Ven­da de di­vi­sas baixa no I tri­mes­tre do ano

Du­ran­te o pe­río­do o BNA re­du­ziu em 51,5 por cen­to as dis­po­ni­bi­li­da­des em re­la­ção ao an­te­ri­or em que hou­ve um au­men­to de 20 por cen­to

Jornal de Economia & Financas - - Mercados - Pe­dro Pe­ter­son

A po­lí­ti­ca mo­ne­tá­ria con­trac­ci­o­nis­ta que o BNA tem im­ple­men­ta­do com vis­ta a cor­ri­gir fa­lhas no mer­ca­do tem man­ti­do inal­te­rá­vel o ce­ná­rio ma­cro­e­co­nó­mi­co na­ci­o­nal. As­sim, no I tri­mes­tre do ano em cur­so, o BNA dis­po­ni­bi­li­zou à economia na­ci­o­nal di­vi­sas no va­lor de 2, 501 mil mi­lhões de dó­la­res, uma di­mi­nui­ção de 51, 5 por cen­to em com­pa­ra­ção com o pe­río­do an­te­ri­or, em que se ve­ri­fi­cou um au­men­to de 20 por cen­to.

Con­for­me os cál­cu­los do JE, ape­nas no mês de Mar­ço, ve­ri­fi­cou-se uma di­mi­nui­ção ho­mó­lo­ga de 66,4 por cen­to, e uma que­bra men­sal de 10 , 3 , pa­ra um to­tal de 735, 9 mi­lhões de dó­la­res.

Re­al­ce pa­ra a dis­po­ni­bi­li­za­ção de 184,6 mi­lhões de dó­la­res pa­ra ope­ra­ções pri­va­das (ca­te­go­ria que in­clui sa­lá­ri­os e aju­da fa­mi­li­ar) e 77 mi­lhões de dó­la­res pa­ra o sec­tor dos trans­por­tes (in­cluin­do com­pa­nhi­as aé­re­as).

O JE con­fe­riu ain­da que a re­so­lu­ção a pra­zo das trans­fe­rên­ci­as ain­da blo­que­a­das de sa­lá­ri­os e de fun­dos das com­pa­nhi­as aé­re­as, são dois factores im­por­tan­tes pa­ra o re­es­ta­be­le­ci­men­to da con­fi­an­ça no am­bi­en­te de in­ves­ti­men­to an­go­la­no, pe­lo que é im­por­tan­te acom­pa­nhar a evo­lu­ção fu­tu­ra des­tas dis­po­ni­bi­li­da­des.

Co­mo es­pe­ra­do, não hou­ve al­te­ra­ções nos ins­tru­men­tos de po­lí­ti­ca mo­ne­tá­ria por par­te do BNA, da­do que a au­to­ri­da­de mo­ne­tá­ria es­tá ain­da ex­pec­tan­te quanto ao im­pac­to to­tal na in­fla­ção da de­pre­ci­a­ção da mo­e­da.

De acor­do com os da­dos re­cen­tes da Or­ga­ni­za­ção dos Paí­ses Ex­por­ta­do­res de Petróleo (OPEP), An­go­la pro­ta­go­ni­zou em Mar­ço úl­ti­mo a mai­or que­bra na pro­du­ção de petróleo, ex­por­tan­do me­nos dois car­re­ga­men­tos do que em igual pe­río­do de 2017.

Pa­ra a glo­ba­li­da­de do car­tel, tam­bém de­vi­do à in­fluên­cia de me­nos exportações lí­bi­as e ve­ne­zu­e­la­nas, es­tes factores re­sul­ta­ram num mí­ni­mo de pro­du­ção dos úl­ti­mos 11 me­ses, num to­tal de 32, 2 mi­lhões de bar­ris diários (me­nos 90 mil bar­ris por dia do que em Fe­ve­rei­ro).

Não se re­gis­ta­ram gran­des al­te­ra­ções no mer­ca­do na­ci­o­nal, nas emis­sões de BT, sen­do que a se­ma­na fin­da não hou­ve pro­cu­ra pa­ra as emis­sões de Obri­ga­ções do Te­sou­ro.

VIGAS DA PURIFICAÇÃO | EDI­ÇÕES NO­VEM­BRO

Cli­en­tes e con­su­mi­do­res es­tão a com­prar me­nos pro­du­to no mer­ca­do

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