Am­bi­en­te de ne­gó­ci­os po­de me­lho­rar se hou­ver in­cen­ti­vos

Empresário an­go­la­na­no Di­mi­trov Paulo as­se­gu­ra que a fir­ma que di­ri­ge está apos­ta­da na ex­pan­são de no­vos ser­vi­ços e espera continuar a con­tri­buir para a com­pe­ti­ti­vi­da­de da economia na­ci­o­nal

Jornal de Economia & Financas - - Empresas - Manuel Bar­ros

Ole­ma do Go­ver­no an­go­la­no nes­ta le­gis­la­tu­ra de 2017 a 2022 é cri­ar as con­di­ções para que o sec­tor pri­va­do, as empresas e os em­pre­sá­ri­os na­ci­o­nais, se­jam os pro­ta­go­nis­tas da trans­for­ma­ção da economia na­ci­o­nal. Este si­nal, ca­so as ac­ções se­jam ma­te­ri­a­li­za­das na prá­ti­ca, mos­tra que o Go­ver­no está aberto para es­ti­mu­lar os ho­mens cu­jas ini­ci­a­ti­vas de ne­gó­ci­os aju­dem a economia a di­ver­si­fi­car ca­da vez mais. Nos úl­ti­mos anos, tem si­do uma apos­ta gran­de dos em­pre­en­de­do­res vi­ra­rem-se para ne­gó­ci­os sus­ten­tá­veis que agre­gem valor, co­mo a cri­a­ção de mais pos­tos de tra­ba­lho e for­ta­le­cer os im­pos­tos fis­cais.

O de­sen­vol­vi­men­to do sec­tor pri­va­do e das empresas na­ci­o­nais de­pen­dem, em gran­de me­di­da, dos in­cen­ti­vos a que o Go­ver­no pos­sa dar para o al­can­ce dos ob­jec­ti­vos.

A apos­ta na di­ver­si­fi­ca­ção de vá­ri­os ser­vi­ços para con­tra­ri­ar os efei­tos da cri­se eco­nó­mi­ca que o país atra­ves­sa é uma me­ta que a em­pre­sa an­go­la­na Di­mi­trov, co­mér­cio-ge­ral e pres­ta­ção de ser­vi­ços re­a­li­za ac­tu­al­men­te no mercado.

A em­pre­sa que ac­tua nas áre­as de dis­tri­bui­ção de combustíveis, água po­tá­vel, lim­pe­za de es­go­tos e in­te­ri­o­res, re­co­lha de re­sí­du­os só­li­dos e ven­da de ma­te­ri­ais in­for­má­ti­cos, tem uma fac­tu­ra­ção men­sal de cer­ca de 15 milhões de kwan­zas.

O pro­pri­e­tá­rio da em­pre­sa Di­mi­trov Paulo ga­ran­tiu que para con­se­guir cap­tar no­vos re­cur­sos é ne­ces­sá­rio ser vi­si­o­ná­rio e atento a qual­quer opor­tu­ni­da­de de ne­gó­cio que sur­ge no mercado.

O jo­vem em­pre­en­de­dor in­for­mou que mui­tas gran­des empresas ti­ve­ram que fa­zer cor­tes nas su­as despesas mo­ti­va­das pe­lo mo­men­to me­nos bom da economia na­ci­o­nal e des­ta for­ma sur­gi­ram opor­tu­ni­da­des de fir­mar con­tra­tos com al­gu­mas de­las na pres­ta­ção de ser­vi­ços.

“Nes­ta ver­ten­te, co­mo é o ca­so da em­pre­sa an­go­la­na de tecnologia (NCR) da qual somos um dos for­ne­ce­do­res de Tó­neis e pa­péis A4”, dan­do ên­fa­se que co­mo em­pre­en­de­dor de­ve-se ter vi­são de “águia” e ver opor­tu­ni­da­des de ne­gó­cio on­de cer­tas pes­so­as não vêem.

Di­mi­trov Paulo in­for­mou que o se­gre­do do ne­gó­cio re­si­de na di­ver­si­fi­ca­ção de ser­vi­ços ofe­re­ci­dos ao pú­bli­co. Nes­ta or­dem de ideia, tem várias su­cur­sais co­mo uma Es­co­la de Con­du­ção, Cen­tro de For­ma­ção pro­fis­si­o­nal, uma fro­ta de car­ros para trans­por­te de com­bus­tí­vel, cis­ter­nas para for­ne­ci­men­to de água po­tá­vel, uma em­pre­sa no ra­mo da lim­pe­za e re­co­lha de re­sí­du­os só­li­dos.

Exis­ten­te no mercado há oi­to anos a em­pre­sa pre­ten­de ex­pan­dir o seu ne­gó­cio para ou­tras pro­vín­ci­as e já con­ta com cer­ca de 120 tra­ba­lha­do­res. Que fru­to de bo­as par­ce­ri­as de ne­gó­cio ho­je tem co­mo prin­ci­pais cli­en­tes os ban­cos Sol, Eco­nó­mi­co, BCI, Uni­tel e Go­ver­no da Pro­vín­cia de Lu­an­da.

Vi­são Em­pre­en­de­do­ra

Di­mi­trov Paulo afir­mou que du­ran­te os pri­mei­ros anos de vi­da da em­pre­sa não foi um “mar de ro­sas”, hou­ve fra­cas­sos e pre­ci­sou in­ves­tir em si mes­mo com va­lên­ci­as que o aju­das­sem a ge­rir da me­lhor for­ma o seu ne­gó­cio. “Fiz várias for­ma­ções pro­fis­si­o­nais de con­ta­bi­li­da­de e empreendedorismo e gra­ças a Deus fru­to do co­nhe­ci­men­to ob­ti­do te­nho ge­ri­do da me­lhor for­ma a mi­nha em­pre­sa”, ex­pli­cou.

O jo­vem empresário acre­di­ta que o empreendedorismo é a so­lu­ção para se ter me­nos pes­so­as de­sem­pre­ga­das no país, e o pró­prio Exe­cu­ti­vo já per­ce­beu is­so, por is­so, tem in­cen­ti­va­do os jo­vens a esta prá­ti­ca. “As pes­so­as de­vem apos­tar mais em em­pre­en­der al­gu­ma coi­sa, e foi pen­san­do nis­to que a Rá­dio Viana tem me con­vi­da­do a par­ti­ci­par de um pro­gra­ma para fa­lar do as­sun­to e te­nho pas­sa­do toda a mi­nha ex­pe­ri­ên­cia a quem quer tri­lhar o caminho de ter um ne­gó­cio pró­prio”.

A cri­a­ção da As­so­ci­a­ção de Mi­ni­mer­ca­dos e Can­ti­nas de An­go­la, na qual é pre­si­den­te, foi a pensar em aju­dar mui­tos jo­vens a ter o ne­gó­cio pró­prio. Atra­vés da as­so­ci­a­ção “te­mos aju­da­do mui­tos jo­vens a tri­lha­rem os pri­mei­ros pas­sos para man­ter o ne­gó­cio pró­prio e des­ta for­ma não cair em más prá­ti­cas, por­que em ne­nhu­ma par­te do mun­do o Es­ta­do tem ca­pa­ci­da­de para dar em­pre­go a toda po­pu­la­ção”, fi­na­li­za.

O EMPREENDEDORISMO É A SO­LU­ÇÃO PARA SE RE­DU­ZIR O DE­SEM­PRE­GO NO MERCADO DE TRA­BA­LHO EM AN­GO­LA

CONTREIRAS PIPA | EDIÇÕES NO­VEM­BRO

Di­rec­tor da em­pre­sa, Di­mi­trov Paulo, qu­an­do pres­ta­va de­cla­ra­ções ao “JE”

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