Dez anos a ser­vir

Jornal de Economia & Financas - - Opinião -

É pon­to as­sen­te de que uma economia só se mo­ve com uma re­de de trans­por­te efi­ci­en­te. A vi­são es­tra­té­gi­ca do Exe­cu­ti­vo an­go­la­no em in­ves­tir for­te, nos úl­ti­mos dez anos, pro­vou que o de­sa­fio va­leu. Foi um gran­de ga­nho.

A es­ta­bi­li­da­de ma­cro-eco­nó­mi­ca tam­bém con­tri­buiu pa­ra que o sec­tor dos trans­por­te man­ti­ves­se co­mo o “mo­tor” da ac­ti­vi­da­de pro­du­ti­va na­ci­o­nal.

Hou­ve em­pe­nho. Há tra­ba­lho. Os indicadores de cres­ci­men­to são vi­sí­veis a olho “nu”. O país avan­ça, ape­sar do actual ce­ná­rio de in­cer­te­zas.

O ba­lan­ço que nos úl­ti­mos di­as o sec­tor dos trans­por­tes tem vin­do a fa­zer nas em­pre­sas, pa­ra ave­ri­guar aqui­lo que foi re­a­li­za­do e o porquê da não efec­ti­va­ção no es­pa­ço de dez anos, e que cul­mi­nou com a re­a­li­za­ção do Con­se­lho Con­sul­ti­vo, que de­cor­reu sob o le­ma “Trans­por­tes em nú­me­ros” é si­nal de um ri­gor e em­pe­nho por par­te do Es­ta­do na ma­te­ri­a­li­za­ção dos ob­jec­ti­vos tra­ça­dos.

É ver­da­de que nem tu­do foi ou é um “mar-de-ro­sas”, mas há que con­vir de que o tra­ba­lho faz-se tra­ba­lhan­do. Aliás, co­mo diz um ve­lho adá­gio:“Só er­ra quem tra­ba­lha”.

Mui­to tra­ba­lho te­rá de ser fei­to, pa­ra se alcançar a ex­ce­lên­cia, co­mo dis­se o ti­tu­lar da pas­ta, no seu dis­cur­so de aber­tu­ra do Con­se­lho Con­sul­ti­vo, mas a me­ta foi al­can­ça­da a 90 por cento, se não fos­se a cri­se, a ta­xa de re­a­li­za­ção se­ria a 100 por cento.

Os de­sa­fi­os são enor­mes pa­ra o sec­tor, já que o país es­tá in­se­ri­do num es­pa­ço ge­o­grá­fi­co bas­tan­te com­pe­ti­ti­vo, e que exi­ge o adi­an­tar das ac­ções, pa­ra que a nos­sa economia pos­sa “om­bre­ar” com as de­mais da re­gião Aus­tral.

As em­pre­sas do sec­tor dos trans­por­tes têm aqui um pa­pel pre­pon­de­ran­te e de­ci­si­vo, daí os avul­ta­dos in­ves­ti­men­tos apli­ca­dos e alo­ca­dos pe­lo Go­ver­no Cen­tral, pa­ra a ma­te­ri­a­li­za­ção dos pro­jec­tos propostos, tan­to no do­mí­nio aé­reo, ter­res­tre, fer­ro-por­tuá­rio, por­tuá­rio e ma­rí­ti­mo.

O gran­de de­sa­fio deve ser ago­ra a ren­ta­bi­li­za­ção das fir­mas, ten­do co­mo fo­co re­cu­pe­rar a mé­dio e lon­go pra­zos, os di­nhei­ros apli­ca­dos.

É uma ta­re­fa in­gen­te, mas gra­ti­fi­can­te, pois, ha­ve­rá ne­ces­si­da­de de se apos­tar na for­ma­ção dos re­cur­sos hu­ma­nos, sen­do es­tes o ga­ran­te da di­na­mi­za­ção da economia, atra­vés das em­pre­sas on­de “la­bu­tam”.

A cons­ti­tui­ção de parcerias pú­bli­co-privadas no sec­tor dos trans­por­tes tam­bém é um caminho que deve ser trilhado e aca­ri­nha­do, pa­ra que os indicadores propostos pa­ra se alcançar o de­sen­vol­vi­men­to se­jam atin­gi­dos.

Há uma vas­ta ex­pe­ri­ên­cia no sec­tor pri­va­do que deve ser apro­vei­ta­da ao má­xi­mo, pa­ra que An­go­la en­con­tre ra­pi­da­men­te o caminho do au­men­to da pro­du­ção in­ter­na e co­me­ce tam­bém a ex­por­tar co­mo an­ti­ga­men­te. Te­mos re­cur­sos na­tu­rais, que uma vez bem apro­vei­ta­dos, po­dem aju­dar a for­ta­le­cer a nos­sa economia, cri­an­do as­sim mi­lha­res de pos­tos de tra­ba­lho, que por sua vez irá aju­dar a de­be­lar a pro­ble­má­ti­ca do de­sem­pre­go, que as­so­la mai­o­ri­ta­ri­a­men­te os jo­vens, que por si­nal são a mai­o­ria da po­pu­la­ção.

CONS­TI­TUI­ÇÃO DE PARCERIAS PÚ­BLI­CO-PRIVADAS NO SEC­TOR DOS TRANS­POR­TES TAM­BÉM É UM CAMINHO QUE DEVE SER TRILHADO PA­RA SE ALCANÇAR OS INDICADORES PROPOSTOS

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