Es­ta­tais do­mi­nam

As mai­o­res em­pre­sas pe­tro­lí­fe­ras em to­do o mun­do são de ca­pi­tais pú­bli­cos e per­se­guem fins do Es­ta­do

Jornal de Economia & Financas - - Mercados -

As mai­o­res em­pre­sas de pe­tró­leo e gás do mun­do são es­ta­tais - as cha­ma­das “Na­ti­o­nal Oil Com­pa­ni­es (NOCs).

En­tre elas, es­tão a Sau­di Aram­co (Ará­bia Sau­di­ta), a Ni­oc (Irão), a KPC (Kuwait), a Ad­noc (Abu Dha­bi), a Gaz­prom (Rús­sia), a CNPC (Chi­na), a Pdv­sa (Ve­ne­zu­e­la), a Sta­toil (No­ru­e­ga), a Pe­tro­nas (Ma­lá- sia), a NNPC (Ni­gé­ria), a So­nan­gol (An­go­la), a Pe­mex (Mé­xi­co) e a Pe­tro­bras (Bra­sil).

Nu­ma es­ti­ma­ti­va con­ser­va­do­ra, fei­ta há já al­guns anos, an­tes do pré-sal ser bem co­nhe­ci­do, as NOCs já do­mi­na­vam 73 por cen­to das re­ser­vas pro­va­das de pe­tró­leo do mun­do e res­pon­di­am por 61 da pro­du­ção de óleo. Se­gun­do a Agên­cia In­ter­na­ci­o­nal de Ener­gia (AIE), a ten­dên­cia é a de que as NOCs se­jam res­pon­sá­veis por 80 por cen­to da pro­du­ção adi­ci­o­nal de pe­tró­leo e gás até 2030, pois elas do­mi­nam as re­ser­vas.

To­da­via, o ce­ná­rio his­tó­ri­co des­se per­cur­so diz nem sem­pre as coi­sas fo­ram as­sim, tal co­mo se vê ho­je. Até 1970, as cha­ma­das In­ter­na­ti­o­nal Oil Com­pa­ni­es (IOCs), as gran­des mul­ti­na­ci­o­nais, as Se­te Ir­mãs, do­mi­na­vam in­tei­ra­men­te 85 por cen­to das re­ser­vas mun­di­ais de pe­tró­leo.

Ou­tros 14 por cen­to das ja­zi­das eram do­mi­na­dos por em­pre­sas pri­va­das me­no­res e as NOC ti­nham aces­so a ape­nas um por cen­to das re­ser­vas. As es­ta­tais que exis­ti­am na épo­ca, co­mo a YPF (Ar­gen­ti­na) a Pe­mex (Mé­xi­co), a Pe­tro­bras (Bra­sil) e a PDV­SA (Ve­ne­zu­e­la), não ti­nham a me­nor in­fluên­cia re­al nes­se mer­ca­do.

As IOCs fa­zi­am o que bem en­ten­di­am. Di­ta­vam a pro­du­ção e o pre­ço do pe­tró­leo e de­ri­va­dos no mun­do, sem­pre com a pers­pec­ti­va de cur­to pra­zo de ob­ter o mai­or lu­cro pos­sí­vel e re­mu­ne­rar ac­ci­o­nis­tas.

ARQUIVO JE

Ce­ná­rio his­tó­ri­co diz que já hou­ve épo­ca em que os pri­va­dos ti­nham con­tro­lo to­tal

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