BNI está au­to­ri­za­do a ali­e­nar 90% do ca­pi­tal da Ali­an­ça Se­gu­ros

A per­mis­são do Mi­nis­té­rio das Fi­nan­ças so­bre a alu­di­da ope­ra­ção vem ex­pres­sa em Diá­rio da Re­pú­bli­ca

Jornal de Economia & Financas - - Finanças - Re­gi­na Han­da

OMi­nis­té­rio das Fi­nan­ças de An­go­la au­to­ri­zou, re­cen­te­men­te, a ali­e­na­ção de 90 por cen­to da participação que o Ban­co de Ne­gó­ci­os In­ter­na­ci­o­nal (BNI) de­tém na se­gu­ra­do­ra an­go­la­na Ali­an­ça Se­gu­ros, para cum­pri­men­to de “me­di­das re­gu­la­tó­ri­as” so­bre “bo­as prá­ti­cas de go­ver­na­ção cor­po­ra­ti­va”.

A in­for­ma­ção cons­ta de um des­pa­cho da­ta­do de 26 de Ja­nei­ro do Diá­rio da Re­pú­bli­ca, as­si­na­do pe­lo mi­nis­tro das Fi­nan­ças, Ar­cher Man­guei­ra, a que ti­ve­mos aces­so. O do­cu­men­to adi­an­ta que aque­la se­gu­ra­do­ra está em pro­ces­so de al­te­ra­ção da sua es­tru­tu­ra ac­ci­o­nis­ta”, com a ali­e­na­ção de par­te das su­as ac­ções a uma en­ti­da­de ges­to­ra de par­ti­ci­pa­ções sociais.

A ope­rar na área dos se­gu­ros de tra­ba­lho, vi­da e au­to­mó­vel, a Ali­an­ça Se­gu­ros é uma das várias se­gu­ra­do­ras a ope­rar em An­go­la, e re­sul­tou de uma par­ce­ria que en­vol-

O BNI PAS­SA A DETER, COM AS REFERIDAS TRANS­MIS­SÕES, 9,985 POR CEN­TO DO CA­PI­TAL SO­CI­AL, MAN­TEN­DO-SE INALTERÁVEIS AS PAR­TI­CI­PA­ÇÕES DOS DE­MAIS AC­CI­O­NIS­TAS

veu a com­par­ti­ci­pa­ção do BNI, ban­co an­go­la­no que de­tém uma su­cur­sal em Lis­boa, de­no­mi­na­da BNI Eu­ro­pa.

A ali­e­na­ção ago­ra ra­ti­fi­ca­da pe­lo Mi­nis­té­rio das Fi­nan­ças, já apro­va­da pe­la Agên­cia An­go­la­na de Re­gu­la­ção e Su­per­vi­são de Se­gu­ros, im­pli­ca a ven­da de 90 por cen­to da participação do BNI, cor­res­pon­den­te a 1.800.000 ac­ções de­ti­das por aque­le ban­co na so­ci­e­da­de Ali­an­ça Se­gu­ros.

O BNI pas­sa a deter, com as referidas trans­mis­sões, 9,985 por cen­to do ca­pi­tal so­ci­al, man­ten­do-se inalteráveis as par­ti­ci­pa­ções sociais dos de­mais ac­ci­o­nis­tas”, lê-se no mes­mo des­pa­cho, que não adi­an­ta va­lo­res en­vol­vi­dos no ne­gó­cio.

Reembolso de Obri­ga­ções

Num ou­tro des­pa­cho, o Mi­nis­té­rio de­ter­mi­na que a emis­são, co­lo­ca­ção e reembolso das Obri­ga­ções de Te­sou­ro em mo­e­da na­ci­o­nal, com ac­tu­a­li­za­ção do seu valor no­mi­nal em con­for­mi­da­de com a va­ri­a­ção da taxa de câm­bio de re­fe­rên­cia di­vul­ga­da pe­lo Ban­co Na­ci­o­nal de An­go­la para com­pra de dó­la­res dos Es­ta­dos Uni­dos da América, com ta­xas de juro de cu­pão pre­de­fi­ni­das por ma­tu­ri­da­de e co­lo­ca­da atra­vés de lei­lão de quan­ti­da­des, de­ve obedecer, em li­nhas ge­rais, con­di­ções es­pe­cí­fi­cas es­ta­be­le­ci­das na Obri­ga­ção Ge­ral.

DR

Se­de do Ban­co de Ne­gó­ci­os In­ter­na­ci­o­nais (BNI) lo­ca­li­za­do no Ma­cu­lus­so

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