31 ANOS NA CAU­SA

Jornal de Economia & Financas - - Entrevista -

No­me completo: Rafael Da­ni­el Agui­ar Ida­de:42 anos Na­tu­ra­li­da­de: In­gom­bo­ta, Lu­an­da Es­ta­do ci­vil: Ca­sa­do For­ma­ção aca­dé­mi­ca: Li­cen­ci­a­do em So­ci­o­lo­gia, pós-gra­du­a­do em Di­rei­to e So­ci­e­da­de e mes­tran­do em So­ci­o­lo­gia Car­rei­ra téc­ni­co­pro­fis­si­o­nal: So­ció­lo­go e pro­fes­sor Hobby: Lei­tu­ra, fil­mes, jo­gar fu­te­bol, fi­car so­zi­nho pa­ra re­flec­tir e ba­ter sa­co de bo­xe Mú­si­ca: Gos­pel, par­ti­cu­la­ri­zo os co­ros to­coís­tas, su­la­fri­ca­nos e ir­mã So­fia So­nhos: Ser­vir con­ti­nu­a­men­te An­go­la e os an­go­la­nos e con­tri­buir pa­ra a cons­tru­ção do pa­raí­so ter­res­tre País: In­gla­ter­ra Férias: Nun­ca as go­zei, quan­do es­tou li­vre num lu­gar, es­tou ocu­pa­do nou­tro Ído­lo: Meus pais, pro­fes­so­res e to­dos que se de­di­ca­ram e se de­di­cam à cons­tru­ção do pa­raí­so ter­res­tre Tem­po de­di­ca­do às ac­ções de de­sen­vol­vi­men­to da ju­ven­tu­de? Des­de os 11 anos, na igre­ja To­coís­ta O pa­pel das as­so­ci­a­ções ju­ve­nis? A mai­or lu­ta em prol dos pro­ble­mas ju­ve­nis e ou­tras ser­vem-se da ju­ven­tu­de pa­ra be­ne­fí­ci­os pes­so­ais. To­das lu­tam com mui­to sa­cri­fí­cio e sem con­di­ções ne­nhu­mas Gos­tou sem­pre de tra­ba­lhar nes­ta área da ju­ven­tu­de? Sim, mas es­te ano dei­xa­rei a or­ga­ni­za­ção ju­ve­nil que di­ri­jo. Vou de­di­car-me mais à aca­de­mia e ou­tros projectos que es­tão a pro­por-me. E o fu­tu­ro a lon­go pra­zo? Se de­pen­der só dos mais ve­lhos, o fu­tu­ro es­tá ameaçado. Se de­pen­der só dos jo­vens, po­de ser adi­a­do, mas se de­pen­der dos mais ve­lhos e dos jo­vens, em con­jun­to, po­de ser ri­so­nho. In­fla­ção, di­vi­sas ou de­sem­pre­go, o que mais lhe pre­o­cu­pa? De­sem­pre­go, por­que po­de con­di­ci­o­nar as di­vi­sas, a in­fla­ção e o be­mes­tar es­pi­ri­tu­al e ma­te­ri­al das fa­mí­li­as e da so­ci­e­da­de. Acre­di­ta que a economia an­go­la­na vai re­cu­pe­rar o “bo­om” do pas­sa­do? Não e es­tá com­pro­va­do que nun­ca ti­ve­mos bo­om re­al. Ti­ve­mos di­nhei­ro e nun­ca ri­que­za e de­sen­vol­vi­men­to. Ava­li­a­ção da acu­mu­la­ção pri­mi­ti­va de ca­pi­tais em An­go­la? Tal co­mo no oci­den­te do séc. XVII e XVIII, co­mo uma vi­o­lên­cia fí­si­ca e sim­bó­li­ca cu­jas con­sequên­ci­as, aqui são: no­vo-ri­quis­mo, a ex­clu­são e de­si­gual­da­des so­ci­ais e ge­ra­do­ra de um po­ten­ci­al con­fli­to so­ci­al, se não sa­ber­mos re­dis­tri­buir a ri­que­za.

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