Bi­lhe­tes da TAAG mais ba­ra­tos

A com­pa­nhia de ban­dei­ra na­ci­o­nal po­de­rá im­ple­men­tar bre­ve­men­te um no­vo mo­de­lo ta­ri­fá­rio para ro­tas do­més­ti­cas

Jornal de Economia & Financas - - Primeira Página - Xa­vi­er An­tó­nio

Con­tas fei­tas apon­tam para a re­du­ção de 78.351 a 62.681 kwan­zas à quem pre­ten­da vi­a­jar de Lu­an­da a Lun­da Nor­te. Da ca­pi­tal ao Hu­am­bo, o bi­lhe­te po­de baixar para Kz 49.136.

Os bi­lhe­tes de pas­sa­gem da re­de do­més­ti­ca po­de­rão so­frer uma re­du­ção no pre­ço nas pró­xi­mas du­as se­ma­nas, em fun­ção da apro­va­ção de um no­vo mo­de­lo ta­ri­fá­rio, as­sen­te na in­tro­du­ção do me­ca­nis­mo de ges­tão de ta­ri­fas va­riá­veis le­va­do a ca­bo pe­las Li­nhas Aé­re­as de An­go­la (TAAG).

Este no­vo mo­de­lo de ca­rác­ter ime­di­a­to per­mi­ti­rá aos cli­en­tes que ad­qui­ri­rem o seu bi­lhe­te de pas­sa­gem com a de­vi­da an­te­ce­dên­cia be­ne­fi­ci­ar de uma re­du­ção que po­de va­ri­ar en­tre 10 e 20 por cen­to, abai­xo do pre­ço ac­tu­al em to­das as ro­tas do­més­ti­cas da TAAG com ex­cep­ção de Ca­bin­da que já be­ne­fi­cia de uma ta­ri­fa especial apro­va­da pe­lo Exe­cu­ti­vo.

A me­di­da da operadora de ban­dei­ra na­ci­o­nal sur­ge na sequên­cia de várias reclamações por par­te dos ci­da­dãos que têm co­mo op­ção para as su­as des­lo­ca­ções ao in­te­ri­or do país e vi­ce-ver­sa, quer para turismo, quer para tra­ta­rem dos seus ne­gó­ci­os, com­pa­ran­do com des­ti­nos co­mo Jo­a­nes­bur­go que che­ga a cus­tar me­nos.

O LI­MI­TE MÁ­XI­MO DES­TA RE­DU­ÇÃO NÃO ULTRAPASSA OS 20 POR CEN­TO DE MO­DO A SE EVI­TAR PREJUÍZOS ECO­NÓ­MI­COS, NU­MA AL­TU­RA EM QUE A OPERADORA TEM VIN­DO FA­ZER UM ESFORÇO PARA MAN­TER A SOLIDEZ E CONSOLIDAÇÃO FI­NAN­CEI­RA

Es­ti­ma­ti­vas de preços

Por exem­plo, para o bi­lhe­te de pas­sa­gem de ida e vol­ta Lu­an­da/ Hu­am­bo, o pre­ço ac­tu­al está fi­xa­do em 61.962 Kwan­zas.

Cál­cu­los fei­tos pe­lo JE com as ro­tas de mai­or frequên­cia de pas­sa­gei­ros, es­ti­ma-se que com a re­du­ção de 10 por cen­to a pas­sa­gem des­ta ro­ta po­de­rá cus­tar 55.766 Kz, en­quan­to a 20 por cen­to po­de­rá fi­xar-se em 49.570 Kz.

Já para a ro­ta Lu­an­da/Ca­tum­be­la a cus­tar 54.136 Kz a so­frer uma re­du­ção de 10 por cen­to, o bi­lhe­te de pas­sa­gem vai cus­tar 49.136, a 20 por cen­to cus­ta­rá 43.309 Kz. Para a ro­ta Lu­an­da/ Lun­da Nor­te com o pre­ço ac­tu­al fi­xa­do em 78.351Kz com ajus­te de 10 por cen­to po­de vir a cus­tar 70.516 Kz, en­quan­to a 20 por cen­to cus­ta­rá 62.681 Kz.

Van­ta­gens

O di­rec­tor co­mer­ci­al da Taag, Manuel Cal­ça­da con­fir­mou que o des­con­to po­de­rá de­pen­der da an­te­ci­pa­ção da com­pra do bi­lhe­te de pas­sa­gem.

“Se o cli­en­te com­prar o bi­lhe­te em mais de se­te ou me­nos de 14 dias ha­ve­rá um des­con­to de 10 por cen­to, e se for mais de 14 dias a re­du­ção se­rá de 20 por cen­to”, ex­pli­cou.

Em en­tre­vis­ta ao JE o ges­tor re­al­çou que é uma prá­ti­ca apli­ca­da no sec­tor áe­reo e a Taag vai im­ple­men­tar vi­san­do dar um des­con­to aos pas­sa­gei­ros, de­pois de uma de­ci­são da administração da em­pre­sa.

Manuel Cal­ça­da fez sa­ber que o li­mi­te má­xi­mo des­ta re­du­ção não ultrapassa os 20 por cen­to de mo­do a se evi­tar prejuízos eco­nó­mi­cos, nu­ma al­tu­ra em que a operadora tem vin­do a fa­zer um esforço para man­ter a solidez e consolidação fi­nan­cei­ra.

Re­co­men­da­ções da IATA

Du­ran­te um en­con­tro re­a­li­za­do em Lu­an­da, a As­so­ci­a­ção In­ter­na­ci­o­nal de Trans­por­te Aé­reo (IATA) re­co­men­dou ser fun­da­men­tal a cri­a­ção de um pro­ces­so de ela­bo­ra­ção de ta­ri­fas de acor­do com o mar­co das prá­ti­cas ori­en­ta­das pe­la Or­ga­ni­za­ção da Avi­a­ção Ci­vil In­ter­na­ci­o­nal (OACI) das Na­ções Uni­das.

Aque­la or­ga­ni­za­ção en­ten­de que uma das pri­o­ri­da­des das com­pa­nhi­as prende-se em me­lho­rar a co­nec­ti­vi­da­de, a fim de fa­zer face à de­man­da e a con­cor­rên­cia, tor­nan­do as vi­a­gens aé­re­as mais aces- sí­veis per­mi­tin­do des­ta for­ma mai­o­res vo­lu­mes de co­mér­cio, turismo e ne­gó­ci­os.

A IATA re­co­nhe­ce ain­da que as com­pa­nhi­as aé­re­as pre­ci­sam de ae­ro­por­tos com ca­pa­ci­da­de para aten­der a de­man­da, for­ne­cen­do a fun­ci­o­na­li­da­de, os níveis de ser­vi­ço e a efi­ci­ên­cia para re­a­li­zar as ope­ra­ções e cum­prir com os re­qui­si­tos de ex­pe­ri­ên­cia dos cli­en­tes ac­tu­ais e fu­tu­ros.

“Tu­do is­so de­ve ser gi­za­do de for­ma eco­nó­mi­ca, uma vez que in­ves­ti­men­tos des­ne­ces­sá­ri­os tra­zem custos mais al­tos para as com­pa­nhi­as e os pas­sa­gei­ros, re­sul­tan­do em me­nor procura de ser­vi­ços”.

A Taag deverá em bre­ve re­to­mar os voos di­rec­tos en­tre as ci­da­des da Praia (Ca­bo Ver­de) e Lu­an­da, com as ro­tas das com­pa­nhi­as de ban­dei­ra na­ci­o­nal Taag ou a TVC.

O mo­de­lo é de ca­rác­ter ime­di­a­to e per­mi­te aos cli­en­tes que ad­qui­rem o bi­lhe­te de pas­sa­gem com a de­vi­da an­te­ce­dên­cia be­ne­fi­ci­ar de uma re­du­ção que po­de va­ri­ar en­tre 10 e 20 por cen­to

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