re­si­dên­ci­as ou in­ter­pe­lam as pes­so­as pa­ra sen­si­bi­li­za­rem so­bre a im­por­tân­cia do im­pos­to, às ve­zes são ig­no­ra­dos, por­que mui­tos ci­da­dãos acham que o fac­to de com­pra­rem ou cons­truí­rem um imóvel não deve pa­gar im­pos­to. Des­ta for­ma, cha­ma-se aten­ção no sen­ti­do de se cri­ar uma es­tra­té­gia mais ac­tu­an­te pa­ra se con­tor­nar esta si­tu­a­ção. As pes­so­as têm que men­ta­li­zar que se que­rem que o Es­ta­do crie ca­da vez mais con­di­ções pa­ra os ci­da­dãos é pre­ci­so que to­dos con­tri­bu­am pa­ra que es­sas con­di­ções se ma­te­ri­a­li­zem.

In­de­pen­den­te­men­te da di­men­são do imóvel, se es­tá isen­ta ou não to­dos de­vem es­tar ins­cri­tos, ava­li­a­dos e em al­guns ca­sos re­a­va­li­a­dos por­que fo­ram re­mo­de­la­das, pois têm no­vas con­di­ções co­mo água, luz, jar­dim e pis­ci­na. Lo­go, esta ca­sa es­tá mais va­lo­ri­za­da. Deve-se fa­zer tam­bém uma re­a­va­li­a­ção dos imó­veis dos con­do­mí­ni­os e de al­gu­mas ur­ba­ni­za­ções por­que mui­tas des-

QUANTO À PROPRIEDADE RESOLÚVEL (RENDA RESOLÚVEL) E O SISTEMA DE ARRENDAMENTO, PAGA O IPU QUEM USA O IMÓVEL E ISTO É DE LEI. NOS PRÓXIMOS PROCESSOS DE VENDA DEVE-SE ACAUTELAR ESTA QUESTÃO PA­RA SE EVITAR OS CONSTRANGIMENTOS ACTUAIS

tas ca­sas não fo­ram ven­di­das ao pre­ço re­al, mas sim a pre­ços es­pe­cu­la­ti­vos, por­que na al­tu­ra ha­via mui­ta ca­rên­cia de ha­bi­ta­ção e o mer­ca­do es­ta­va mui­to in­fla­ci­o­na­do. Se se fi­zer uma re­a­va­li­a­ção des­tes imó­veis, os pro­pri­e­tá­ri­os dos mes­mos pa­ga­rão um va­lor mais re­du­zi­do e jus­to.

Pa­ra se ava­li­ar um imóvel tem que se ter em con­ta seis as­pec­tos: va­lor ba­se, área de co­ber­tu­ra do imóvel, lo­ca­li­za­ção, da­ta de emis­são da li­cen­ça até a da­ta da con­clu­são da obra, o con­for­to e a uti­li­da­de do imóvel. A ava­li­a­ção ou re­a­va­li­a­ção tem co­mo fi­na­li­da­de de­fi­nir o va­lor dos imó­veis.

Quanto à propriedade resolúvel (renda resolúvel) e o sistema de arrendamento, paga o IPU quem usa o imóvel e isto é de lei. Nos próximos processos de venda deve-se acautelar esta questão pa­ra se evitar os constrangimentos actuais.

ARQUIVO JE

ARQUIVO JE

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Angola

© PressReader. All rights reserved.