Ac­ti­vi­da­de eco­nó­mi­ca acelera na Zo­na Eu­ro

O cres­ci­men­to da in­dús­tria e dos ser­vi­ços em Ja­nei­ro pas­sa­do foi re­vis­to em al­ta para o ní­vel mais ele­va­do des­de Ju­nho de 2006

Jornal de Economia & Financas - - Mundo -

Ocres­ci­men­to da ac­ti­vi­da­de eco­nó­mi­ca na Zo­na Eu­ro ace­le­rou, no ar­ran­que de 2017, para má­xi­mos de qua­se 12 anos, ten­do si­do acom­pa­nha­do pe­la mais for­te cri­a­ção de em­pre­go des­de o fi­nal de 2000.

A lei­tu­ra fi­nal do ín­di­ce PMI (ín­di­ce de ges­to­res de com­pras) – que me­de a ac­ti­vi­da­de da in­dús­tria e dos ser­vi­ços – su­biu de 58,1 pon­tos, em De­zem­bro, para 58,8 em Ja­nei­ro, aci­ma da pri­mei­ra lei­tu­ra que apon­ta­va para 58,6. O valor re­gis­ta­do no ar­ran­que des­te ano é o mais ele­va­do des­de Ju­nho de 2006.

De acor­do com os da­dos da IHS Mar­kit, o cres­ci­men­to da pro­du­ção in­dus­tri­al con­ti­nu­ou a ul­tra­pas­sar o da ac­ti­vi­da­de dos ser­vi­ços que, ain­da as­sim, re­gis­tou a me­lhor evo­lu­ção des­de Agos­to de 2007.

“Nos 58,8 pon­tos, o PMI fi­nal foi su­pe­ri­or à pri­mei­ra es­ti­ma­ti­va, re­gis­tan­do o mai­or cres­ci­men­to men­sal des­de Ju­nho de 2006. Se este ní­vel se man­ti­ver em Fe­ve­rei­ro e Mar­ço, o PMI in­di­ca que o PIB no I trimestre deverá su­bir apro­xi­ma­da­men­te 1 por cen­to, em ca­deia”, afir­ma Ch­ris Wil­li­am­son, economista-chefe da IHS Mar­kit.

A ac­ti­vi­da­de eco­nó­mi­ca cres­ceu de for­ma só­li­da em to­dos os paí­ses ana­li­sa­dos no re­la­tó­rio, com Fran­ça no primeiro lu­gar do pó­dio, se­gui­da pe­la Ale­ma­nha, Itá­lia e Ir­lan­da. Também em Es­pa­nha, a ex­pan­são ace­le­rou para má­xi­mos de seis me­ses.

“A for­te re­cu­pe­ra­ção é am­pla, o que au­men­ta o po­ten­ci­al para o cres­ci­men­to se tor­nar mais au­to-sus­ten­ta­do à me­di­da que a procura cres­ce em toda a área da mo­e­da única, ali­men­tan­do uma mai­or cri­a­ção de em­pre­go”, afir­ma o res­pon­sá­vel.

O economista-chefe acres­cen­ta que se “os números im­pres­si­o­nan­tes con­ti­nu­a­rem nos pró­xi­mos me­ses”, o Ban­co Central Eu­ro­peu deverá mostrar-se mais fa­vo­rá­vel a um aper­to da po­lí­ti­ca mo­ne­tá­ria na re­gião da mo­e­da única.

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