Pro­gra­mas pú­bli­cos em mar­cha len­ta

De Ou­tu­bro a Mar­ço de 2018 vá­ri­os projectos fo­ram im­ple­men­ta­dos pe­los Mi­nis­té­ri­os sen­do que al­guns ti­ve­ram êxi­tos ou­tros nem tan­to as­sim

Jornal de Economia & Financas - - Primeira Página - An­tó­nio Eu­gé­nio

Gran­de par­te dos projectos do Go­ver­no Cen­tral não foi con­cre­ti­za­do nos úl­ti­mos seis me­ses (de Ou­tu­bro a Mar­ço de 2018), ape­sar de ter si­do cri­a­do o Pla­no In­ter­ca­lar, ten­do os ministros se con­fi­na­do uni­ca­men­te em pro­mo­ver ac­ções de re­es­tru­tu­ra­ção sec­to­ri­al, de vi­si­tas de cons­ta­ta­ção em projectos em an­da­men­to, ca­pa­ci­ta­ção de qua­dros e ela­bo­ra­ção de nor­ma­ti­vos le­gis­la­ti­vos, que, al­guns já fo­ram submetidos ao Par­la­men­to.

No en­tan­to, pou­cas ta­re­fas do Pla­no In­ter­ca­lar do Go­ver­no fo­ram con­cre­ti­za­das. O Ministério das Fi­nan­ças te­ve mai­or pe­so nas medidas e ac­ções de­se­nha­das, com 39 ta­re­fas, sen­do 27 sob sua al­ça­da di­rec­ta e 12 re­par­ti­das com ou­tros de­par­ta­men­tos, maioritariamente pe­lo Ban­co Na­ci­o­nal de An­go­la (BNA), que, no seu con­jun­to, te­ve oi­to e 4 co-par­ti­ci­pa­das in­di­rec­ta­men­te.

Dos 155 pro­gra­mas, 16 fo­ram exe­cu­ta­das di­rec­ta­men­te pe­los mi­nis­té­ri­os. O pla­no ti­nha co­mo pro­pó­si­to al­te­rar as ex­pec­ta­ti­vas dos agen­tes económicos, dar cre­di­bi­li­da­de e con­fi­an­ça ao no­vo Exe­cu­ti­vo e, con­se­quen­te­men­te, se alcançar a es­ta­bi­li­da­de ma­cro­e­co­nó­mi­ca, além de ins­ta­lar um cli­ma pro­pí­cio ao cres­ci­men­to eco­nó­mi­co e à ge­ra­ção de em­pre­go, bem co­mo mi­ti­gar os pro­ble­mas so­ci­ais mais pre­men­tes que o país vi­ve.

OS PRO­GRA­MAS DA ÁREA ECO­NÓ­MI­CA NA MAI­O­RIA ÀS IN­FRA-ES­TRU­TU­RAS VÃO CONSUMIR EM 150.707 MIL MI­LHÕES DE KWANZAS (693.118 MI­LHÕES DE DÓ­LA­RES) ATÉ FINAIS DO ANO

Medidas e ac­ções

O Go­ver­no se­lec­ci­o­nou al­gu­mas medidas e ac­ções pa­ra o pe­río­do cur­to, de­ter­mi­na­das pe­las cons­ta­ta­ções de uma re­fle­xão sobre a si­tu­a­ção eco­nó­mi­ca e so­ci­al ac­tu­al e as ou­tras vão ser trans­fe­ri­das pa­ra o Pla­no Na­ci­o­nal de De­sen­vol­vi­men­to -PND 2018-2022.

Se­rão 115 pro­gra­mas a ma­te­ri­a­li­zar até ao fim do ano, sen­do a des­ta­car os de mai­or in­ci­dên­cia eco­nó­mi­ca, o pro­gra­ma nova re­de co­mer­ci­al, os de cons­tru­ção de pe­rí­me­tros ir­ri­ga­dos e re­cu­pe­ra­ção de in­fra-es­tru­tu­ras ge­o­ló­gi­cas, as­sim co­mo a am­pli­a­ção das re­des de dis­tri­bui­ção de energia eléc­tri­ca.

O pro­gra­ma de de­sen­vol­vi­men­to da ac­ti­vi­da­de co­mer­ci­al e das su­as in­fra-es­tru­tu­ras bá­si­cas, de elec­tri­fi­ca­ção, An­go­la In­ves­te, pro­gra­ma de apoio à ac­ti­vi­da­de eco­nó­mi­ca da mu­lher ru­ral e das co­mu­ni­da­des ru­rais, tam­bém ti­ve­ram en­tre as ac­ções re­a­li­za­das.

Fo­men­to da pro­du­ção

Os pro­gra­mas co­mo de fo­men­to à ac­ti­vi­da­de pro­du­ti­va agrí­co­la, de apoio à pes­ca ar­te­sa­nal, re­a­bi­li­ta­ção e cons­tru­ção de in­fra-es­tru­tu­ras de trans­por­te ro­do­viá­rio, diversificação da pro­du­ção na­ci­o­nal pre­en­che­rão o le­que de re­a­li­za­ções pa­ra 2018.

Além des­ses, exis­tem tan­tos ou­tros co­mo o pro­gra­ma de re­a­bi­li­ta­ção e ex­pan­são dos sis­te­mas ur­ba­nos de água e sa­ne­a­men­to, de in­fra-es­tr­tu­ras de te­le­co­mu­ni­ca­ções, de mo­der­ni­za­ção das fi­nan­ças pú­bli­cas, de habitação so­ci­al e de “Água pa­ra To­dos”.

Pa­ra o sec­tor dos Trans­por­tes , vão ser re­a­bi­li­ta­das e cons­truí­das in­fra-es­tr­tu­ras por­tuá­ri­as e fer­ro­viá­ri­as e trans­por­te aé­reo.

O Go­ver­no vai con­cre­ti­zar tam­bém o de­sen­vol­vi­men­to da aqui­cul­tu­ra, de sus­ten­ta­bi­li­da­de da pro­du­ção pe­tro­lí­fe­ra e de­sen­vol­ver e fo­men­tar a in­dús­tria trans­for­ma­do­ra e in­ves­tir em in­fra-es­tru­tu­ras in­te­gra­das, as­sim co­mo me­lho­rar o ní­vel téc­ni­co da mão-de-obra li­ga­da à cons­tru­ção ci­vil, além de ca­das­trar e re­ca­das­tar o pa­tri­mó­nio ha­bi­ta­ci­o­nal do Es­ta­do.

A ní­vel do sec­tor da Economia e Pla­ne­a­men­to, as pe­que­nas e mé­di­as em­pre­sas te­rão aces­so ao cré­di­to atra­vés de um pro­gra­ma de fa­ci­li­ta­ção e as gran­des por via de clus­ters, as­sim co­mo po­de­rá ser con­so­li­da­do o Sis­te­ma Na­ci­o­nal de Pla­ne­a­men­to.

Pa­ra os pro­gra­mas da área eco­nó­mi­ca se­rão apli­ca­dos 150.707 mil mi­lhões de kwanzas (693.118 mi­lhões de dó­la­res).

Trans­por­tes

O ministério es­tá a efec­tu­ar en­con­tros fre­quen­tes com as em­pre­sas li­ga­das ao ra­mo e de­fi­nir políticas de ren­ta­bi­li­za­ção.

Em par­ce­ria com as ope­ra­do­ras, o ministério pre­ten­de atin­gir vá­ri­os pon­tos de Lu­an­da pa­ra fa­ci­li­tar a cir­cu­la­ção de pes­so­as e bens. Ac­ções pa­li­a­ti­vas pa­ra ga­ran­tir a qua­li­da­de de tra­ba­lho cons­ta de al­gu­mas me­tas que nor­te­am os en­con­tros de tra­ba­lho.

No seu pri­mei­ro mês de man­da­to, a 28 de Ou­tu­bro de 2018, o Pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca, João Lou­ren­ço, ava­li­ou o grau de exe­cu­ção das obras de cons­tru­ção do no­vo Aeroporto In­ter­na­ci­o­nal de Lu­an­da, lo­ca­li­za­do na co­mu­na do Bom Je­sus, no mu­ni­cí­pio de Ico­lo e Ben­go, pro­vín­cia de Lu­an­da.

Em Ou­tu­bro na ci­da­de do Lu­ban­go (Huí­la), en­tre­ga­ram-se as obras das in­fra-es­tru­tu­ras do Ca­mi­nho-de-Fer­ro de Mo­çâ­me­des, em ac­to pre­si­di­do pe­lo mi­nis­tro dos Trans­por­tes, Au­gus­to To­más.

Nes­te sec­tor im­por­tan­te da economia na­ci­o­nal, ou­tras ac­ti­vi­da­des in­ci­di­ram em vi­si­tas de cons­ta­ção aos di­ver­sos projectos em cur­so em Lu­an­da, Ca­bin­da e Cu­an­do Cu­ban­go, re­a­li­za­ção de se­mi­ná­ri­os, au­di­ên­ci­as, vi­a­gem de serviço ao Ca­na­dá e Con­go.

No qua­dro das ac­ções re­a­li­za­das de Ou­tu­bro a Mar­ço des­te ano, sem a in­clu­são das nomeações e to­ma­da de pos­se dos 14 Con­se­lhos de Ad­mi­nis­tra­ção das em­pre­sas dos Trans­por­tes, des­ta­ca-se, com mai­or vul­to, a rei­nau­gu­ra­ção em Mar­ço, do pri­mei­ro com­boio de mi­né­rio do Ca­mi­nho-de-Fer­ro de Benguela (CFB), no mu­ni­cí­pio do Lu­au (Mo­xi­co) e re­to­ma da trans­por­ta­ção do mi­né­rio da RDC pe­lo CFB, em par­ce­ria com a So­ci­e­da­de Na­ci­o­nal dos Ca­mi­nhos-de-Fer­ro do Con­go e sua ex­por­ta­ção atra­vés do Por­to do Lo­bi­to. Es­se tor­na-se o mais im­por­tan­te por ter im­pac­to di­rec­to às po­pu­la­ções.

A ní­vel de es­tra­té­gia re­a­li­zou-se nos di­as 22 e 23 de Mar­ço, no Lo­bi­to, pro­vín­cia de Benguela, o IX Con­se­lho Con­sul­ti­vo Alargado (CCA), su­bor­di­na­do ao le­ma: “Mo­bi­li­da­de, de­sen­vol­vi­men­to e bem - es­tar”. Além dis­so, con­cre­ti­zou-se a 26 do mês pas­sa­do, o 1º workshop sobre a ac­tu­a­li­za­ção do Pla­no Di­rec­tor Na­ci­o­nal do Sec­tor dos Trans­por­tes em An­go­la, que tam­bém in­clui a com­po­nen­te re­fe­ren­te ao Es­tu­do Pre­li­mi­nar de Vi­a­bi­li­da­de da li­ga­ção fer­ro­viá­ria en­tre o Ca­mi­nho-de-Fer­ro de Benguela (CFB) e a Zâm­bia.

Cons­tru­ção e Obras Pú­bli­cas

Com a no­to­ri­e­da­de que lhe é re­co­nhe­ci­da, o ministério da Cons­tru­ção e Obras Pú­bli­cas fi­cou na fi­la de fren­te com vi­si­tas de cons­ta­ta­ção do pe­lou­ro em to­das as obras em exe­cu­ção no país, com re­al­ce pa­ra as es­tra­das, pon­tes nos recôn­di­tos can­tos do país.

A jor­na­da te­ve iní­cio com a vi­si­ta nas obras de re­qua­li­fi­ca­ção do Sam­bi­zan­ga e es­ta­bi­li­za­ção das en­cos­tas da Boa Vis­ta e Sam­bi­zan­ga, in­fra-es­tru­tu­ras ro­do­viá­ri­as da zo­na da Boa Vis­ta, pas­sa­gem in­fe­ri­or na UGP, cons­tru­ção da es­tra­da do Ca­ma­ma e o res­pec­ti­vo vi­a­du­to.

In­cluin­do na mes­ma ro­ta a ve­ri­fi­ca­ção téc­ni­ca da re­a­bi­li­ta­ção da via ex­pres­sa Ca­bo­lom­bo-Ca­cu­a­co, obras dos nós do Zan­go, re­a­bi­li­ta­ção do tro­ço Vi­a­na-No­vo Aeroporto, pro­jec­to de re­qua­li­fi­ca­ção do Ca­zen­ga, cons­tru­ção dos equi­pa­men­tos so­ci­ais e re­a­bi­li­ta­ção da Av. Ho­ji-ya-Hen­da.

Pro­mo­veu fó­runs on­de anun­ci­ou a des­cen­tra­li­za­ção dos ser­vi­ços de con­ser­va­ção, cons­tru­ção e ma­nu­ten­ção das es­tra­das se­cun­dá­ri­as e ter­ciá­ri­as. Da­dos dis­po­ní­veis apon­tam que o Ministério vai man­ter o ri­gor da uni­for­mi­za­ção de cri­té­ri­os de cons­tru­ção e si­na­li­za­ção das es­tra­das pa­ra que es­tas não se­jam par­te das cau­sas de aci­den­tes de di­ver­sa na­tu­re­za.

Igual­men­te vai-se po­ten­ci­ar o La­bo­ra­tó­rio de En­ge­nha­ria de An­go­la (LEA) pa­ra se cri­ar ca­pa­ci­da­des téc­ni­cas ime­di­a­tas pa­ra a cer­ti­fi­ca­ção das obras pú­bli­cas.

Ministério das Pes­cas e do Mar

Si­mi­lar ao sec­tor an­te­ri­or es­te de­par­ta­men­to mi­nis­te­ri­al pro­mo­veu nes­te pe­río­do en­con­tros de tro­ca de ex­pe­ri­ên­cia co­mo a se­gun­da reunião da Comissão da Con­ven­ção da Cor­ren­te de Benguela (BCC), que te­ve co­mo ob­jec­ti­vo ana­li­sar as ques­tões es­tra­té­gi­cas da con­ven­ção e apro­var o or­ça­men­to do se­cre­ta­ri­a­do pa­ra o ano fis­cal 2018-2019.

Ministério da In­dús­tria

Pa­ra im­pul­si­o­nar a pro­du­ção na­ci­o­nal, o Ministério da In­dús­tria es­tá a tra­ba­lhar com os in­dus­tri­ais pa­ra ob­ten­ção de di­vi­sas pa­ra im­por­ta­ção das ma­té­ri­as-pri­mas, ten­do as­si­na­do um acor­do com a agri­cul­tu­ra.

Inau­gu­rou-se, no Ben­go, uma uni­da­de fa­bril de­no­mi­na­da “Ser­ra & Co­e­lho Lda”, re­sul­tan­te de um in­ves­ti­men­to glo­bal de 6 mi­lhões de dó­la­res (1,3 mil mi­lhões de kwanzas) dos quais três mi­lhões fi­nan­ci­a­dos pe­lo Ban­co An­go­la­no de In­ves­ti­men­tos (BAI), atra­vés do pro­jec­to An­go­la In­ves­te.

Ministério do Co­mér­cio

Tal co­mo os de­mais, o Ministério do Co­mér­cio re­a­li­zou vá­ri­os even­tos com tó­ni­ca do­mi­nan­te às jor­na­das de sen­si­bi­li­za­ção aos co­mer­ci­ais pa­ra evi­ta­ra es­pe­cu­la­ção, além de vi­si­tas (in­te­ri­or e ex­te­ri­or), au­di­ên­ci­as e se­mi­ná­ri­os.

Agri­cul­tu­ra

Fo­ram pro­mo­vi­das ac­ções que têm a ver com a área flo­res­tal, se­mi­ná­ri­os e vi­si­tas em fa­zen­das. Cons­ta que o Es­ta­do an­go­la­no vai gas­tar 310 mi­lhões de eu­ros (82,9 mil mi­lhões) em in­fra-es­tru­tu­ras agro-pe­cuá­ri­as, in­cluin­do uma fa­zen­da de se­men­tes.

A apos­ta na pro­du­ção da pro­teí­na animal, o re­lan­ça­men­to da pro­du­ção do al­go­dão na Baixa de Cas­san­je e a pro­mo­ção de cul­tu­ras pa­ra a ob­ten­ção de re­cei­tas, cons­ti­tu­em al­gu­mas das pri­o­ri­da­des do Ministério da Agri­cul­tu­ra pa­ra o pre­sen­te ano.

O mi­nis­tro da Agri­cul­tu­ra e Flo­res­tas, Mar­cos Nhun­ga, su­bli­nhou que es­tá a ser cri­a­do um es­que­ma pa­ra re­lan­çar a pro­du­ção de al­go­dão a ní­vel da Baixa de Cas­san­je.

O Dia Mun­di­al das Flo­res­tas e da Ár­vo­re, co­me­no­ra­do com pom­bas e ter re­du­zi­do o cor­te e co­mér­cio ile­gal de ma­dei­ra, abe­tu­ra da cam­pa­nha agrí­co­la fez eco .

A plan­ta­ção de árvores em vá­ri­os po­lí­go­nos flo­res­tais do ter­ri­tó­rio na­ci­o­nal e ci­clos de pa­les­tras sobre a ex­plo­ra­ção e o uso sus­ten­tá­vel dos re­cur­sos flo­res­tais cons­ta­ram en­tre as ac­ções re­a­li­za­das.

EDI­ÇÕES NO­VEM­BRO

Com­boio da So­ci­e­da­de Na­ci­o­nal dos Ca­mi­nhos-de-Fer­ro do Con­go atra­cou na es­ta­ção do Lu­au com mi­né­rio da RDC

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