Cres­ci­men­to fer­ro­viá­rio fa­ci­li­ta mo­vi­men­ta­ção de pes­so­as e mer­ca­do­ri­as

Caminho de Fer­ro de Lu­an­da que trans­por­ta anu­al­men­te três mi­lhões de pas­sa­gei­ros e 50 mil to­ne­la­das de car­gas tem pla­no de se tor­nar re­fe­rên­cia a ní­vel na­ci­o­nal e re­gi­o­nal

Jornal de Economia & Financas - - Capa - Mateus Cavumbo

Acir­cu­la­ção dos com­boi­os foi res­ta­be­le­ci­da ao lon­go de to­da ex­ten­são ferroviária, gra­ças aos avul­ta­dos in­ves­ti­men­tos re­a­li­za­dos pe­lo Go­ver­no. “Ho­je, a transportação de pas­sa­gei­ros e mer­ca­do­ri­as atra­vés do Caminho de Fer­ro de Lu­an­da (CFL) é um fac­to, sen­do em mé­dia são trans­por­ta­dos anu­al­men­te três mi­lhões de pas­sa­gei­ros e 50 mil to­ne­la­das de car­ga ge­ral”, dis­se o pre­si­den­te do Con­se­lho de Ad­mi­nis­tra­ção da­que­la em­pre­sa pú­bli­ca, Cel­so Ro­dri­gues Ro­sas, du­ran­te o ba­lan­ço da dé­ca­da do sec­tor.

Até Ju­nho de 2017, os com­boi­os le­va­ram 781.426 pas­sa­gei­ros, con­tra os 2 mi­lhões 892 mil 557 fe­cha­dos em 2016, o que se pre­vê que a ci­fra do pre­sen­te ano pos­sa ain­da su­bir.

Car­gas

Quan­to às to­ne­la­das trans­por­ta­das, o re­gis­to é de 13.514 no pri­mei­ro se­mes­tre, que po­de su­pe­rar a de 2016, que an­dou a 25.712 no ge­ral. Em 2010, aque­la em­pre­sa trans­for­mou-se de Uni­da­de Eco­nó­mi­ca Es­ta­tal (UEE) em Em­pre­sa Pú­bli­ca (E.P), ten­do da­do iní­cio em 2011 a ex­plo­ra­ção co­mer­ci­al na cir­cu­la­ção de com­boio a Ma­lan­je e aber­ta a li­nha ge­ral e do ra­mal do Don­do.

O alar­ga­men­to pa­ra a pro­vín­cia da pa­lan­ca ne­gra gi­gan­te di­na­mi­zou a transportação ferroviária en­tre Lu­an­da, Cu­an­za Nor­te e Ma­lan­je, fa­zen­do com que as re­cei­tas do CFL au­men­tas­sem. Em 2016, os pro­vei­tos operacionais atin­gi­ram o va­lor de 2.975 mi­lhões de kwan­zas, con­tra os 2.959 mi­lhões con­se­gui­dos em 2015.

Su­por­te

Os cus­tos operacionais no ano pas­sa­do che­ga­ram a 3, 1 mil mihões de kwan­zas, re­par­ti­dos em per­das operacionais, amor­ti­za­ções, cus­tos com o pes­so­al e de exis­ten­ci­ais ven­di­das.

O CFL pos­sui ac­tu­al­men­te 957 tra­ba­lha­do­res, dis­tri­buí­dos em 742 do se­xo mas­cu­li­no e 214 do se­xo fe­mi­ni­no. Es­tes nú­me­ros su­pe­ram os de 2008, que an­da­ram à vol­ta de 632 tra­ba­lha­do­res.

Os tra­ba­lhos de re­a­bi­li­ta­ção das in­fra-es­tru­tu­ras ti­ve­ram iní­cio em Fe­ve­rei­ro de 2005, na sequên­cia do pro­to­co­lo de co­o­pe­ra­ção en­tre An­go­la e a Chi­na.

“En­tre 2008 e 2017 o CFL cresceu mais de três ve­zes a sua ren­ta­bi­li­da­de”, ga­bou-se Cel­so Ro­sas. A em­pre­sa cresceu 88 por cento em com­boi­os e 134 por cento em car­gas trans­por­ta­dos fa­ce a 2008. Em Agos­to de 2013, foi inau­gu­ra­da a No­va Es­ta­ção do Bun­go.

Um dos mo­men­tos mais al­tos foi a ligação ferroviária, no dia 3 de Abril de 2014, da li­nha ge­ral ao Por­to de Lu­an­da, cu­ja ce­ri­mó­nia foi presenciada pe­lo Pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca, Jo­sé Edu­ar­do dos San­tos, con­cluin­do-se as­sim a re­po­si­ção da cir­cu­la­ção dos tro­ços do CFL.

NO­TA DE REALCE FOI A LIGAÇÃO FERROVIÁRIA, NO DIA 3 DE ABRIL DE 2014, DA LI­NHA GE­RAL AO POR­TO DE LU­AN­DA, CU­JA CE­RI­MÓ­NIA FOI PRESENCIADA PE­LO PRE­SI­DEN­TE, JO­SÉ EDU­AR­DO DOS SAN­TOS

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