Mer­ca­do ci­men­tei­ro tem na for­ja no­vas li­nhas de pro­du­ção

A uni­da­de de pro­du­ção lo­ca­li­za­da na zo­na in­dus­tri­al do mu­ni­cí­pio de Ca­cu­a­co tem um in­ves­ti­men­to de 300 milhões de dólares e es­tá equi­pa­da com al­ta tec­no­lo­gia.

Jornal de Economia & Financas - - Primeira Página -

Afá­bri­ca da No­va Cimangola pre­vis­ta pa­ra ar­ran­car na se­gun­da semana de Ja­nei­ro do ano em cur­so, foi adi­a­da pa­ra o fi­nal do mês cor­ren­te. Tu­do se fi­cou a de­ver a atra­sos na che­ga­da de al­guns equi­pa­men­tos.

Ini­ci­al­men­te pre­vis­ta pa­ra ar­ran­car aos 17 do mês cor­ren­te, a no­va uni­da­de fa­bril da Cimangola, lo­ca­li­za­da em Ca­cu­a­co, co­me­ça­rá a pro­du­zir ape­nas na pri­mei­ra semana de Fe­ve­rei­ro. Nu­ma pri­mei­ra fa­se pro­du­zi­rá clin­quer, es­tan­do pre­vis­to igual­men­te o fa­bri­co de ci­men­to. A no­va fá­bri­ca re­sul­ta de um in­ves­ti­men­to de 300 milhões de dólares. Se­gun­do apu­rou o JE, as má­qui­nas já fo­ram to­das ins­ta­la­das, fal­tan­do po­rém al­gu­mas pe­ças e res­pec­ti­vas afi­na­ções.

Lo­ca­li­za­da no mu­ni­cí­pio de Ca­cu­a­co, em Lu­an­da, a no­va fá­bri­ca da No­va Cimangola con­ta­rá com tec­no­lo­gia de úl­ti­ma ge­ra­ção.

Em 2016 a No­va Cimangola con­ta­va com uma pro­du­ção de 500 mil to­ne­la­das de clin­quer, quan­ti­da­de re­for­ça­da com a importação de 700 to­ne­la­das. No en­tan­to, a fal­ta de di­vi­sas tem con­di­ci­o­na­do a importação des­te pro­du­to fun­da­men­tal na ca­deia de pro­du­ção de ci­men­to. A fá­bri­ca con­ta nes­te mo­men­to com uma ca­pa­ci­da­de de pro­du­ção de 240 to­ne­la­das/hora.

A em­pre­sa for­ne­ce 3.500 to­ne­la­das de ci­men­to/dia. A fá­bri­ca pro­duz 500 mil to­ne­la­das e, pa­ra ga­ran­tir a sua pro­du­ção, são im­por­ta­das 700 to­ne­la­das de clin­quer. Até ao fi­nal de 2016 pre­ten­dia pro­du­zir 1 mi­lhão e 300 mil to­ne­la­das de ci­men­to, po­rém fa­ce à fra­ca ab­sor­ção do pro­du­to no mer­ca­do na­ci­o­nal, a pro­du­ção deve si­tu­ar-se em 1 mi­lhão e 100 to­ne­la­das/ano. A em­pre­sa tra­ba­lha com téc­ni­cos an­go­la­nos na área de pro­du­ção. O fun­ci­o­na­men­to re­gu­lar da ma­qui­na­ria é as­se­gu­ra­do por téc­ni­cos ex­pa­tri­a­dos.

Além da no­va fá­bri­ca da No­va Cimangola, a in­dús­tria ci­men­tei­ra con­ta mais três uni­da­des, de­sig­na­da­men­te, CIF, Sé­cil Lo­bi­to, Ci­ment­fort, Ci­men­to Ye­tu e No­va Cimangola. A ca­pa­ci­da­de ins­ta­la­da nas uni­da­des fa­bris de Lu­an­da no­me­a­da­men­te, a CIF é 3.800.000 to­ne­la­das/ano, en­quan­to a No­va Cimangola ron­da 1.800.000. Na pro­vín­cia do Cuanza Sul, a FKCS pro­duz 1.350.000. Por sua vez, a pro­vín­cia de Ben­gue­la con­ta igual­men­te com du­as fá­bri­cas, de­sig­na­da­men­te, a Sé­cil Lo­bi­to com uma pro­du­ção de 300.000 to­ne­la­das/ano e a Ci­men­fort com 750.000 , per­fa­zen­do um to­tal de 8.000.000 to­ne­la­das anuais no país.

VIGAS DA PURIFICAÇÃO

Com a en­tra­da em fun­ci­o­na­men­to da no­va uni­da­de fa­bril, a de­man­da do ci­men­to po­de­rá co­nhe­cer re­du­ção

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