Vi­as di­fi­cul­tam es­co­a­men­to

Go­ver­na­dor Eu­sé­bio de Bri­to Tei­xei­ra re­ve­la que os cam­po­ne­ses estão a en­fren­tar pro­ble­mas para poder trans­por­tar os produtos por cau­sa do mau es­ta­do das es­tra­das

Jornal de Economia & Financas - - Infra-estrutura -

O mau es­ta­do das vi­as ter­ciá­ri­as a ní­vel da pro­vín­cia do Cu­an­za Sul tem di­fi­cul­ta­do o es­co­a­men­to da pro­du­ção as­sim co­mo a de­sen­co­ra­jar os cam­po­ne­ses a pro­du­zir em gran­de es­ca­la, dis­se, re­cen­te­men­te, o go­ver­na­dor pro­vin­ci­al, Eu­sé­bio de Bri­to Tei­xei­ra.

Em de­cla­ra­ções à im­pren­sa, o go­ver­na­dor re­for­çou que o mau es­ta­do das vi­as ter­ciá­ri­as des­mo­ti­va os cam­po­ne­ses que não con­se­guem pro­du­zir gran­des quan­ti­da­des de bens, por­que os produtos apo­dre­cem no cam­po por falta de con­di­ções para es­co­ar para os cen­tros de con­su­mo.

Re­fe­riu que o Cu­an­za Sul é um dos for­ne­ce­do­res de produtos do cam­po à pro­vín­cia de Lu­an­da, por is­so o seu go­ver­no es­tá a tra­ba­lhar no sen­ti­do de re­a­bi­li­tar as vi­as dos lo­cais onde exis­te gran­de pro­du­ção para que o pro­du­to se­ja es­co­a­do com fa­ci­li­da­de.

Des­te mo­do, de­fen­deu a ne­ces­si­da­de de se tra­ba­lhar com os em­pre­sá­ri­os agrí­co­las que pos­su­em máquinas para aju­dar o Go­ver­no na re­a­bi­li­ta­ção das vi­as ter­ciá­ri­as, uma vez , que o Exe­cu­ti­vo so­zi­nho não con­se­gue re­sol­ver os pro­ble­mas que afec­tam as co­mu­ni­da­des cam­po­ne­sas.

“Temos que apoi­ar as fa­mí­li­as cam­po­ne­sas para o de­sen­vol­vi­men­to do sec­tor e a di­ver­si­fi­ca­ção da pro­du­ção agrí­co­la”, de­fen­deu.

Para a cam­pa­nha agrí­co­la 2017/2018apro­vín­ci­a­doCu­an­zaSul pre­vê­co­lher­mais­deum­mi­lhãoe600 mil to­ne­la­das de produtos di­ver­sos. A pro­du­ção agrí­co­la no mu­ni­cí­pio da Qui­ba­la (Cu­an­za Sul) vai atin­gir, no pre­sen­te ano agrí­co­la 2017/2018, cer­ca de oi­to mil to­ne­la­das de man­di­o­ca, con­tra 5.500 pro­du­zi­das na cam­pa­nha an­te­ri­or, fru­to da apli­ca­ção de novas téc­ni­cas.

Em de­cla­ra­ções à im­pren­sa, o co­or­de­na­dor da co­o­pe­ra­ti­va Sa­gra­da Es­pe­ran­ça, dis­se que para atin­gir es­ta ci­fra 300 hec­ta­res para a pre­sen­te cam­pa­nha agrí­co­la con­tam já com plan­ta­ção de man­di­o­quei­ras.

Re­fe­riu que com a re­cep­ção de ins­tru­men­tos agrí­co­las, fer­ti­li­zan­tes e de trac­to­res para la­vou­ra, os as­so­ci­a­dos estão apos­ta­dos na cultura de man­di­o­ca por ha­ver mui­ta pro­cu­ra no mer­ca­do.

A as­so­ci­a­ção foi cri­a­da em 2007 e con­ta com 120 as­so­ci­a­dos.

ARÃO MAR­TINS | HUÍ­LA |EDI­ÇÕES NO­VEM­BRO

A pro­vín­cia tem um gran­de po­ten­ci­al para a pro­du­ção da man­di­o­ca

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