DE­BA­TE SOBRE REPATRIAMENTO DE CA­PI­TAIS ALARGADO À SO­CI­E­DA­DE

Jornal de Economia & Financas - - Especial -

A so­ci­e­da­de ci­vil e ou­tros par­cei­ros do Es­ta­do de­ve­rão par­ti­ci­par na dis­cus­são sobre a Pro­pos­ta de Lei de Repatriamento de Re­cur­sos Fi­nan­cei­ros Do­mi­ci­li­a­dos no Ex­te­ri­or do País e no Pro­jec­to de Lei do Re­gi­me Ex­tra­or­di­ná­rio de Re­gu­la­ção Pa­tri­mo­ni­al (RERP), pa­ra a bus­ca de con­sen­sos. A Pro­pos­ta de Lei de Repatriamento de Re­cur­sos Fi­nan­cei­ros Do­mi­ci­li­a­dos no Ex­te­ri­or do País é de ini­ci­a­ti­va do Exe­cu­ti­vo, en­quan­to o Pro­jec­to de Lei do Re­gi­me Ex­tra­or­di­ná­rio de Re­gu­la­ção Pa­tri­mo­ni­al (RERP) foi pro­pos­to pe­la UNITA. Os di­plo­mas de­vem ser apro­va­dos em de­fi­ni­ti­vo em Maio des­te ano. A UNITA (mai­or par­ti­do na opo­si­ção) foi a pri­mei­ra a avan­çar com uma pro­pos­ta do gé­ne­ro, que entrou na ca­sa das leis sobre pro­ces­so de ur­gên­cia. A pro­pos­ta pro­mo­vi­da pe­lo Exe­cu­ti­vo per­mi­te re­pa­tri­ar de­pó­si­tos no ex­te­ri­or sem fa­zer per­gun­tas sobre a ori­gem do di­nhei­ro e não tem pre­o­cu­pa­ção sobre o pa­tri­mó­nio, en­quan­to a da UNITA pre­vê o pa­ga­men­to ao Es­ta­do de uma ta­xa de 45 por cen­to sobre o to­tal. Em de­cla­ra­ções à im­pren­sa, no fi­nal da con­fe­rên­cia dos pre­si­den­tes dos gru­pos par­la­men­ta­res da As­sem­bleia Na­ci­o­nal, Adalberto da Cos­ta Júnior, da UNITA, con­si­de­rou opor­tu­na a aus­cul­ta­ção pú­bli­ca abran­gen­te sobre as du­as pro­pos­tas, que têm cri­a­do enor­me ex­pec­ta­ti­va à so­ci­e­da­de. Ten­do em con­ta a ne­ces­si­da­de de se fa­zer um de­ba­te res­pon­sá­vel e par­ti­lha­do du­ma ma­té­ria de in­te­res­se na­ci­o­nal co­mo es­ta, o gru­po par­la­men­tar da UNITA en­ten­de ser fun­da­men­tal que se fa­ça uma aus­cul­ta­ção à so­ci­e­da­de. Com efei­to, Adalberto da Cos­ta Júnior apela ao Exe­cu­ti­vo pa­ra uma aber­tu­ra de negociação e al­te­ra­ção dos seus con­teú­dos, “ca­so con­trá­rio não ha­ve­rá con­sequên­ci­as sobre o pa­tri­mó­nio na ques­tão de se per­se­gui­rem ver­bas ile­gal­men­te.

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